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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Leituras de Maio/20 e Você decide

Salve galera.
Em primeiro lugar, quero agradecer a todos por termos chegado aos 300 inscritos. Muito obrigado a você que se inscreveu e compartilhou.
Pelo começo deste vídeo dá pra ver que eu nem esperava conseguir isso tão depressa. Por isso, sim, vai ter sorteio, e, se vocês continuarem compartilhando e chegarmos aos 500 até o final de junho, eu sorteio outro livro. Desafio aceito?
Sobre o vídeo de hoje, vote na leitura do mês. As opções: - O riso da morte - Débora de Mello - As relações perigosas - Chordelos de Laclos - O símbolo perdido - Dan Brown O vencedor ganha um vídeo resenha só para ele. Vídeos comentados neste aqui: Sorteio de 300 inscritos - https://youtu.be/zAKEXZLeziA Cadeados de Nuccia de Cicco - https://youtu.be/8g2RhB2IW-c Abraço a todos Dan Folter! O Desinformadoss é produzido por Dan Folter (contato: danielregis@hotmail.com) E editado por Galiboor Design edição de vídeos (contato: yagami312@gmail.com)

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Resenha - Planeta Brutal de Raphael Miguel

Salve galera!! Como estão?

Hoje eu vou resenhar para vocês uma distopia que se passa em pleno Brasil.
Desde que escrevi a minha própria distopia que se passa também por aqui, tenho prestado mais atenção a obras com essa pegada.

Não conhece a minha obra, Um Poema de Guerra? Então confira aqui: https://desinformadoss.blogspot.com/2018/06/um-poema-de-guerra-chegou.html

Mas agora vamos à resenha de hoje:

CAPA: 

Começamos bem! A capa, além de bonita, mostra a nossa personagem principal em um deserto, nada melhor para mostrar o que vem por aí.

SINOPSE"Os eventos que culminaram no Primeiro Dia assolaram a face do Planeta Terra. Com a população reduzida drasticamente e com os efeitos das extinções de espécies e do aquecimento global, os sobreviventes tiveram que se adaptar a uma nova realidade... uma realidade feia, cruel, visceral, BRUTAL.

Em meio ao caos, após ter vivenciado o lado mais horrendo dos remanescentes, uma mulher leva seu pequeno filho pelo deserto sem fim na intenção de encontrar um lugar melhor para sobreviver, mas o perigo espreita pelos cantos e cada passo pode ser mortal. 

Com um ritmo alucinante, “Planeta Brutal” irá te levar a um mundo caótico, com uma trama repleta de reviravoltas através de personagens fortes e marcantes que não têm limites para alcançar seus objetivos."

DADOS TÉCNICOS: 2017, 302 páginas, Editora Coerência, Raphael Miguel


RESENHA: Planeta Brutal (uma singela homenagem ao grande Alice Cooper) é a típica distopia de fim de mundo. Um evento chamado na história de "primeiro dia" onde uma espécie de cataclismo bíblico destrói o mundo como o conhecemos deixando apenas alguns sobreviventes para disputarem as migalhas é o estopim para a obra.

Não fica muito claro o que aconteceu, mas isso não incomoda, já que o livro é narrado em primeira pessoa e os personagens não sabem realmente explicar o primeiro dia. Há somente alguns comentários dando a entender que o aquecimento global tem algo a ver com o fim do mundo.

CONFUSÃO E REPETIÇÕES: Como já dito, o livro é narrado em primeira pessoa, mas não apenas pela personagem principal, Kaiara.
Ao invés disso, o livro alterna o narrador a cada capítulo e principalmente no começo da obra é um pouco difícil entender quem está falando, principalmente quando aquela é a primeira vez que um personagem aparece. Isso acontece até a metade do livro, muitas vezes de forma meio brusca.
Talvez se o autor colocasse quem está narrando no começo do capítulo ficasse mais fácil de compreender.

Outra característica gerada por essa narração alternada é a repetição das cenas. Muitas vezes temos a mesma cena narrada por mais de um personagem, o que ajudaria a enxergar a perspectiva diferente de cada pessoa sobre um mesmo evento, entretanto, em certas horas o recurso fica um pouco exagerado e acabamos tendo um certo "mais do mesmo"
As repetições também acontecem em palavras específicas. O autor usou demais palavras como "brutal" e "danação" e acabou desgastando aquilo que deveria ter tido destaque.

