Fala meus amigos e amigas!
Quer ganhar esses três livros autografados e sem nenhuma despesa? nem de frete?
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Abraço do Dan!
Resenhas, crônicas, textos, críticas e dicas de tudo o que você não precisa saber, mas morre de curiosidade
sábado, 8 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
YouTube - Mercy, Árion e Apenas viva sem mim da Xeque-Matte - S01E10
Feriadão é dia de curtir vídeo novo no nosso canal.
Falamos de três escritores nacionais da Editora Xeque-Matte, Pablo Madeira, Maria Eduarda e Cacio Silva.
Não se esqueçam de curtir o vídeo e se inscrevam no canal.
Abraço do Dan
Falamos de três escritores nacionais da Editora Xeque-Matte, Pablo Madeira, Maria Eduarda e Cacio Silva.
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Abraço do Dan
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Resenha - Treze à mesa de Agatha Christie
Olá leitoras e leitores, a resenha de hoje é de mais um dos livros da rainha do crime: Agatha Christie - Treze à mesa
Capa:
Capa:
Não tem como uma capa ser mais autoexplicativa, tem?
SINOPSE: Num mundo de aristocratas excêntricos e de atrizes e atores famosos se tecem os fios da complexa e inquietante intriga deste romance que poderá levar como subtítulo um baile de máscaras, porque na realidade transforma-se em um cenário macabro de mutantes e enganosas aparências, sob as quais se oculta o rosto de um implacável assassino. Entre os assistentes a esse perverso teatro se encontra um espectador muito difícil de enganar: Hércules Poirot, quem além de utilizar outros sutis recursos, vale-se como de um espelho, do cérebro estritamente normal de seu amigo íntimo, o capitão Hasting - reencarnação moderna do doutor Watson -, para ver, refletido nele, o que o assassino quer que os outros vejam. Com uma modéstia inusitada, Poirot, por uma vez na sua vida, priva-se, injustamente, de todo merecimento, pois diz que pôde desmascarar o autor de três assassinatos, não pelo bom funcionamento dos seus neurônios, mas sim por ter ouvido, na rua, uma conversa trivial. A verdade é que, se o ouvinte não tivesse sido o detetive bigodudo, um inocente, e não o verdadeiro assassino, teria morrido na forca.
DADOS TÉCNICOS: 1996 (1933), 223 páginas, Ed. Record, Agatha Christie
RESENHA: Ela conseguiu outra vez. a rainha do crime me enganou direitinho...
Mas antes de falarmos sobre os meus fracassos como detetive comecemos com o nome da obra. Treze à mesa é uma tentativa de adaptar para o português o nome original que é "Lord Edgware dies" ou Lord Edgware morre, o que, convenhamos foi uma boa ideia já que o nome original não fica legal em nosso idioma.
A escolha pelo nome se dá devido a uma cena onde treze pessoas jantam, mas não diz tanto assim sobre o livro, enfim, foi o que se podia fazer...
INTRINCADO: Essa foi a minha sensação ao ler o mistério. O/A assassino/a de Lord Edgware parece óbvio para a polícia, mas não para o detetive Hercule Poirot. O nosso cabeça de ovo favorito sabe que a coisa nunca é tão simples, mas esse crime, ou crimes, foi tão bem arquitetado que até mesmo ele quase foi ludibriado e só o solucionou graças a uma coincidência.
MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES: A autora brinca com os nossos sentimentos nessa obra com maestria. Ela nos faz suspeitar de alguém e logo nos joga um balde de água fria, depois nos faz suspeitar de outra pessoa e por aí vai...
Nem preciso dizer que é o tipo de leitura que nos faz avançar as páginas depressa, ávidos por solucionar o mistério.
BARRIGUINHA? Treze à mesa é realmente um livro interessantíssimo, cuja solução, quando revelada e explicada é plenamente satisfatória, mas achei que teve uma pequena barriga.
Não estou querendo procurar problema, mas achei que a dama do crime acabou colocando pistas e suspeitos um pouco além da conta e, como sempre, deixando alguns fatos imprescindíveis para a solução apenas para o final.
