O blog parceiro do desinformados Leitura Descontrolada está fazendo aniversário. Parece mais, mas é só um aninho desde a sua estreia.
E esse evento merece uma comemoração de respeito, por isso serão sorteados não 1, mas 6 kits contendo livros e marcadores diversos.
E nós também estamos participando no kit 03.
Para concorrer, basta entrar no leitura descontrolada, escolher os kits que mais lhe interessam e cumprir as regrinhas que estarão descritas junto aos kits.
Entre lá e participe você também: http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/2017/07/sorteio-aniversario-de-01-ano-leitura-descontrolada.html
E aproveite para seguir o blog e colocá-lo nos seus favoritos, assim você acompanha sempre o que há de mais legal na literatura.
Boa sorte!
Resenhas, crônicas, textos, críticas e dicas de tudo o que você não precisa saber, mas morre de curiosidade
domingo, 2 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Resenha - Wayne de Gotham - Tracy Hickman
Capa:
A capa foi feita para ser chamativa e apela para um símbolo bem conhecido. É um livro para fãs de Batman
SINOPSE: Por trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane.
DADOS TÉCNICOS: 2013, 270 páginas, Editora LeYa, Tracy Hickman
RESENHA: Wayne de Gotham é, como o próprio nome deixa claro, uma história do Batman, mas qual versão do homem morcego encontramos aqui?
Encontramos um Batman um pouco mais velho, bastante ranzinza, solitário e soturno, indo de encontro às versões mais modernas do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos.
HISTÓRIA: O autor utilizou uma trama acontecida no passado para motivar a história atual. Acontecimentos que envolve o falecido pai de Batman, Thomas Wayne, por esse motivo, somos apresentados a vários detalhes sobre tomas, desde sua mais tenra infância até o período em que ele é um médico recém formado e começa a administrar o conglomerado herdado da família.
BAT-ARMADURA: A bat-roupa, como o autor nomina é praticamente uma armadura, como nos filmes de Tim Burton, algo que não me agrada muito, já que prefiro o morcego como uma figura ágil e silenciosa e não uma versão da DC do homem de ferro. O autor passa algum tempo descrevendo as tecnologias de blindagem, as facilidades do capuz e o grande perigo para o maior detetive do mundo é acabar a bateria...
DISTRAÇÕES: A história no presente apresenta elementos que parecem ter sido inseridos na trama apenas para distrair o morcego e o próprio leitor. Parece um recurso narrativo, mas alguns desses itens acabam ficando sem explicação. Inimigos tradicionais do morcego (não citarei quem para não dar spoiler) aparecem do nada e nem todos eles acabam sendo bem explicados.
Você chega ao final da história e se pergunta por que raios tal personagem apareceu? Uma tentativa de fã service? Sinceramente não funcionou muito bem.
TRAIÇÕES, REVIRAVOLTAS E FINAL: O autor se arriscou bastante ao envolver Thomas Wayne, Martha Wayne e até mesmo Alfred numa trama que mostra como esse pessoal não é tão santinho quando se pensava. É o tipo de coisa que vai empolgar alguns leitores e enfurecer outros.
Mas para o final, temos algumas reviravoltas e surpresas que elevam a percepção do leitor em um final que podia ser mais empolgante.
AVALIAÇÃO: Wayne de Gotham peca pela falta de ritmo e por mostrar um Batman dependente demais da tecnologia. O lado detetive também podia ser melhor explorado.
Os flash backs tomam metade do livro e se demoram bastante até trazerem algo realmente relevante.
É uma obra destinada para quem já tem conhecimento da mitologia do personagem, já que o tempo todo aparecem personagens e vilões que um leitor de primeira viagem não vai conhecer e terá sérios problemas de entendimento.
A nota é 3,5. Um livro interessante, mas com problemas de ritmo e uma versão do Batman que pode não agradar a todo mundo.
E você leitor? Já leu Wayne de Gotham ou algum outro livro com personagens oriundos de quadrinhos?
Então deixe seu comentário abaixo.
Abraço
Dan Folter
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Crônica - Positivismo é irritante
Ser positivo é uma coisa boa, certo?
Diz uma certa teoria que os pensamentos tem a capacidade de atrair energias semelhantes, sendo assim, ao vibrar em boas energias, podemos trazer a nós as benesses desse mundo.
Apesar do meu ceticismo quanto à essas teorias, acredito que não há problema em vibrar positivamente, a questão é quando isso é feito de forma exagerada, não-natural.
Tomemos o caso de uma certa empresa e seu departamento comercial: Alguém achou uma boa ideia que o "bom dia" aquele cumprimento cordial de nossas manhãs precisasse ser dado aos gritos.
Isso mesmo. A pessoa que acaba de chegar ao recinto berra com todas as suas forças, assustando todos os seres vivos no raio de um quilômetro.