VISCERAL: Planeta Brutal é um livro violento. Mais de metade do conteúdo é a descrição de lutas entre os personagens, a maioria delas envolvendo a perda de membros, quebra de ossos, tripas no chão e muito, muito sangue derramado. Em alguns momentos você se sente em uma sessão de RPG devido aos turnos de cada combatente na luta.

O autor não poupa nem velhos, nem crianças da carnificina, entretanto, resolveu manter a violência apenas nos combates. As cenas de tortura não são descritas tão detalhadamente e não há descrição de violência sexual, apenas a menção de que podem acontecer.

Se você é sensível a cenas violentas, este livro não é para você.

GEORGE R.R. MARTIN?: Outro detalhe importante de planeta brutal é que você não deve se apegar a nenhum personagem. A qualquer momento eles podem ser mortos e nenhum deles se comportará como herói, o que condiz perfeitamente com a ideia de um mundo onde a sobrevivência é a maior necessidade. Um dos pontos positivos da obra.

PERSONAGENS: Como eu disse acima, não dá para se apegar muito aos personagens, já que eles morrem o tempo todo ou não são exatamente heróis, entretanto a narração em primeira pessoa não consegue dar tempo suficiente a nenhum deles, nem mesmo à protagonista para que haja essa empatia toda. Não são personagens ruins, mas poderiam ter sido melhor trabalhados.

VÍRGULAS E ERROS INACEITÁVEIS: Planeta Brutal é um livro que tem um ritmo de leitura bastante rápido, e isso nos faria virar as páginas rapidamente não fosse um problema irritante: as vírgulas.
Elas estão em todo lugar, inclusive em lugares aonde não deveriam estar, mostrando que, ou o livro não foi revisado, ou o revisor precisa estudar urgentemente o uso das vírgulas.
Além delas, o livro ainda está cheio de errinhos de digitação como palavras juntas e erros ortográficos.
A literatura nacional continua a fazer livros com capas belas e diagramação de primeira, mas com revisões precárias. Uma pena.

CONCLUSÃO Planeta Brutal traz uma proposta interessante e uma história redondinha. O final é coerente e satisfatório, mas se você não gostar há ainda um final alternativo.
A narração um pouco confusa e a revisão ruim estragam um pouco o prazer de ler, mas ainda assim é um bom livro, mas que irá agradar somente a um tipo específico de leitor que gosta ou não se importa de ler obras mais violentas e viscerais.

Nota 3,5 no Skoob, um livro que podeira ter ficado excelente se tivesse tido um pouco mais de esmero em sua produção.

E você? já tinha lido ou sequer ouvido falar dessa obra? Então diga aqui o que achou ou a sua expectativa de leitura.

Abraços

Dan Folter

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Prêmio Brasil entre palavras elegerá os melhores de 2018

E chegou a hora de escolhermos os melhores livros de 2018. E para isso temos a terceira edição do prêmio Brasil entre palavras.

Na primeira, O Mistério de Boa Esperança papou o prêmio de melhor livro de ação em 2016.
2018 é a vez de Um Poema de Guerra.

O prêmio é realizado pela iniciativa dos blogs as 1001 Núccias e Cura leitura.


As regras para deixar seu voto estão aqui:

- A votação se refere aos livros cadastrados pelos próprios autores na primeira fase do Prêmio (dezembro/2018);

- Cada leitor poderá votar uma única vez em cada categoria;

- Cada leitor pode indicar um livro na opção OUTRO desde que: 1 - seja livro nacional; 2 - tenha sido lançado entre 31/10/2017 a 01/11/2018; 3 - seja informado nome do livro e do autor. Não estando nesses 3 requisitos, a indicação será desconsiderada;

- A votação vai até 30/janeiro/2019;

- O resultado será divulgado no dia 31/jan.