Pode parecer mágoa de quem não solucionou o mistério, mas ainda acho que Assassinato no expresso do oriente é o livro perfeito de Agatha e estou procurando ansiosamente em todos os outros, um que o supere. Esse aqui passou perto...
E olha que a minha edição, emprestada e já velhinha, de 1996 estava com a página 84 trocada. Isso mesmo, uma página inteira de algum outro livro da autora que não pude identificar.
TRAMA E PERSONAGENS: A fórmula consagrada se repete. A trama começa com um crime e já parte para a investigação, seguida por muitos interrogatórios onde conhecemos melhor cada personagem. É simples e eficiente.
CONCLUSÃO: Treze à mesa agrada em cheio aos fãs de literatura policial e também aos fãs da autora. Tem tudo o que se espera de uma obra desse tipo, mas poderia ser um pouco menos enrolado nos detalhes.
Leva nota 4,5 apenas porque o 5 ficou reservado para o Assassinato no expresso do oriente.
Leia se gosta de literatura policial e da autora
Não leia se você acha que pode descobrir o/a assassino/a. Você não pode com a dama do crime...
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.
E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.
Abraços
Dan Folter
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Resenha - Pepita de Mar' Junior
Olá pessoal que acompanha o blog, tudo bem por aí?
Agosto tem sido um mês de bastante postagens, pois consegui finalizar várias leituras e, por isso, tem mais uma resenha para vocês, e de um livro brasileiro.
Pepita, Passei a minha infância e adolescência sendo perseguida, sofrendo bullying de Mar' Junior
Capa:
Capa que passa bem a mensagem do bullying, além de mostrar a cor favorita da protagonista, o pink.
SINOPSE: A história de PEPITA acontece no último dia de aula do ensino médio, no dia de sua formatura. Ela, deitada num sofá na biblioteca, onde sempre gostou de estar, relembra o seu passado, como chegou naquela escola aos 2, 3 anos de idade e que foi perseguida esses anos todos, sofrendo bullying. PEPITA nasceu num lar tão rico, que as suas próximas dez gerações não precisarão trabalhar. Menina bonita, magra, com dentes perfeitos, inteligente - lê muito -, desportista - ganhou tudo pela escola -, participativa nas atividades diárias normalmente, como Grêmio estudantil e aluna de notas excelentes. PEPITA tinha tudo para não sofrer bullying, mas o inverso aconteceu e ela não sabe até hoje porque Canina e sua turma a tratam tão mal e aprontaram com ela nesses últimos 15 anos, que ela espera nunca mais revê-las. PEPITA teve algumas perdas importantes na sua vida neste período, mas também teve encontros extraordinários. Sua relação com seus pais é a melhor, dentro do planejado com eles, só se comunicando por intermédio de bilhetes que são colocados num quadro no segundo andar da sua casa, onde ficam os quartos. PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter, basta ter uma família desestruturada para que isso venha à tona.
DADOS TÉCNICOS: 2017, 256 páginas, Amazon, Mar' Junior
RESENHA: O livro sobre o qual falaremos hoje é sobre um problema bastante antigo, mas que só começou a receber atenção adequada nos últimos anos, que é o bullying.
Mas antes eu gostaria de citar a sinopse do livro. Ela é enorme, o nome da protagonista está escrito várias vezes em letras maiúsculas, mas o que me chamou mais atenção foi esse pedaço:
"PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter"
Confesso não ter entendido a intenção do autor. Ele acha que todo mundo acha isso?
IMPROVÁVEL: Essa foi a minha primeira reação ao ler os primeiros capítulos desse livro. Pepita é rica, bonita, inteligente, esportista e tem mais uma série de qualidades que dificilmente a colocariam como alguém vítima de bullying. A única justificativa para as outras meninas a escolherem seria a inveja, embora isso não fique claro na trama. Se voltarmos à sinopse, o próprio autor alega todas essas qualidades, mas diz que simplesmente aconteceu, por isso a minha reação de estranhamento.
AZAR: A narrativa de 80% das mais de 200 páginas do livro mostra Pepita, já que o livro é escrito em primeira pessoa, mostrando todos os planos infalíveis orquestrador por Canina e sua turma contra ela.
