quinta-feira, 21 de junho de 2018

Resenha - A estrada para São Paulo - Mariana Chazanas

Salve galera.

Na resenha de hoje iremos falar sobre preconceito.
E nada melhor do que um livro que retrata a vida de dois escravos para nos ajudar nessa contenda.

Você é do tipo que só lê livro internacional? Só lê best seller? Acha que a literatura nacional é inferior?
Então você precisa conhecer A estrada para São Paulo da escritora Mariana Chazanas.

Capa:


Uma capa que mistura muitos elementos como o rosto da mulher com algo que lembra uma paisagem abaixo. Também podemos enxergar como uma ilha ou como uma moldura. Em suma, a capa é bonita, chamativa e representa bem a história.

SINOPSEAdeze levou anos para decifrar a própria história.
Mas não era difícil depois que se desfazia o emaranhado, uma vez desatados os nós de lembranças. Nada especial, nada diferente. 
Nada que não acontecesse o tempo todo.
O que aconteceu foi:
Escravos africanos desembarcaram no porto de Santos, e foram levados para São Paulo em busca de melhores mercados.
Sinhá Ana e sinhá Carolina Rossi queriam quem lhes guardasse a casa e um vizinho foi por elas comprar um escravo. Negociou junto duas crianças tão fracas que saíram quase de graça, uma negrinha frágil e seu irmão menor.
A menina ficou para servir na casa.
O menino ele levou consigo.
Só isso.
Uma pequena transação que talvez nem constasse em documento.
Parecia tão maior em seus pesadelos.

DADOS TÉCNICOS: 2017, 300 páginas, Independente/Amazon, Mariana Chazanas

RESENHA: Encontrei este livro em uma promoção e resolvi baixá-lo. A história sobre dois escravos poderia ser uma joia ou mais do mesmo. O jeito era dar uma oportunidade e ver no que dava. Eis que encontrei uma joia.
Uma história emocionante, bem construída, bem escrita e com uma revisão muito boa. Mas vamos falar sobre a história?

TRAGÉDIA HUMANA: Adeze e Onyema, dois irmãos trazidos da África ainda jovens, veem a família ser assassinada ou morrer durante a terrível viagem no navio negreiro que os traz para o Brasil.
Desembarcam no porto de Santos e seguem para São Paulo. Tudo o que eles tinham naquele lugar estranho era um ao outro, mas acabam separados e obrigados a viver em locais diferentes sem saber um do outro.
Tudo o que Onyema, o caçula possui, é a promessa da irmã mais velha de ir buscá-lo um dia.

TRAMA: Essa poderia ser apenas mais uma história sobre escravos, mas a autora optou por explorar a visão dessas duas crianças sobre a própria situação. Escravos costumam ser retratados como pessoas rebeldes que tentam fugir o tempo todo e fazem festas entre si enquanto não estão apanhando dos seus senhores.
Mas essa é a história de duas crianças que não conhecem outra vida senão aquela a que foram submetidos. A autora faz doer no leitor quando os dois têm seus nomes substituídos por outros, quando olham para os brancos e os acham estranhos, quando aceitam a escravidão como normal.

NAQUELE TEMPO: A autora escolheu posicionar a história no período final da escravidão no Brasil, onde já haviam escravos libertos, negros como donos de escravos e já não se traziam mais tantas pessoas da África.
Essa escolha favoreceu muito a história, deixando de lado aquele clichê de brancos opressores e negros oprimidos para mostrar uma situação mais humana, sem escolher lados, focando no comportamento humano que transcende a cor da pele. Uma aula de como não ser preconceituoso ao abordar um tema tão delicado.

PERSONAGENS: Adeze passa por uma transformação na trama. Ela começa ingênua como a criança que é, mas se torna uma mulher de fibra e convicções, uma personagem muito bem construída, assim como o irmão, que no livro é mais tratado como Benjamin, que mantém a ingenuidade e a humildade durante toda a trama. É impossível não se apaixonar por esses dois e não sofrer junto com eles.