Me imagino trabalhando nesse departamento e chegando naquele dia meio ruim, aquele pequeno mal humor que passa rápido e sendo recepcionado com uma histeria coletiva de "bom dias"
É esse mesmo positivismo que vejo em algumas pessoas ditas "espiritualizadas". São aquelas pessoas meio "bicho-grilo", que não fazem mal a ninguém, é verdade, mas que enxergam qualquer coincidência como uma obra divina que, necessariamente, irá nos levar a um lugar melhor.
É algo como: Veja! estamos ambos de verde e, como verde é a cor da esperança, o nosso dia será uma maravilha!
Me imagino entrando naquele ônibus lotado as sete da manhã e abordando todas as pessoas que estão com a mesma cor de roupa, apenas para comunicar-lhes que vibramos na mesma energia e todos teremos um dia espetacular.
Talvez os deputados deveriam ir ao plenário todos com a mesma cor, acenderem um incenso de citronela e ler um livro de auto-ajuda no palanque. Isso sim resolveria os problemas do Brasil.
Acredito que a felicidade é um estado temporário, assim como a tristeza. Se você vive em constante positivismo, deixa de comemorar quando algo bom realmente lhe acontece e acaba por não perceber a diferença, vivendo num constante estado de torpor auto-induzido.
Para compreender melhor sobre o assunto, sugiro que assistam à excelente animação "Divertidamente" (Inside out) lançada em 2015.
Desejo um bom dia (falado em tom baixo, porém sincero) para todos vocês que leram até o final.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Antologia Amor sem limites - Mande seu conto
Olá Desinformado!
Se você também gosta de escrever, tem uma boa chance na antologia Amor sem limites organizada pela escritora Cris Magalhães e onde estarão participando outros escritores como eu.
Quer saber mais? Então confira o post original
Antologia Amor sem limites: crys e fantasia
Abraço
Dan Folter!
Se você também gosta de escrever, tem uma boa chance na antologia Amor sem limites organizada pela escritora Cris Magalhães e onde estarão participando outros escritores como eu.
Quer saber mais? Então confira o post original
Antologia Amor sem limites: crys e fantasia
Abraço
Dan Folter!
terça-feira, 20 de junho de 2017
Projeto Pegaí leva cultura grátis para a população.
Muitas vezes reclamamos das dificuldades culturais em um país como o Brasil. O número baixo de leitores, os downloads ilegais, a preferência pelos autores de fora em detrimento dos nacionais...
Mas o que estamos fazendo para mudar isso? Reclamar da incompetência dos nossos governantes sentados no conforto dos nossos sofás não mudará muita coisa.
Esse foi o sentimento que tive ao conhecer o professor Idomar Cerutti. Ele me apresentou ao projeto Pegaí, que leva literatura para as pessoas de forma gratuita.
O projeto criado em 2013 na cidade de Ponta Grossa, Paraná tem como objetivo difundir o hábito da leitura oferecendo livros em locais públicos para a população. Funciona como uma biblioteca pública, mas sem a burocracia e a elitização que esse modelo carrega.
Em pontos espalhados pela cidade, os leitores podem pegar e levar para casa os mais diversos livros. Depois basta devolvê-los nos mesmos pontos de forma simples e rápida.
Os livros utilizados são obtidos através de doações, uma vez que o projeto é inteiramente sem fins lucrativos e gerenciado por voluntários.
Enviei para o projeto dois exemplares de "O Mistério de Boa Esperança" que espero sejam bem aproveitados pela população da cidade e das cidades vizinhas, já que o projeto está crescendo.
Se você quer saber mais sobre o projeto, acesse a página oficial http://www.pegai.info/ e se você tem livros e deseja doá-los para o Pegaí, entre em contato através do e-mail contato@pegai.info
Vamos divulgar essa iniciativa e torcer para que surjam outras pelo Brasil. Todo mundo sai ganhando!
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Resenha - O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira
Olá povo.
Vamos conferir mais uma resenha? É livro nacional e aposto que poucos de vocês o conheciam.
O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira
Capa:
Vamos conferir mais uma resenha? É livro nacional e aposto que poucos de vocês o conheciam.
O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira
Capa:
A ideia da capa me parece muito boa, embora a execução não tenha saído tão interessante. Falta contraste aos elementos, pois tudo ficou muito cinza e branco. Apesar disso, representa bem a história.
SINOPSE: Há incontáveis gerações, uma maldição caiu sobre o mundo. Ela foi contida por uma brava guerreira, mas não erradicada, de modo que, ao final de cada era ressurge para assolar a humanidade.
Para enfrentá-la, a salvadora original criou uma ordem sagrada que, chegada a hora, se incumbiria de enviar uma nova salvadora para conter o mal.
Dessa vez, a escolhida é Sivrinn. Na companhia de sua guardiã, ela deverá trilhar um caminho repleto de perigos e provações, que a conduzirão até a origem da maldição, onde deverá tomar uma decisão para a qual treino algum a preparou.