Não consegui deixar de ver Canina como Cebolinha fazendo "planos infalíveis" para roubar o coelhinho da Mônica...
O que chama a atenção aqui é o azar de Pepita, já que ninguém nunca percebe que ela é inocente e a situação se repete durante todo o ensino fundamental e todo o ensino médio.
É realmente incrível a incompetência de todos os profissionais desse colégio (um dos melhores da cidade) em identificar um simples (e óbvio) caso de bullying.
Pepita sofre todo o tipo de humilhação, inclusive a violência física e as únicas pessoas capazes de perceberem a verdade são as duas faxineiras da escola.
PAIS OMISSOS? Outro fato que chama bastante a atenção no livro é a forma de comunicação entre Pepita e os seus pais. Aparentemente ausentes em virtude dos trabalhos, se comunicam com a filha através de um quadro de recados. Pepita deixa bilhetes e pega a resposta depois.
Isso explicaria porque os pais não percebem o sofrimento da filha, já que provém a menina com todos os confortos financeiros, mas não ligam muito para a parte afetiva.
No decorrer do livro, essa situação parece mudar um pouco em virtude de alguns acontecimentos.
TRAGÉDIAS: A vida de Pepita é como a do personagem Joseph Climber do grupo de comédia Melhores do Mundo. Já está bastante ruim, mas piora.
Não bastasse todos os episódios de bullying, o destino também não é camarada com a personagem e me peguei pensando como que ela não tomou uma atitude mais drástica contra quem a feria ou contra si, algo normal entre adolescentes.
CONFORMISTA ?: Se você estuda num colégio que só te traz problemas, o que você faz? Tenta sair, se revolta, faz greve de fome, mas em nenhum momento Pepita reage ao que acontece com ela. Em todo o livro ela toma apenas uma ação contra aqueles que a atacam, mas não estou defendendo que fosse violenta, mas sim que falasse com os pais e mudasse de escola.
Por que alguém, em sã consciência, aguentaria tantos anos de tortura, calada?
FALTOU EMPATIA: A tarefa de ir à escola sabendo que não se tem amigos é complicada, mas é bem mais fácil sofrer numa mansão, com motorista particular e o tão repetido "Iphone 6 rosa" da personagem. Em alguns momentos as reclamações dela se tornam um pouco vazias, afinal é rica, linda, inteligente, etc, etc etc...
Por esses motivos, mesmo conhecendo bem o que é o bullying, já que passei por isso na infância, não consegui comprar a personagem e nem torcer por ela.
Cheguei até a pensar que era tudo imaginação da garota e que ela descobriria isso durante o livro, mas essa reviravolta não veio.
IDEOLOGIA RELIGIOSA: Pepita tem dois objetivos bem claros como obra:
1 - Alertar contras os malefícios do bullying;
2 - Pregar ideologia religiosa.
Sobre o número 1, já falamos bastante, mas sobre o número 2, talvez explique um pouco o comportamento omisso da personagem.
Apaixonada por uma única canção gospel que utiliza como escape para os momentos difíceis, a personagem "oferece a outra face" o tempo todo.
Me parece que o autor tentou justificar a omissão da personagem como bondade, adquirida, é claro, graças à inclinação religiosa que possui.
Em várias partes é frisado que Pepita tem "qualidades" como não beber, fumar ou fazer questão de se manter virgem enquanto as vilãs do livro fazem o contrário.
Explica, mas não justifica.
CONCLUSÃO: Pepita é uma história bastante bem intencionada, que busca alertar pais, professores e jovens sobre o problema do bullying, mas faz isso com uma personagem que não convence.
As situações propostas são muito improváveis, assim como a omissão generalizada.
Faltaram tons de cinza. Os personagens são estereotipados demais.
Pepita foi publicada de forma independente e está muito bem escrita, diagramada e revisada. Coisa rara hoje em dia no mercado nacional independente.
Leva nota 3 no Skoob, bom, mas não conseguiu me conquistar.
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.
Abraços
Dan Folter
Capa que passa bem a mensagem do bullying, além de mostrar a cor favorita da protagonista, o pink.