Há de se destacar também os irmãos André e Isabela. André é um menino mimado que recebe um escravo como um presente. Sim, Benjamim é algo como um mascote para o menino, que tem todos os poderes sobre ele. André desenvolve uma espécie de amor doentio por seu escravo. Ele se acha no direito de explorar os seus serviços, a sua companhia e até o seu corpo, seja para extravasar a sua raiva através da violência, seja para controlar os seus impulsos sexuais de adolescente.Isabela, uma menina manipuladora e sedenta pelo poder se torna a verdadeira líder da fazenda onde moram após uma doença que vitima a mãe e passa a travar uma batalha contra o irmão. Ela representa o que há de pior dos brancos escravistas da época.

Há uma variedade de outros personagens interessantes, seja entre os outros escravos que vivem na fazenda ou a família da qual Adeze irá fazer parte mais tarde, todos muito bem construídos e cheios de nuances.

Ainda destaco Júlia, prima de André e Isabela, uma pessoa bem intencionada dentro do possível, embora incapaz de enxergar a situação completa, um fruto da época em que se passa a trama.

HIPOCRISIA:  A forma dos brancos ao julgar as atitudes dos negros mostra o quanto a sociedade da época era hipócrita e nos faz pensar no quanto a nossa ainda o é. Os negros são considerados mal agradecidos quando lutam por coisas como o direito a ter um nome, o direito de ir e vir, o direito de não apanhar ou de escolher o que fazer com o próprio corpo.
É muito interessante como a autora retrata o pensamento da época, onde os escravagistas realmente enxergavam aqueles seres humanos como inferiores, sem direitos, apenas deveres.
Um escravo obrigado a dormir no chão, a vestir seu senhor e obedecer a todas as suas ordens é considerado ingrato quando não aceita mais a servidão.

Mais interessante ainda é os negros terem dúvidas, sentirem-se culpados, não se acharem no direito de lutar pela própria felicidade devido ao condicionamento que receberam desde tão jovens.

QUALIDADE LITERÁRIA: A estrada para São Paulo é um livro independente. Pelos agradecimentos vemos que todo o texto foi trabalhado em forma de cooperação, mas nem por isso chega ao leitor cheio de erros. Ao contrário, é uma obra muito bem escrita e bem revisada.
A versão digital apresenta alguns pequenos probleminhas na formatação, mas isso é normal na conversão e em nada atrapalha a leitura.
Fica de lição para autores que aceitam o amadorismo como desculpa para um texto cheio de erros, algo que atrapalha muito autores nacionais de qualidade como a Mariana Chazanas.

CONCLUSÃO: A estrada para São Paulo se mostrou uma joia que precisa ser descoberta por mais pessoas. É um livro que mostra uma autora consciente da história que deseja contar, que toca num tema dificílimo de forma magistral e que merece os louros pelo bom trabalho realizado.

Leia se você ainda tem algum preconceito com a literatura nacional.
Nota 5 no Skoob e a espera por mais obras como esta.
E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?

E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.

Abraços
Dan Folter!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Um Poema de Guerra chegou!

Olá meus caros desinformadoss!!

Eu não poderia estar mais feliz com a chegada do meu segundo livro!!!

É isso mesmo. A partir de hoje você já pode comprar o seu Um Poema de Guerra!

Veja com os seus próprios olhos!!!


É ou não é o livro mais bonito que você já viu?


Um Poema de Guerra é uma linda história sobre um romance impossível em tempos de guerra.

Venha se juntar a Júlia, uma jovem que quer a separação do Brasil, que quer encontrar os pais biológicos e Gustavo, um rapaz que só queria um emprego, mas acabou sendo convocado a defender o Brasil.


Uma história que tem romance, traições, conflitos políticos e se passa aqui mesmo, no nosso país, em lugares que você provavelmente conhece.

