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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Resenha - Sherlock Holmes - A obra completa

Olá meus caros desinformados.

Hoje vamos falar sobre uma obra que eu considero obrigatória para todo leitor que se preze. Se ajeite no sofá, prepare um café e divirta-se.

Cerca de 1500 páginas, divididas em 3 edições levaram quase um ano para serem lidas. Não que eu me demore tanto assim para ler, mas, para evitar a sobrecarga, optei por intercalar outros livros durante a leitura dessa fantástica obra deixada para nós por Sir Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes é um homem excêntrico de hábitos nada convencionais e de difícil relacionamento social. Talvez por isso só tenha um grande amigo. Dr. Watson, médico, veterano da guerra do Afeganistão. Ele talvez seja a única pessoa no mundo a compreender o grande detetive e é por isso que é ele quem nos narra as histórias.

Conan Doyle se utilizou da técnica conhecida como "narrador-personagem", assim podia contar as histórias em primeira e terceira pessoa ao mesmo tempo. A sacada funciona muito bem porque o doutor pode nos dar detalhes do cenário ou das personagens que Sherlock jamais faria, uma vez que está preocupado apenas com a lógica.

A obra possui muito contos e alguns romances e segue, quase sempre, a mesma fórmula. Sherlock é contactado por carta, telegrama ou pessoalmente por alguém que precisa resolver um mistério cujos fatos são muito estranhos. Essa pessoa explica detalhadamente o que aconteceu e pede pela ajuda do detetive, normalmente porque a polícia não consegue resolver ou não pode ser envolvida.
O detetive utiliza a técnica descrita por ele como "eliminando tudo o que é impossível, o que sobra, mesmo que altamente improvável, deve ser a solução".

Nem preciso dizer o quanto é divertido analisar as pistas e tentar descobrir o que realmente aconteceu ou quem é o culpado. Confesso que solucionei menos de 10% dos contos de antemão, já que o escritor consegue criar fatos bastante inusitados ou nos distrair.
Apesar disso, quando Sherlock explica como chegou àquelas deduções, elas sempre nos parecem óbvias e fazem sentido.

Claro que numa obra tão extensa existem contos melhores do que outros. Particularmente, gostei demais dos romances maiores como "O Sinal dos quatro", "Um estudo em vermelho" e o melhor de todos "O cão dos Baskerville".

Com uma linguagem simples, porém correta, Sherlock Holmes é uma boa obra para leitores iniciantes pois contém narrativas curtas, com aventura e mistério, bem ao gosto dos adolescentes. Mas a obra é muito mais do que isso. É um grande clássico que merece ser lido por pessoas do todas as idades.

Terminada a epopeia, posso finalmente assistir a série de TV feita pela BBC e pegar todas as referências.

Recomendo também a versão para a TV americana "Elementary" onde Sherlock é um viciado em drogas e Watson uma mulher. A adaptação, que pode soar estranha à primeira vista, mantém muitos dos elementos de personalidade dos personagens intactos e consegue, com competência, trazê-la ao mundo contemporâneo.

Não recomendo de forma nenhuma os filmes protagonizados por Robert Downey Jr. que são uma galhofa, transformando ideias genias do autor em puro besteirol para pessoas com baixa inteligência. Fuja dessa porcaria!

A obra Sherlock Holmes já está em domínio público, o que significa que pode ser lida online sem problemas relacionados com a pirataria. Ainda assim, é difícil encontrar essa obra bem organizada ou bem traduzida pela internet. Você pode encontrar exemplares com facilidade nos sebos e as livrarias estão sempre reeditando a obra com promoções convidativas. Ou faça como eu e peque emprestado com um grande amigo (Obrigado Valtinho!).

Mesmo com alguns pontos baixos como a morte de Sherlock e seu retorno não muito bem explicado a obra merece nota 5 no Skoob, afinal poucos personagens fizeram tanto sucesso ao ponto de muitas pessoas acreditarem que foi uma pessoa real.

Boa leitura!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Resenha - O vale do Medo (Sherlock Holmes) por Arthur Conan Doyle

Capa: 

O vale do medo é um dos poucos romances "full size" de Conan Doyle, já que sua especialidade eram os contos para folhetim.
A versão que li está em um box com toda a obra, mas separo esta para uma resenha própria.

Sinopse: Por meio de uma mensagem cifrada, Sherlock Holmes e seu leal Watson descobrem que um certo John Douglas, proprietário e morador do Solar Birlstone, está correndo risco de morrer. Pouco mais de uma hora depois, no entanto, ficam sabendo que o assassinato fora consumado na noite anterior, em circunstâncias extraordinárias. 
A casa estava trancada, a ponte levadiça suspensa, como alguém poderia ter pulado o profundo fosso que cercava a construção? Desvendar esse mistério acabará transportando Holmes e Watson para décadas antes. Na Pensilvânia dos anos 1880, uma organização secreta, corrupta e violenta, assombrava os dias e noites de operários de uma mina de carvão. Essa mistura perigosa viria a determinar o futuro do infeliz John Douglas.

Em duas partes: Assim como em outros casos, o romance tem duas partes bem distintas. A primeira é a investigação de um crime e a segunda é uma espécie de "prequel" que ajuda a explicar os porquês relacionados ao crime.

Excelente nos detalhes: Por ser uma obra maior do que de costume, recebemos mais detalhes sobre os personagens, suas ações e motivações e, claro, sobre o crime cometido.
O crime é um show à parte. Acho praticamente impossível descobrir o que aconteceu antes de chegar à fatídica explicação de Holmes,

Obrigatório: De escrita fácil e leitura envolvente, Toda a obra sobre Sherlock Holmes escrita por Conan Doyle deveria ser obrigatório para todo amante de literatura.