SINOPSE: A história de PEPITA acontece no último dia de aula do ensino médio, no dia de sua formatura. Ela, deitada num sofá na biblioteca, onde sempre gostou de estar, relembra o seu passado, como chegou naquela escola aos 2, 3 anos de idade e que foi perseguida esses anos todos, sofrendo bullying. PEPITA nasceu num lar tão rico, que as suas próximas dez gerações não precisarão trabalhar. Menina bonita, magra, com dentes perfeitos, inteligente - lê muito -, desportista - ganhou tudo pela escola -, participativa nas atividades diárias normalmente, como Grêmio estudantil e aluna de notas excelentes. PEPITA tinha tudo para não sofrer bullying, mas o inverso aconteceu e ela não sabe até hoje porque Canina e sua turma a tratam tão mal e aprontaram com ela nesses últimos 15 anos, que ela espera nunca mais revê-las. PEPITA teve algumas perdas importantes na sua vida neste período, mas também teve encontros extraordinários. Sua relação com seus pais é a melhor, dentro do planejado com eles, só se comunicando por intermédio de bilhetes que são colocados num quadro no segundo andar da sua casa, onde ficam os quartos. PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter, basta ter uma família desestruturada para que isso venha à tona.
DADOS TÉCNICOS: 2017, 256 páginas, Amazon, Mar' Junior
RESENHA: O livro sobre o qual falaremos hoje é sobre um problema bastante antigo, mas que só começou a receber atenção adequada nos últimos anos, que é o bullying.
Mas antes eu gostaria de citar a sinopse do livro. Ela é enorme, o nome da protagonista está escrito várias vezes em letras maiúsculas, mas o que me chamou mais atenção foi esse pedaço:
"PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter"
Confesso não ter entendido a intenção do autor. Ele acha que todo mundo acha isso?
IMPROVÁVEL: Essa foi a minha primeira reação ao ler os primeiros capítulos desse livro. Pepita é rica, bonita, inteligente, esportista e tem mais uma série de qualidades que dificilmente a colocariam como alguém vítima de bullying. A única justificativa para as outras meninas a escolherem seria a inveja, embora isso não fique claro na trama. Se voltarmos à sinopse, o próprio autor alega todas essas qualidades, mas diz que simplesmente aconteceu, por isso a minha reação de estranhamento.
AZAR: A narrativa de 80% das mais de 200 páginas do livro mostra Pepita, já que o livro é escrito em primeira pessoa, mostrando todos os planos infalíveis orquestrador por Canina e sua turma contra ela.
Não consegui deixar de ver Canina como Cebolinha fazendo "planos infalíveis" para roubar o coelhinho da Mônica...
O que chama a atenção aqui é o azar de Pepita, já que ninguém nunca percebe que ela é inocente e a situação se repete durante todo o ensino fundamental e todo o ensino médio.
É realmente incrível a incompetência de todos os profissionais desse colégio (um dos melhores da cidade) em identificar um simples (e óbvio) caso de bullying.
Pepita sofre todo o tipo de humilhação, inclusive a violência física e as únicas pessoas capazes de perceberem a verdade são as duas faxineiras da escola.
PAIS OMISSOS? Outro fato que chama bastante a atenção no livro é a forma de comunicação entre Pepita e os seus pais. Aparentemente ausentes em virtude dos trabalhos, se comunicam com a filha através de um quadro de recados. Pepita deixa bilhetes e pega a resposta depois.
Isso explicaria porque os pais não percebem o sofrimento da filha, já que provém a menina com todos os confortos financeiros, mas não ligam muito para a parte afetiva.
No decorrer do livro, essa situação parece mudar um pouco em virtude de alguns acontecimentos.
TRAGÉDIAS: A vida de Pepita é como a do personagem Joseph Climber do grupo de comédia Melhores do Mundo. Já está bastante ruim, mas piora.
Não bastasse todos os episódios de bullying, o destino também não é camarada com a personagem e me peguei pensando como que ela não tomou uma atitude mais drástica contra quem a feria ou contra si, algo normal entre adolescentes.