Um Poema de Guerra vai mexer com os seus sentimentos. Atreva-se a não se emocionar!


E esse livro está disponível para compra agora e numa super promoção.

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Imagina essa lombada aqui na sua estante:



Essa promoção só é válida para os 50 primeiros compradores. Então peça o seu agora mesmo.

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Ah, Dan, mas eu sempre quis o Mistério de Boa Esperança também. Tem como fazer uma promoção?

Tem sim:

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Tá bom prá você? E ainda leva um marcador de um poema de guerra w um lápis com a arte da capa!!!

E claro, todos os livros vão autografados e com a dedicatória que você escolher.

Entre em contato agora mesmo e peça o seu antes que acabe, porque um livro desses vai acabar rapidinho!!!



Grande abraço e ótimas leituras!!!

Dan Folter!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Resenha - Tenebris (o fim é apenas o começo) de Erika Gomes

Salve galera.

Como vocês podem ver algumas leituras que eu havia começado foram se encerrando, então bora colocar mais resenhas no ar. Dessa vez o escolhido foi Tenebris (O fim é só o começo) da escritora brasileira Erika Gomes

Capa:


Capas legal mostrando a dicotomia céu/inferno retratada na história. Promissor...

SINOPSEAté o Diabo pode surpreender... 


Há muito, Lúcifer não é “aquele que traz a aurora”, como seu nome sugere. Desde que liderou a rebelião contra seu Criador, foi condenado a Sheol, o inferno, onde instaurou seu próprio reinado. Muitos o seguiram porque acreditaram nele, tornando-se seus serviçais ou aliados. 

No entanto, Lúcifer sentia-se sozinho e cansado. Depois de trair Deus, sentia falta dele, de sua essência celestial e de uma razão verdadeira para sua existência. Seria possível que um dia retornasse? 
Conhecido como Heylel, na Terra, Lúcifer encontrou alguém que mudou seus sentimentos. Anna, uma bela mulher, que lhe ensinou o amor e lhe presenteou com uma filha. Amou ambas com todo seu coração, mas nem sempre é possível viver o que se deseja. 
Heylel não é humano e sua alma desvirtuada não é divina. Ele é o Senhor de Sheol, e seus demônios não estão contentes com a passividade do líder. 
Uma guerra se aproxima e Heylel precisará envolver nela seu bem mais precioso. Sua família.

DADOS TÉCNICOS: 2017, 319 páginas, Independente, Erika Gomes

RESENHA: Mais uma autora nacional chega até as minhas mãos graças a uma promoção da Amazon. Vi a sinopse que deixa claro se tornar de uma fantasia e li várias resenhas dizendo maravilhas da obra. Resolvi apostar, mas... achei meio fraco e, em seguida, vou explicar os porquês.

FANTASIA ADOLESCENTE: Lauren (ou Naiara) é uma adolescente de 17 anos que se sente diferente dos outros e não se encaixa nem na escola nem com a família.
Ela ama a mãe e reclama do pai (um pastor cristão) por ser ausente e dar mais atenção à igreja do que à família.
A única pessoa que parece entendê-la é o amigo, Gabriel. Um rapaz bastante compreensivo e que parece até apaixonado por ela.
"porém a vida é uma caixinha de surpresas e, numa bela manhã de sol" ela descobre que é filha de Lúcifer! Isso mesmo, Satan, que no livro se chama Heylel.

TRAMA: A história segue a receita clássica da jornada do herói e os passos estão todos lá. Desde o começo da história já fica clara a passagem dela de "maria-ninguém" para Bam-bam-bam dos infernos (literalmente).
Faltam surpresas, infelizmente as construções são bastante fracas e óbvias.