Leia! Nota 5, é claro!

sábado, 27 de agosto de 2016

Resenha - O cão dos Baskervilles - Arthur Conan Doyle


Se você leu minhas últimas resenhas sobre os contos de Sherlock Homes, então se lembra que fiz algumas reclamações pontuais aqui e ali. Se você ainda não leu, pode ler aqui:
http://desinformadoss.blogspot.com.br/2016/08/resenha-memorias-de-sherlock-holmes-por.html
http://desinformadoss.blogspot.com.br/2016/08/resenha-volta-de-sherlock-holmes-por.html

Claro que toda a obra é muito boa e vale a pena, porém ao lê-la, descobri que sou muito mais fã de romances do que contos. Me explico: Contos são rápidos e detalhes precisam ser omitidos em favor do andamento da história, dos acontecimentos.
Já o romance tem mais espaço para descrições, detalhes e aprofundamentos, algo que me apetece mais.

Toda essa explicação é para justificar as 5 estrelas que dei para esse clássico da literatura, considerado por muitos o melhor da carreira de Sir Arthur Conan Doyle. E talvez seja mesmo.

SinopseUma das mais famosas histórias do detetive Sherlock Holmes. A morte do rico proprietário Charles Baskerville está envolvida em um mistério que envolve uma antiga maldição de família, uma grande herança e um enorme cão fantasmagórico. Holmes e seu assistente Watson são chamados para investigar.

Capa:



Resenha: A versão por mim lida faz parte de um compilado com todas as histórias do detetive, mas separo aqui para facilitar a resenha. É um romance curto, com todas as características esperadas. Há um crime inicial, um assassinato e o maior detetive do mundo é chamado para investigar. Há um elemento pouco usado por Conan Doyle em sua obra que é o fantástico. O morto, assim como gerações de sua família estaria sendo assombrado por um cão demoníaco.

Perfeito: Para quem gosta de mistérios, o cão dos Baskervilles é um prato cheio. A história é cheia de elementos e personagens, aparentemente desconectados e só a mente brilhante de Sherlock Holmes é capaz de montar o quebra-cabeças.

Estrutura e técnica: Uma aula para quem pretende escrever mistérios. Conan Doyle usa o recurso do narrador testemunha com a visão de Watson sobre os atos de Holmes, embora nessa obra o melhor amigo do detetive acabe atuando como um protagonista, com Holmes fazendo uma investigação à distância.

Avaliação: 5 estrelas, é claro. Um clássico daqueles que você termina e não consegue achar uma pontinha solta, e ainda se divertiu muito tentando adivinhar o final. Leia!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Resenha - A volta de Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle


Sherlock Holmes se tornou tão grande, mas tão grande, que saiu do controle do escritor. Sir Arthur Conan Doyle desejava escrever sobre outros assuntos, sobre outros personagens, por isso tomou uma decisão que deveria ser definitiva: 

Matar Sherlock Holmes!

Eis que surge a figura de Moriarty, o nêmesis de Holmes, alguém que o desafia intelectualmente e por fim o vence, dando fim a sua carreira para sempre.

Ou será que não?

Neste volume chamado A volta de Sherlock Holmes, temos a narração de casos supostamente acontecidos há muito tempo, quando o detetive ainda estava vivo e que por motivos de sigilo quanto aos participantes, não podiam ser revelados anteriormente.

Pode ser porque Conan Doyle não estava com a mesma empolgação do início, mas os contos aqui contidos, apesar de bons, estão um pouco abaixo dos primeiros. Vemos um Sherlock mais suscetível à falhas e até mesmo apresentando alguns leves desvios de caráter, ignorando a lei em prol de seu próprio julgamento.
A falta de inspiração do autor se pode notar na repetição de alguns padrões, fazendo com que o leitor mais atento se aproxime ou até resolva alguns casos antes da explicação final, fato bem mais raro nos primeiros contos.

Ainda é uma obra de alta qualidade e diversão garantida. Como todo o resto da obra sobre o detetive que comentamos, faz parte da leitura obrigatória para todo fã de literatura que se preze. 

Ganhou 4 de 5 estrelas possíveis no Skoob devido a esses detalhes.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Resenha - Memórias de Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle


Sherlock Holmes ultrapassa os limites da literatura. 
O personagem é tão emblemático que até nos dias atuais ainda há aqueles que acreditam se tratar de uma pessoa real.

Neste primeiro volume estão os primeiros contos curtos escritos após o excelente "um estudo em vermelho". Todas as características básicas que criaram o esteriótipo do detetive estão aqui. Sua capacidade de enxergar o óbvio como ninguém mais e de notar aquilo que ninguém mais notou. Seu humor ácido e imprevisível com traços que beiram comummente uma profunda depressão.

Leia tentando enxergar além e talvez você chegue perto das soluções.

Arthur Conan Doyle consegue criar histórias envolventes e detalhadas sem necessidade do uso de um vocabulário rebuscado. Sendo  assim a obra é recomendada para todos, independente do nível de português.

Todos os contos são muito bons e num altíssimo nível, ficando até mesmo difícil indicar um favorito. Leia todos. Sherlock Holmes faz parte daqueles clássicos obrigatórios que toda pessoa deveria ler pele menos uma vez na vida.

Avaliado com 5 estrelas de 5 possíveis. Simplesmente perfeito!