CONFORMISTA ?: Se você estuda num colégio que só te traz problemas, o que você faz? Tenta sair, se revolta, faz greve de fome, mas em nenhum momento Pepita reage ao que acontece com ela. Em todo o livro ela toma apenas uma ação contra aqueles que a atacam, mas não estou defendendo que fosse violenta, mas sim que falasse com os pais e mudasse de escola.
Por que alguém, em sã consciência, aguentaria tantos anos de tortura, calada?
FALTOU EMPATIA: A tarefa de ir à escola sabendo que não se tem amigos é complicada, mas é bem mais fácil sofrer numa mansão, com motorista particular e o tão repetido "Iphone 6 rosa" da personagem. Em alguns momentos as reclamações dela se tornam um pouco vazias, afinal é rica, linda, inteligente, etc, etc etc...
Por esses motivos, mesmo conhecendo bem o que é o bullying, já que passei por isso na infância, não consegui comprar a personagem e nem torcer por ela.
Cheguei até a pensar que era tudo imaginação da garota e que ela descobriria isso durante o livro, mas essa reviravolta não veio.
IDEOLOGIA RELIGIOSA: Pepita tem dois objetivos bem claros como obra:
1 - Alertar contras os malefícios do bullying;
2 - Pregar ideologia religiosa.
Sobre o número 1, já falamos bastante, mas sobre o número 2, talvez explique um pouco o comportamento omisso da personagem.
Apaixonada por uma única canção gospel que utiliza como escape para os momentos difíceis, a personagem "oferece a outra face" o tempo todo.
Me parece que o autor tentou justificar a omissão da personagem como bondade, adquirida, é claro, graças à inclinação religiosa que possui.
Em várias partes é frisado que Pepita tem "qualidades" como não beber, fumar ou fazer questão de se manter virgem enquanto as vilãs do livro fazem o contrário.
Explica, mas não justifica.
CONCLUSÃO: Pepita é uma história bastante bem intencionada, que busca alertar pais, professores e jovens sobre o problema do bullying, mas faz isso com uma personagem que não convence.
As situações propostas são muito improváveis, assim como a omissão generalizada.
Faltaram tons de cinza. Os personagens são estereotipados demais.
Pepita foi publicada de forma independente e está muito bem escrita, diagramada e revisada. Coisa rara hoje em dia no mercado nacional independente.
Leva nota 3 no Skoob, bom, mas não conseguiu me conquistar.
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
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Abraços
Dan Folter
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Resenha - Um artista da fome / A metamorfose de Franz Kafka
Salve meu povo, como estão vocês?
Hoje é dia de resenha, mas vai ser uma resenha mais curta porque o livro é fininho. Vambora?
Capa:
Capa da versão de bolso bem antiga que tenho em casa. Simples como deve ser.
SINOPSE: Quatro contos e uma novela escritos entre 1922 e 1924 - os dois últimos anos de vida do ficcionista checo Franz Kafka. Personagens solitários, oprimidos e sem esperança voltam a freqüentar as narrativas, numa espécie de resumo, ou testamento, da obra kafkiana.
DADOS TÉCNICOS: 1996 (1915), 111 páginas, Ediouro, Franz Kafka
RESENHA: O livro sobre o qual falaremos hoje é bem curtinho, apenas 111 páginas, mas ele contém um dos textos mais conhecidos de todos os tempos. O famoso "A metamorfose" e ainda conta com outro conto mais curto chamado "Um artista da fome"
Como a sinopse deixa a desejar, farei um breve resumo:
Um "Um artista da fome" vemos como era a vida dos profissionais que eram pagos para passar fome e serem exibidos de forma itinerante pela Europa, isso em tempos onde não havia televisão ou cinema e as pessoas tinham poucas opções para se divertirem,
Já em "A metamorfose" acompanhamos Gregório, um trabalhador simplório que acorda num belo dia transformado em uma barata e como sua família irá lidar com a situação.
CLÁSSICO: Essa foi a minha primeira experiência com a escrita do autor e foi como eu esperava. Uma escrita rica, cheia de detalhes, bom como era comum em sua época. Em nenhum momento a leitura foi chata ou arrastada, nem precisei de um dicionário para entender. É um texto que, apesar de não ser fácil, pode ser lido sem grandes problemas.