ROMANCES: A parte mais desgastante do livro é a parte romântica. Lauren conhece Agares, o demônio-bonitão-musculoso-charmoso-pegador e se apaixona por ele, ou não, já que a relação acontece de forma carnal e não sabemos direito se ela gosta mesmo de Agares ou do amigo Gabriel.
Da metade para o fim, Gabriel, que era o melhor amigo e super importante para ela, já foi completamente esquecido e ela e Agares se chamam de namorados.
Isso até aparecer um outro demônio (do nada) dizendo que eles estão marcados para ficarem juntos, o que deixa Lauren irritada à princípio, mas depois ela começa a aceitar de boa.

As prioridades da personagem também são mal retratadas já que mesmo com familiares em perigo, ela esquece rapidinho apenas para dar outra namorada e, nessa hora, o livro deixa de ser uma fantasia, e se foca em narrar as cenas românticas e até um pouco hot da protagonista.

PERSONAGENS: Faltou aprofundamento nas personagens, sendo que a protagonista é a única que tem alguma profundidade, mas pode ser confundida facilmente com a Bela de Crepúsculo, ou seja, uma menina que sai do seu mundinho para uma grande fantasia, mas está mais preocupada em qual namorado vai escolher.

Heylel, o diabo, parece ser um bom personagem, mas nesse livro, já que há continuação, sabemos apenas que ele deixou de ser mau(!) ao se apaixonar por uma mortal e por isso o seu reinado está ameaçado.
Na prática, ele pouco faz e não passa a confiança que se esperaria de um ser dessa magnitude. Achei-o meio frouxo...

A mãe da protagonista (Anna) é outro personagem que talvez seja melhor desenvolvido na sequência. Por ora apenas sabemos que ela também não é como pensávamos que seria.

COADJUVANTES:  A qualidade dos coadjuvantes também não empolga. Gabriel é um grande clichê e é outro que talvez cresça na sequência. Agares é apenas um cara lindo que faz tudo o que a namorada quer, não tem lá muita personalidade e Yekun, o demônio que surge no final ainda é uma incógnita.
Ainda temos uma fada, Elida, onde houve uma tentativa de construir uma personagem interessante e o pai adotivo de Lauren, que serve apenas para instigar ódio aos leitores por suas condutas ausentes e hipócritas.

LINGUAGEM: A linguagem de Tenebris é bastante simples na narração em terceira pessoa com uma quantidade razoável de diálogos.
Incomoda bastante a quantidade de erros, mostrando que, se houve revisão, não foi das melhores.
Também chama atenção o ritmo, como já dito acima, já que muito tempo é gasto com cenas de romance e quase nada sobra para os combates ou para descrever o cenário.

O cenário, inclusive, é outro ponto pouco explorado, afinal o inferno parece um castelo medieval no meio do nada onde há chuveiro elétrico e batatas fritas. Claro que tudo pode ser explicado por mágica, mas também ficou devendo.

CONCLUSÃO: Tenebris se apresenta como uma fantasia cheia de criaturas mágicas, demônios, batalhas, mas entrega um romance adolescente de pouca profundidade. Levou 2,5 estrelas  no Skoob porque é uma obra apenas regular, que não me empolgou em nenhum momento.

Leia se você gosta de romances YA com uma pitada de HOT.

Não leia se você espera mais profundidade na fantasia e na mitologia.

E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?

E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.

Abraços
Dan Folter!

domingo, 27 de maio de 2018

Youtube - S01E05 - Amor sem limites

Tem vídeo novo no canal do Youtube!



Venham conhecer e contribuir com a antologia "Amor sem limites"







Aquele abraço



Dan Folter

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Resenha - Liberte-se de Matheus Mundim

Olá meus amigos leitores?

Em primeiro lugar, nos perdoem pela demora.
Em segundo lugar vamos falar sobre um livro que você pode ler diretamente na tela do seu computador. Liberte-se, publicado no Wattpad por Matheus Mundim

Capa:


Capas bem feitas são comuns no Wattpad. O que costuma ser difícil por lá é encontrar boas histórias, mas essa surpreendeu...