DEIXE SEU VOTO: VOTAR AGORA


Lembrando que Um Poema de Guerra concorre nas categorias Drama, Distopia e melhor capa.
Você também pode votar em Acordo com Chemosh na categoria wattpad. Para isso, selecione a linha outro e preencha "Acordo com Chemosh de Dan Folter"

Deixo aqui também sugestões de outras categorias:
- Planeta Brutal de Raphael Miguel na categoria ação
- Fantásticos organizado por Núccia de Cicco na categoria antologia
- Os Supremos de Raphael Miguel nas categorias Aventura e fantasia
- Playlist de vários autores na categoria jovem adulto
- Violet de Giuliana Sperandio na categoria romance
- Um Amor para Johan de Amanda Bonatti na categoria romance de época

Não deixe de votar e de avisar os seus amigos para também votarem. Vamos apoiar a literatura brasileira.

Abraço

Dan Folter

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Resenha - O livro do Destino de Raphael Miguel

O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor?

É com essa pergunta que iniciamos essa resenha do livro do destino escrito pelo autor brasileiro Raphael Miguel

Capa: 

Sabe aquela capa que você entende melhor após efetuar a leitura?
Esse é o caso, então se eu falar muito, será um spoiler. Confesso que não me chamou muito a atenção à primeira vista, mas após ler o livro, fez bastante sentido.

Sinopse: O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor, interferir no futuro e destruir realidades? O que faria se um instrumento de tamanho poder caísse em suas mãos? Praticaria o bem ou o mal? Utilizaria para sanar as desgraças do Mundo ou para alcançar objetivos egoístas? Tentaria salvar àqueles ao seu lado, ou salvaria apenas a si próprio? Eric Dias é um rapaz de recém feitos dezessete anos. Pacato, vive uma vida tranquila, sem grandes preocupações. No entanto, um presente inusitado pode alterar para sempre seu destino e de todos ao seu redor. O que o rapaz fará com tal responsabilidade sobre seus jovens ombros? 

Dados Técnicos: 2016, 206 páginas, Editora Chiado, Raphael Miguel.
Link para compra: O livro do destino

Resenha: Quando se ouve falar dessa obra pela primeira vez, logo vem à mente a obra japonesa "Death Note" na qual um rapaz encontra um caderno onde pode escrever o nome de pessoas que deseja a morte.
Nessa obra também há um livro superpoderoso e uma criatura que serve de guia para ele.
As semelhanças acabam por aqui, pois o livro do destino é ainda mais poderoso e, enquanto a obra japonesa foca na fantasia e na investigação, essa aqui foca na parte moral e ética de como se lidar com tamanho poder.

Presente ou maldição?: Essa é a dúvida que paina na mente do jovem Eric. Ao receber o livro, ele primeiro imagina estar com um grande presente nas mãos, uma grande oportunidade, mas, com o tempo, isso se torna um problema tão grande que chega a colocar sua vida em risco.
O livro enfatiza bem as relações familiares do garoto, principalmente com o falecido avô, aquele que lhe deixou o livro de herança.

Começa bem: O livro é um daqueles "page turners" pois você é logo fisgado pela história e quer saber no que vai dar. O autor "pega" o leitor de forma bem rápida.

Enrola no meio: Entre a descoberta do livro e o final, eu senti uma "barriga" na história. Você espera por grandes acontecimentos, mas eles não vêm. Acho que faltou mostrar o livro sendo usado mais vezes nessa parte.

Final para pensar: Confesso que fiquei bastante surpreso com o final da obra. Mais até do que contar uma história, o livro do destino é um livro que provoca o leitor a pensar. A se colocar no lugar daquele garoto e pensar: "O que será que eu faria"

"Nós escolhemos o nosso próprio destino

Nota e conclusão: O primeiro livro "full size" do autor mostra que ele não veio para brincadeira e pode se tornar um expoente no mercado nacional. O livro do destino tem uma ideia muito interessante e um final de virar a cabeça, mas ficou devendo um pouco mais de ação.
Também não gostei muito dos vilões da história. O tamanho proposto do vilão e o que ele acaba por fazer durante a história me soou meio incompatível.
Leia! É um livro que passa bem rapidinho e diverte! nota 3,5 no Skoob!


E você leitor, já leu o livro do destino? o que achou?
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