UM ARTISTA DA FOME: A narrativa deste conto é simples e nos mostra os detalhes técnicos do homem que faz sua vida passando fome. A profissão, inicialmente motivo de orgulho e de sustento, mostra-se desatualizada quando as pessoas começam a preferir o cirso e, mesmo o personagem se juntando a uma trupe, é relegado ao esquecimento.
Várias metáforas podem ser vistas aqui, mas acredito que a principal é do status passageiro. Muitas vezes nos achamos estáveis, invencíveis ou imortais em certa parte ou evento de nossas vidas, mas o autor nos convida a pensar no quanto essas situações são transitórias e como tudo pode mudar de uma hora para a outra.
A METAMORFOSE: O texto que trouxe a fama a Kafka é realmente digno de todos os elogios. Escrito durante o pré-modernismo, época onde o simbolismo era forte, o livro nos traz uma leitura agoniante.
Temos um homem (que não é mais homem) preso à sua cama, sem conseguir se levantar em virtude da transformação, embora o que mais o preocupe seja o fato de estar atrasado para o serviço.
Toda a dificuldade de movimentos como a adaptação ao novo corpo e a descrição das partes de inseto são de causar no leitor uma agonia. Poucas vezes me empatizei tanto com um personagem. Mesmo numa situação complicadíssima, ele continua a se preocupar com o bem estar da família, com a imagem no trabalho, a última coisa que esperaríamos de alguém com esse tipo de problema.
A METÁFORA: A metamorfose pode parecer um livro de terror ou de ficção científica, mas está muito longe disso. A transformação do personagem pode ser encarada como uma doença, já que exige cuidados. Gregório não mais pode trabalhar e não provém mais para a família como antigamente.
Por causa disso todos na casa passam a precisar rever suas rotinas, arranjar novos empregos e até alugam quartos para conseguir renda.
Isso pode ser notado na forma como ele é tratado pela família. A repulsa inicial se torna piedade, mas com o tempo, fica claro que, agora que não é mais útil financeiramente, e ainda impede a família de se mudar devido à sua condição, Gregório é apenas um estorvo.
A situação dele nos faz pensar em famílias que tem pessoas idosas, com necessidades especiais ou algum tipo de invalidez. O tratamento que essas pessoas recebem não diferem muito ao dado ao personagem. É uma metáfora realmente brilhante e que justifica com louvor toda a fama que a obra tem.
CONCLUSÃO: Apesar de não ter apreciado tanto o primeiro conto, que tem qualidade, mas não marca muito, o segundo é tudo aquilo que alçou o autor a fama e merece tudo o que é falado sobre ele ainda hoje.
Como a obra é centenária, os direitos autorais já são de domínio público então o texto pode ser encontrado com facilidade na internet.
Leitura obrigatória pelo menos uma vez na vida
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.
Abraços
Dan Folter!
Capa da versão de bolso bem antiga que tenho em casa. Simples como deve ser.
SINOPSE: Quatro contos e uma novela escritos entre 1922 e 1924 - os dois últimos anos de vida do ficcionista checo Franz Kafka. Personagens solitários, oprimidos e sem esperança voltam a freqüentar as narrativas, numa espécie de resumo, ou testamento, da obra kafkiana.
DADOS TÉCNICOS: 1996 (1915), 111 páginas, Ediouro, Franz Kafka
RESENHA: O livro sobre o qual falaremos hoje é bem curtinho, apenas 111 páginas, mas ele contém um dos textos mais conhecidos de todos os tempos. O famoso "A metamorfose" e ainda conta com outro conto mais curto chamado "Um artista da fome"
Como a sinopse deixa a desejar, farei um breve resumo:
Um "Um artista da fome" vemos como era a vida dos profissionais que eram pagos para passar fome e serem exibidos de forma itinerante pela Europa, isso em tempos onde não havia televisão ou cinema e as pessoas tinham poucas opções para se divertirem,
Já em "A metamorfose" acompanhamos Gregório, um trabalhador simplório que acorda num belo dia transformado em uma barata e como sua família irá lidar com a situação.
