domingo, 16 de setembro de 2018

Vale a pena ter um Kindle? Livro físico ou digital? - S01E11



Olá Pessoas do blog



Hora de correr lá no canal e conferir o nosso novo vídeo sobre Kindle, livros físicos e livros digitais.







Aquele abraço do Dan

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Goodreads Review - A noiva na estrada e outros contos de Fabiano Jucá

A Noiva da Estrada: e outros contosA Noiva da Estrada: e outros contos by Fabiano Jucá
My rating: 4 of 5 stars

Em A noiva da estrada e outros contos somos apresentados a um nobre professor formado em filosofia e seu suposto encontro com uma mulher misteriosa.
Os dois primeiros contos do livro são sobre esse mesmo mundo, por assim dizer.
O autor utiliza do folclore nacional para traçar a trama e cria uma história bastante interessante e rápida de se ler. Ele tem um estilo focado em frases bem curtas para causar impacto, algo que funciona bem para o gênero escolhido.

Só achei que ele exagerou um pouquinho no estilo e colocou vírgulas demais em algumas frases, quebrando um pouco o ritmo da leitura.

O terceiro e último conto fala sobre um homem e sua fobia de elevadores. Como tenho fobia de altura, me identifiquei um pouco com o personagem, embora tenha achado este conto inferior aos outros dois.

Boa leitura, autor de qualidade. Aguardemos pelo romance "full size"


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sábado, 8 de setembro de 2018

Resenha - Além da amizade de Clara Alves

Olá leitoras e leitores, a resenha de hoje é de um romance adolescente bastante leve. Vamos ver o que achamos de Além da amizade de Clara Alves?

Capa:


Capa ok. Deixa claro que se trata de um romance.

SINOPSEAquele poderia ser um dia como outro qualquer – mas, tão inusitado quanto uma frente fria no verão carioca, aquele sábado estava longe de ser banal. É por causa do seu rumo inesperado que Anna Schwartz se vê entrar em uma nova (e não tão boa) fase de sua vida adolescente. Dentre tantas mudanças, porém, seus novos sentimentos pelo melhor amigo podem estar no topo da lista de problemas. No meio do caos que sua vida se tornou, Anna descobre, da pior maneira possível, que as escolhas certas raramente são as mais fáceis de serem feitas.

DADOS TÉCNICOS: 2015, 522 páginas, Independente, Clara Alves

RESENHA:  Gosto sempre de alternar leituras. Após ler algo clássico ou mais pesado, gosto de desintoxicar com alguma leitura mais leve e descompromissada, por isso peguei esse romance para ler. Pela capa e sinopse eu já sabia trata-se de um romance para adolescentes, então baixa-se as expectativas e segue-se adiante.

Essa parece ser uma receita boa para evitar decepções, mas, desde as primeiras páginas, Além da amizade conseguiu me prender.
A história é narrada em primeira pessoa por Anna, uma adolescente de 15 anos que namora o irmão do melhor amigo e acaba se descobrindo traída por ele.
A vida de Anna vai passar então por uma série de problemas e dificuldades, assim como a de qualquer pessoa na idade dela.

NOVELA? Essa pode ou não ter sido a intenção da autora, mas o livro funciona tal qual uma novela. Temos aquele casal, aquele casal que sabemos que tem que terminar junto, mas parece que tudo vai contra eles e, sempre que algo dá certo, outra coisa dá errado novamente.
Esse vai e vem típico das produções televisivas é divertido de se ler, é como assistir a uma temporada de malhação.
Só que as tramas são bem costuradinhas e, apesar de não serem o ó da criatividade, continuam a nos fazer virar as páginas para saber o que vem depois.

NOSTÁLGICO: A autora conseguiu me trazer uma certa nostalgia. Me peguei várias vezes me lembrando de ter passado por situações parecidas com as de Anna, seu irmão Douglas e seus amigos e namorados. Fica nítido como os adolescentes conseguem exagerar qualquer situação, achando que suas vidas são um horror um uma maravilha por causa de qualquer coisinha que os adultos vêem como corriqueira.
Me peguei lembrando dos planos para estar perto da garota que gostava, das confusões, da dúvida em saber se era ou não correspondido, enfim: divertido.

VILÃ? Uma das coisas que mais gostei nessa obra é como a nossa heroína acaba se tornando a vilã da história. No começo parece que ela é a melhor pessoa do mundo e as coisas simplesmente dão errado para ela, mas com o tempo, percebemos que Anna, assim como qualquer um de nós, colhe o que planta, sofre muitas vezes porque prefere se vitimar à encarar as dificuldades.
Apesar de adolescente, conseguimos ver que ela amadurece com as experiências vividas e se torna uma pessoa melhor.
Também gostei da autora fugir da receita "menina perfeita, meninos imperfeitos" onde as personagens principais são sempre mulheres imaculadas e maravilhosas massacradas por um mundo cheio de homens cafajestes.
Anna é tão falha quanto qualquer um de seus amigos, e ninguém é bom ou ruim, mas erra e acerta como qualquer pessoa.

