quarta-feira, 2 de março de 2016

Resenha - Patrulheiros da meia noite de Fabiana Rocha de Morais

Antes de começar esta resenha, gostaria de falar um pouco sobre o serviço de auto-publicação da Amazon através do qual a obra foi lançada.

A ferramenta disponibilizada permite a muitos escritores desconhecidos, iniciantes ou rejeitados pelas editoras tradicionais que publiquem os seus livros em formato digital e efetue a venda a quem desejar comprá-los.

Apesar de toda essa facilidade, precisamos ter em conta que a profissão de escritor é uma coisa séria, não um hobby e que a partir do momento que eu me sinto no direito de cobrar por um produto, devo entregar algo de qualidade.

Toda essa explicação é necessária para que entendamos que "Patrulheiros da meia noite" não é um livro pronto e, portanto, não deveria ter sido colocado à venda.

Os problemas começam quando você abre o e-book e descobre que todo o texto está escrito em letras maiúsculas. Poderia ser uma escolha de estilo, mas os seguidos erros de português vem em seguida para nos mostrar que essa obra não passou por nenhum tipo de revisão, seja profissional ou amadora.
Tempos verbais incorretos, falta de coesão e coerência se somam às minhas reclamações.

Ah, mas é uma história para crianças!, diriam alguns. Mesmo assim não se justifica tamanha falta de preparo que me fez imaginar que a autora fosse uma criança. Acredito que não seja, pois ao pesquisar pela internet, encontrei mais quatro obras assinadas por ela. E mesmo se fosse escrito por uma criança, deveria ter sido revisado por um adulto antes de ser publicado.

A história em si é a única parte que trouxe algum interesse. Os personagens são monstros conhecidos em versões infantis e a ideia era a de passar alguns valores morais através dos problemas com que eles se deparam. Temas como amizade, altruísmo e preconceito são parte da história.
Poderia vir a ser uma obra razoável se fosse possível lê-la, o que, infelizmente não o é...

Para minha sorte, essa obra foi adquirida numa promoção e não paguei nada por ela, ou teria me arrependido amargamente.

Fica com uma estrela de cinco apenas pela intenção.
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