CLÁSSICO: Essa foi a minha primeira experiência com a escrita do autor e foi como eu esperava. Uma escrita rica, cheia de detalhes, bom como era comum em sua época. Em nenhum momento a leitura foi chata ou arrastada, nem precisei de um dicionário para entender. É um texto que, apesar de não ser fácil, pode ser lido sem grandes problemas.
UM ARTISTA DA FOME: A narrativa deste conto é simples e nos mostra os detalhes técnicos do homem que faz sua vida passando fome. A profissão, inicialmente motivo de orgulho e de sustento, mostra-se desatualizada quando as pessoas começam a preferir o cirso e, mesmo o personagem se juntando a uma trupe, é relegado ao esquecimento.
Várias metáforas podem ser vistas aqui, mas acredito que a principal é do status passageiro. Muitas vezes nos achamos estáveis, invencíveis ou imortais em certa parte ou evento de nossas vidas, mas o autor nos convida a pensar no quanto essas situações são transitórias e como tudo pode mudar de uma hora para a outra.
A METAMORFOSE: O texto que trouxe a fama a Kafka é realmente digno de todos os elogios. Escrito durante o pré-modernismo, época onde o simbolismo era forte, o livro nos traz uma leitura agoniante.
Temos um homem (que não é mais homem) preso à sua cama, sem conseguir se levantar em virtude da transformação, embora o que mais o preocupe seja o fato de estar atrasado para o serviço.
Toda a dificuldade de movimentos como a adaptação ao novo corpo e a descrição das partes de inseto são de causar no leitor uma agonia. Poucas vezes me empatizei tanto com um personagem. Mesmo numa situação complicadíssima, ele continua a se preocupar com o bem estar da família, com a imagem no trabalho, a última coisa que esperaríamos de alguém com esse tipo de problema.
A METÁFORA: A metamorfose pode parecer um livro de terror ou de ficção científica, mas está muito longe disso. A transformação do personagem pode ser encarada como uma doença, já que exige cuidados. Gregório não mais pode trabalhar e não provém mais para a família como antigamente.
Por causa disso todos na casa passam a precisar rever suas rotinas, arranjar novos empregos e até alugam quartos para conseguir renda.
Isso pode ser notado na forma como ele é tratado pela família. A repulsa inicial se torna piedade, mas com o tempo, fica claro que, agora que não é mais útil financeiramente, e ainda impede a família de se mudar devido à sua condição, Gregório é apenas um estorvo.
A situação dele nos faz pensar em famílias que tem pessoas idosas, com necessidades especiais ou algum tipo de invalidez. O tratamento que essas pessoas recebem não diferem muito ao dado ao personagem. É uma metáfora realmente brilhante e que justifica com louvor toda a fama que a obra tem.
CONCLUSÃO: Apesar de não ter apreciado tanto o primeiro conto, que tem qualidade, mas não marca muito, o segundo é tudo aquilo que alçou o autor a fama e merece tudo o que é falado sobre ele ainda hoje.
Como a obra é centenária, os direitos autorais já são de domínio público então o texto pode ser encontrado com facilidade na internet.
Leitura obrigatória pelo menos uma vez na vida
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
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Abraços
Dan Folter!
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Resenha - Árion, o reflexo de um outro mundo de Pablo Madeira
Salve meu povo, como estão vocês?
Hoje é dia de resenhar livro nacional. E o escolhido foi Árion, o reflexo de um outro mundo de Pablo Madeira
Capa:
Uma história fantástica, recheada de descobertas e emoções aguarda o leitor.
Outra vez a Xeque-Matte mandou muito bem em uma capa. Além de muito bonita, tem tudo a ver com a história!
SINOPSE: Durante uma invasão noturna em uma velha casa, que muitos julgavam assombrada, Laura acaba descobrindo que um antigo espelho é na verdade um portal para um mundo mágico, chamado Árion. Por acidente, a jovem acaba sendo levada para este mundo na companhia do seu melhor amigo e do ex-namorado.
Porém, os problemas estavam apenas começando, pois Árion está em guerra e a chegada dos jovens é a prova de que uma antiga profecia se tornará realidade, ou seja, a existência de outros mundos, despertando com isso o desejo das forças das trevas de dominarem a Terra a qualquer custo. Agora, a jovem e os amigos precisam descobrir uma forma de voltar para casa antes que seja tarde.Uma história fantástica, recheada de descobertas e emoções aguarda o leitor.