SINOPSEOutono de 2012, uma série de misteriosos assassinatos assombrava os cidadãos de Circodema. Sabia-se que apenas um homem na região seria capaz de lidar com tal situação Porém, a despeito de seus méritos investigativos, o ex-detetive Edgar Visco era uma incógnita. Tudo na vida tem um preço, a instabilidade de algumas pessoas tem o seu. O assassino, por outro lado, o conhecia – assim o destino quis. 
Desejava-o tanto quanto se pode desejar, sentia as entranhas se contraírem ao som de seu nome e jurara que a própria voz seria a última que Edgar ouviria. O mesmo sangue que esquenta o corpo dos personagens mancha as ruas da cidade neste romance. Qualquer grito pode ser o último, qualquer deslize pode ser fatal. E no fim... 
Permita-se... Liberte-se.

DADOS TÉCNICOS: 2015, 207 páginas, Wattpad, Matheus Mundim
RESENHA: O Wattpad é uma plataforma gratuita para a publicação e leitura de livros dos mais diferentes estilos.
Por ser totalmente aberta não há um controle de qualidade propriamente dito, ou seja, qualquer um pode submeter seus textos na plataforma.
A avaliação é feita pelos próprios usuários que podem votar e comentar em suas obras favoritas.
Por esse motivo é bastante difícil encontrar materiais de qualidade por lá, mas, procurando bem, é possível achar coisas bacanas.
É o caso de Liberte-se.

ESTILO NARRATIVO:  Liberte-se é escrito em primeira pessoa em um sistema que intercala vários personagens. Cada capítulo têm o nome de quem o escreve no título para ajudar na compreensão do leitor.
O sistema funciona bem, mas apenas depois de uma certa insistência, já que no começo, mesmo com os nomes, ficamos um pouco confusos sobre quem é quem.
Também faltou uma melhor diferenciação entre as vozes, já que os trejeitos comuns não ajudam nessa parte.

NOIR: A história se passa na fictícia cidade de Circodema, um lugar que, pelas descrições do autor, me passou um clima bastante noir, com muitos bares, becos e lugares escuros.
Um detalhe interessante é que a criminalidade já foi tão grande que a pena de morte foi implementada e, após isso, as coisas melhoraram bastante nesse sentido.

MISTÉRIO: A trama trata de um novo assassino que surge e com uma polícia despreparada para ele. O homem que estaria preparado, porém, parece estar diretamente conectado ao crime, apesar de estar fazendo tudo para escapar dessa vida antiga.
O autor conseguiu levar o livro de forma competente, só explicando o mistério de forma definitiva nas últimas linhas do livro, embora tenha soltado pequenas pistas durante toda a trama.
A solução é bastante satisfatória e verossímil em relação ao que é construído.

PERSONAGENS: Um dos pontos altos de Liberte-se são os personagens. O protagonista, Edgar Visco é um homem bastante misterioso e se alterna entre herói e vilão na história. Torcemos por ele em um capítulo, mas fazemos o contrário no próximo.
Ajuda bastante na trama que o antagonista também seja um personagem muito interessante, capaz das maiores barbáries em um momento e de momentos de pureza e bondade no próximo. O mais interessante é que todas essas características são muito bem explicadas pelo autor.

COADJUVANTES:  A qualidade dos personagens se estende aos coadjuvantes. Temos o pessoal da delegacia, a namorada de Edgar e os colegas de trabalho. Todos bastante interessantes e que realmente ajudam a mover a história.
Como alguns capítulos são narrados por essas pessoas, conseguimos ter um olhar mais completo sobre o protagonista e não ficamos presos à visão deste, como é comum em narrações em primeira pessoa.

