Mostrando postagens com marcador escritor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escritor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Dicas de escrita - Regência Verbal


Amiga escritora, amigo escritor.

Você presta atenção à regência verbal enquanto escreve?
Não? Pois deveria.

A regência verbal pode ser a diferença entre uma frase bem escrita e outra incompreensível.

Dias deses li num livro que um personagem "foi derrubado e caiu ao chão"

Você consegue perceber algo de errado nessa frase? A regência verbal está incorreta?

Apesar de estranha à primeira vista, a frase acima está correta, já que o verbo cair pode descrever o movimento de alguém em direção ao chão. Se a frase quisesse demonstrar que onde a pessoa caiu, então deveria ser "no chão" e também estaria correto.

Muitas vezes é fácil sabermos a regência de um verbo, já que é só nos perguntarmos o que acontece em seguida.

Por exemplo: qual a regência do verbo beber?
Para saber isso, basta se perguntar: quem bebe, bebe o quê?
Líquidos, água, cerveja, café...

Perceba que não há necessidade de uma preposição, então é só colocar o objeto, certo?

Fulano bebe água

Pronto. Regência resolvida e não doeu nada.

Mas quando você não tem certeza ou o verbo assume vários significados como o verbo "assistir" então é melhor perguntar para os universitários.

Infelizmente a internet não oferece grandes conteúdos sobre o tema, por isso é preciso apelar para um dicionário de regência verbal. Você consegue encontrar um facilmente em boas livrarias.

Ou se não quiser se preocupar com isso, procure um revisor de textos competente, mas, se você escreve profissionalmente, seria legal aprender um pouco ou ter um dicionário guardado para uma eventualidade, não é mesmo?

Espero que tenham gostado deste conteúdo. Dúvidas e comentários abaixo.

Dan Folter


domingo, 2 de outubro de 2016

Crônica - O escritor e o contador de histórias

Desde ontem acabei por me envolver numa daquelas discussões acaloradas do Facebook.

O tema era: o que mais te irrita ao ler uma história?

Respondi, assim como alguns outros usuários, que os erros crassos de português são capazes de estragar uma boa história para mim.

O autor da pergunta não se conformou com a minha resposta e entramos numa discussão sobre histórias boas mal escritas ou histórias ruins bem escritas.

Isso me fez refletir sobre a profissão escritor e sobre o contador de histórias.

O ser humano conta histórias desde que começou a falar, seja para explicar suas origens, narrar feitos heroicos ou a própria história da humanidade. Qualquer um pode contar uma história. Não é preciso ter conhecimento avançado de idioma nenhum, apenas conseguir se comunicar.

Uma criança mentindo para sua mãe sobre não ter quebrado um vaso já está, sem saber, criando histórias.

Agora, quando você passa a sua história para alguma mídia escrita, a coisa muda de figura. É necessário que outras pessoas sejam capazes de entender a sua mensagem e para isso você precisa escrever com competência. Se você coloca uma capa e chama de livro, você assume uma nova faceta, a do escritor.

Claro que erros acontecem. Por mais revisões que se faça, alguns errinhos podem passar. É chato, mas é perdoável. Na primeira edição do meu livro "O Mistério de Boa Esperança" fiz revisões repetidamente e não é que passou um erro logo na sinopse...

Cada vez que um leitor está com o meu livro em mãos tenho vontade de me desculpar porque um errinho passou.

Agora achar que uma história cheia de erros estruturais e erros de português básicos merece crédito é idealismo barato. Para se formar médico, engenheiro ou advogado são necessários anos de estudo, mas para ser escritor só é preciso um computador com Word?

A ferramenta do escritor é a linguagem. É obrigação de todo mundo que pretende se chamar escritor buscar a melhoria contínua. Existem cursos, livros, páginas e páginas na internet com dicas e material para quem quiser se aperfeiçoar.

Um livro mal escrito é como um filme com erros de continuidade, mal editado, cheio de chuvisco. É um livro ruim, sinto muito.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Conheça Dan Folter - Futuro best seller literário


Vejam esse olhar obstinado, essa expressão inteligente e, por que não, sábia.

Este é Dan Foter, Escritor, autor, blogueiro, professor e talvez profissional de TI.

Bom, toda essa apresentação é apenas pra você entender que, com a publicação de meu primeiro livro impresso prestes a acontecer descobri que o meu nome (Daniel Martins) é extremamente comum.
Tem até biografia de um outro escritor com esse nome já publicada por aí.

Por isso, relancei todas as minhas obras digitais e atualizei todas as redes sociais literárias para Dan Folter. 

Dan, como qualquer acéfalo é capaz de perceber é uma contração de meu primeiro nome e Folter é o sobrenome da minha mãe.
Como a tradição machista pede que recebamos o sobrenome do pai, mas não o da mãe, acabei por ficar sem o Folter e esta é também uma forma de homenageá-la e fazer justiça, afinal foi criado pelos dois, não é mesmo?

Por isso, quando você chegar a uma livraria e ver na estante dos mais vendidos um livro de Dan Folter, pode levar sem medo que é meu.