DADOS TÉCNICOS: 2017 , 225 páginas, Ed. Xeque-Matte, Pablo Madeira
RESENHA: Em Árion, o reflexo de um outro mundo somos apresentados a uma obra de fantasia onde três jovens irão atravessar um espelho que encontram numa suposta casa mal assombrada e então adentrarem um novo mundo onde criaturas como Elfos, fadas, duendes e sereias são reais.
Mais do que isso eles descobrirão que existe uma antiga profecia e que são os escolhidos para livrar aquele mundo de uma guerra iminente.
Essa sinopse pode nos fazer lembrar de outras obras com jornadas do herói em outros mundos como as crônicas de Nárnia, por exemplo, mas ao meu ver as semelhanças terminam por aí. Árion segue um caminho próprio.
BEM AMARRADO: Obras de fantasia onde mundos fantásticos são mostrados sempre correm o risco de apresentarem problemas de coerência, mas o mundo de Árion é bem justificado e a forma de comunicação entre o nosso mundo e o deles é bem concisa.
A trama é simples: Os escolhidos se unirão com criaturas "do bem" e precisarão cumprir uma série de desafios até enfrentarem Befana, a feiticeira que ameaça o mundo de Árion
PERSONAGENS: A narrativa é dividida entre três personagens principais:
Laura é uma menina de 17 anos apaixonada por magia e pelo sobrenatural, o que a leva a querer explorar o suporto casarão mal assombrado. Ela é o principal fio condutor da trama.
Igor é o melhor amigo de Laura. Um rapaz medroso, mas que se deixa levar, bastante doce e compreensivo.
Felipe é o ex namorado de Laura e é inicialmente apresentado como uma pessoa egocêntrica.
Como exige a jornada do herói, esses personagens evoluem bastante na trama e recebem a ajuda de um grupo de elfos onde Truyan é aquele do qual saberemos mais durante essa primeira parte.
Os coadjuvantes também são apresentados de forma correta e são bem descritos, pois, mesmo com uma quantidade numerosa deles, não ficamos perdidos na trama.
ADRENALINA: O livro não tira o pé do acelerados em nenhum momento. É ação contínua com pequenos espaços para ambientação ou desenvolvimento de personagens, bastante adequado para a proposta. Ótimo livro para se ler a noite, já que não dá sono de jeito nenhum.
UMA PITADA LGBT+: Já era esperado que o autor reservasse um espaço para pelo menos um relacionamento LGBT+ na trama. Apenas não me agradou muito a forma como foi feita. Eu imaginava que isso seria apresentado de uma forma natural, mas quando o próprio personagem se acha inadequado pelo que sente, não me pareceu a melhor forma de abordar o tema.
Ao meu ver poderia ter sido colocado como qualquer outro romance e, se houvesse preconceito, que viesse de fora.
REVISÃO: A grande inimiga da literatura nacional ataca novamente. Árion precisava de uma revisão e de um copidesque mais cuidadosos. Encontrei erros de concordância em quantidade bem acima do desejado, problemas com plurais e colocação de vírgulas que acabam por tirar um pouco o prazer da leitura.
Algumas sentenças precisam ser lidas mais de uma vez para que se compreenda o que o autor quis dizer. Não é um livro mau escrito, longe disso, mas esses errinhos, uma constante na literatura brasileira, irritam um pouco.
CONCLUSÃO: Árion, o reflexo de um novo mundo é um livro típico de fantasia com todos os elementos que o leitor do gênero espera. Vai agradar em cheio ao público juvenil e jovem adulto. É uma leitura cheia de ação e a história é muito coesa e bem amarrada. O senão fica para a revisão.
Leva 3,5 estrelas no Skoob, um pouco acima da média.
Leia se você gosta de fantasia, monstros e aventura.
Não leia se você espera por algo profundo e filosófico, a proposta aqui é ação e fantasia.
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?
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Abraços
Dan Folter!
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Youtube - Deuses Americanos de Neil Gaiman - S01E09
Olá meus amigos
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Abraços
Dan Folter
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