O trajeto, porém, apresentará desafios e verdades que ela sequer imaginava possíveis. O mal e a loucura se manifestarão em locais inesperados, revelando suas facetas mais grotescas. No fim, Sivrinn perceberá que nem sempre as escolhas podem levar a uma consequência benigna.
DADOS TÉCNICOS: 2016, 125 páginas, Independente, Leandro Zerbinatti de Oliveira
RESENHA: O pálido véu do pecado conta a história de uma mulher destinada a salvar o mundo quando uma maldição tomar conta de tudo. Para isso ela vive em uma ordem religiosa onde aprenderá tudo o que precisa saber para deter a maldição e onde se manterá pura (virgem) para a missão.
Sivrinn, também chamada na história de peregrina é ajudada por outra personagem bastante importante: sua guardiã Kraithia. Ela é especialmente treinada em luta e sua missão é defender a peregrina.
HISTÓRIA BEM CONTADA: O autor se saiu muito bem ao não revelar os detalhes da história muito rapidamente. Sabemos apenas que há uma maldição e que a peregrina precisa acabar com ela, mas não recebemos muita informação, o que funciona muito bem para despertar a curiosidade do leitor.
CHECK POINTS: A peregrina conta com uma ajuda bastante interessante em sua jornada. Sempre que encontra um tipo específico de estátua pelo caminho, ela pode executar um ritual que a permitirá renascer a partir daquele ponto em caso de morte. Um conceito que lembra muito o utilizado nos video games, mas que o autor soube usar muito bem na história.
REVIRAVOLTAS E FINAL: A história acaba por nos trazer explicações de como a maldição surgiu e porque a peregrina é a única que pode desfazê-la. Também nos mostra que existem outras como ela tentando realizar a mesma missão e termina de uma forma bastante surpreendente.
AVALIAÇÃO: O pálido véu do pecado é uma boa história, que prende a atenção do leitor, anda no tempo certo e tem um final bastante interessante.
Peca pelos problemas comuns a obras independentes como pequenos erros de revisão, mas que de forma nenhuma prejudicam a leitura.
Leva uma nota 4 no Skoob e fica a curiosidade para mais obras do autor.
E vocês, já leram esta ou outras obras do Leandro? O que acharam?
Deixem seus comentários aqui:
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Resenha - Lenço Vermelho de Nuccia de Cicco
Olá meus caros leitores.
Hoje tem uma resenha diferente de todas já postadas aqui. Isso porque o conto resenhado é erótico.
Muitos que nos acompanham talvez não saibam, mas estórias eróticas não costumam fazer o meu gosto pessoal. Apesar disso, acabei lendo esse por se tratar de uma autora parceira e amiga, a Núccia de Cicco.
Vamos para a resenha?
CAPA:
Hoje tem uma resenha diferente de todas já postadas aqui. Isso porque o conto resenhado é erótico.
Muitos que nos acompanham talvez não saibam, mas estórias eróticas não costumam fazer o meu gosto pessoal. Apesar disso, acabei lendo esse por se tratar de uma autora parceira e amiga, a Núccia de Cicco.
Vamos para a resenha?
CAPA:
Ao contrário de muitas capas do estilo, que apelam para a nudez parcial ou total como chamariz de venda, Lenço Vermelho ganha pontos por passar uma boa ideia da história, entregar o estilo e não ser apelativa. Ponto para a obra!
SINOPSE: Em meio ao caos de uma guerra, eles se encontraram. Porém, ela nunca soube como era sua fisionomia, pois em todos os seus encontros devia usar uma venda. Cada encontro é intenso e cheio de prazer e essas sensações poderiam se estender por anos se ela já não estivesse cansada desse mistério todo. Uma decisão que pode mudar tudo.
DADOS TÉCNICOS: 2017, 19 páginas, Independente, Nuccia de Cicco
RESENHA: Uma mulher ruiva caminha pelas ruas de uma cidade em guerra. Ela tenta passar despercebida, mas seu biotipo a destaca na multidão. Apesar de não estar claro qual país ou guerra, o cenário criado em minha imaginação foi o da segunda guerra mundial e o país, França.
Levada pelas nuances da vida, ela acaba por conhecer um homem misterioso com quem vive aventuras amorosas rotineiras, desde que use uma venda para que não saiba a identidade de seu amante.
Sem dar muitos spoilers, posso dizer que o livro me trouxe uma boa leitura, pois a autora soube descrever as cenas com elegância, mesmo as mais quentes. O bom gosto na escrita fez com que o erotismo não fosse a razão única da história, mas uma parte importante dela.
Ao final, a tão esperada revelação de porque a moça precisava utilizar o lenço é bastante convincente, apesar de que alguns leitores podem preferir não ter feito essa descoberta.
Um conto competente, com uma história envolvente e um final bem planejado. Leva nota 4 no skoob e a recomendação para a leitura por qualquer fã de literatura e não apenas aos do gênero erótico.
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