LINGUAGEM: Algo que me incomoda um pouco em livros com uma pegada urbana como Liberte-se costuma ser a linguagem. Numa tentativa de emular o jeito de falar das personagens, principalmente em narrativas em primeira pessoa, as obras costumam ser um festival de palavrões e frases mal construídas (de propósito, espero).
Mas isso não acontece em Liberte-se. O autor conseguiu escrever de forma correta e muitas vezes poética sem precisar apelar para esse clichê e tornou a leitura muito mais agradável.
Apesar disso, ele exagerou em uma palavras específica. "maldito" deve ter mais de 200 ocorrências na história, já que várias personagens abusam dela em momentos  de raiva.
Nada que desabone a leitura, apenas uma curiosidade.

O livro tem alguns poucos errinhos, mas, para uma leitura feita em Wattpad onde erros são o padrão, passa com folga.

CONCLUSÃO: Liberte-se é um oásis dentro de uma plataforma cheia de obras mal escritas ou clichê. É bem escrita, dinâmica, com ótimos personagens e leitura bastante fluida e agradável. Como o livro está sim cadastrado no Skoob ganhou justas 4 estrelas.

E você leitor? costuma usar o Wattpad? tem alguma dica de leitura por lá? Então deixe suas opiniões e dicas aqui nos comentários.

Abraços
Dan Folter!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Youtube - S01E04 O Mistério De Boa Esperança

Quarto episódio do canal desinformadoss no youtube.



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Obrigado!



Dan Folter

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Crônica - Os filhos como desculpa

Olá pessoas queridas!
Saudades das crônicas? então vai aí um assunto que me colocou para pensar nas últimas semanas: o uso que os adultos fazem dos filhos como desculpa.

Os filhos como desculpa

A vida de um ser humano é um ciclo. Infância, adolescência, fase adulta, meia idade e velhice. O problema é que parecemos nunca estar contentes com o estado atual.
Quando crianças lutamos para nos tornarmos adultos, porém quando adultos, passamos a temer a velhice e sonhamos com a volta ao mundo infantil.

Uma das fases mais difíceis acontece na passagem dos 20 para os 30 anos, quando já não somos mais tão jovens e passamos a não querer mais uma vida de festas, bebedeiras e promiscuidade. Já não nos contentamos mais em dormir no chão ou comer qualquer coisa. Queremos segurança financeira e conjugal, mas morremos de medo de admitir isso publicamente.

Sabe aquela vontade de passar o sábado em casa, devorando um livro ou maratonando uma série? Coisa de gente velha! Voltar cedo para casa após aquela reunião de amigos? Coisa de gente sem energia...

É nessa fase da vida que muitos de nós também iniciamos a vida de mães e pais. Quando as nossas prioridades são substituídas pelas deles. E é aí que surge a oportunidade perfeita para não se assumir: basta jogar a culpa nas crianças!

Não quer ir naquele churrasco na chácara? Culpe a logística de carregar uma criança? Chegou atrasado no evento porque estava cansado e dormiu um pouco mais? Diga que seu filho se sujou e precisou limpá-lo. Quer ir embora cedo sem parecer chato e ainda pagar de responsável? Diga que seu filho está dando trabalho.

É claro que a vida com as crianças exige um trabalho antes inexistente. Bebês modernos necessitam de toneladas de tranqueiras que exigem uma mala maior do que você, os pequeninos entre os 3 e os 7 anos têm uma energia difícil de controlar e os adolescentes saber como ser insuportáveis e inconvenientes.

Mas isso facilita aquele convite para o amigo do tipo: "não vou à sua casa para não te dar trabalho. Venha você aqui". 

Isso se intensifica quando a pessoa não tem filhos, como é o meu caso. As pessoas com filhos acham que a minha vida é um enorme paraíso e que tenho vontade de sair o tempo todo, afinal não tenho filhos para "destruírem" o meu lazer.

Talvez esteja na hora de a sociedade aceitar melhor as mudanças de idade e não encarar esses sinais de que os anos estão passando de uma forma tão negativa.

E vocês, o que acham?