RELACIONAMENTOS: Além da amizade é uma história sobre relações humanas. O amor, é claro, é o carro chefe, mas a amizade também é bastante discutida, embora o livro também entre nas relações familiares de forma um pouco menos superficial que seus similares. Não espere por análises psicológicas profundas, mas por um cotidiano que muitos de nós vivemos, o que facilita se identificar com este ao aquele personagem.
 
PASSOU DO PONTO: A única ressalva para Além da amizade fica para o tamanho exagerado do livro. Entre descrições, diálogos e as intermináveis análises internas, a obra se alonga por mais de 500 páginas, sendo que o final já é óbvio logo nas primeiras páginas.

Como a obra é independente, fica nítida a necessidade de ter sido editada para que essas gordurinhas fossem cortadas, mas faz parte do aprendizado de uma primeira obra.
Digna de elogios é a revisão de Além da amizade. Não há erros de ortografia ou digitação nem problemas de coesão ou coerência, ou seja, é muito bem escrita, coisa rara em produções independentes.

CONCLUSÃO: Além da amizade entrega mais do que promete. É um romance para adolescentes sim, é extremamente clichê, mas não um clichê ruim, mas sim uma obra divertida e interessante que vale a pena ser lida.
Chegou a me estranhar as avaliações abaixo na média no Skoob, talvez os adolescentes que leram não estejam preparados para a obra. Eu dou 4 estrelas pois fui positivamente surpreendido.

Leia se gosta de romances adolescentes com um algo a mais.

Não leia se você não gosta de livros grandes. 522 páginas não é para qualquer um.

E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?

E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.

Abraços

Dan Folter

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Abraço do Dan!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Resenha - Treze à mesa de Agatha Christie

Olá leitoras e leitores, a resenha de hoje é de mais um dos livros da rainha do crime: Agatha Christie - Treze à mesa

Capa:


Não tem como uma capa ser mais autoexplicativa, tem?

SINOPSENum mundo de aristocratas excêntricos e de atrizes e atores famosos se tecem os fios da complexa e inquietante intriga deste romance que poderá levar como subtítulo um baile de máscaras, porque na realidade transforma-se em um cenário macabro de mutantes e enganosas aparências, sob as quais se oculta o rosto de um implacável assassino. Entre os assistentes a esse perverso teatro se encontra um espectador muito difícil de enganar: Hércules Poirot, quem além de utilizar outros sutis recursos, vale-se como de um espelho, do cérebro estritamente normal de seu amigo íntimo, o capitão Hasting - reencarnação moderna do doutor Watson -, para ver, refletido nele, o que o assassino quer que os outros vejam. Com uma modéstia inusitada, Poirot, por uma vez na sua vida, priva-se, injustamente, de todo merecimento, pois diz que pôde desmascarar o autor de três assassinatos, não pelo bom funcionamento dos seus neurônios, mas sim por ter ouvido, na rua, uma conversa trivial. A verdade é que, se o ouvinte não tivesse sido o detetive bigodudo, um inocente, e não o verdadeiro assassino, teria morrido na forca.

DADOS TÉCNICOS: 1996 (1933), 223 páginas, Ed. Record, Agatha Christie

RESENHA:  Ela conseguiu outra vez. a rainha do crime me enganou direitinho...

Mas antes de falarmos sobre os meus fracassos como detetive comecemos com o nome da obra. Treze à mesa é uma tentativa de adaptar para o português o nome original que é "Lord Edgware dies" ou Lord Edgware morre, o que, convenhamos foi uma boa ideia já que o nome original não fica legal em nosso idioma.
A escolha pelo nome se dá devido a uma cena onde treze pessoas jantam, mas não diz tanto assim sobre o livro, enfim, foi o que se podia fazer...

INTRINCADO: Essa foi a minha sensação ao ler o mistério. O/A assassino/a de Lord Edgware parece óbvio para a polícia, mas não para o detetive Hercule Poirot.  O nosso cabeça de ovo favorito sabe que a coisa nunca é tão simples, mas esse crime, ou crimes, foi tão bem arquitetado que até mesmo ele quase foi ludibriado e só o solucionou graças a uma coincidência.

MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES: A autora brinca com os nossos sentimentos nessa obra com maestria. Ela nos faz suspeitar de alguém e logo nos joga um balde de água fria, depois nos faz suspeitar de outra pessoa e por aí vai...
Nem preciso dizer que é o tipo de leitura que nos faz avançar as páginas depressa, ávidos por solucionar o mistério.

BARRIGUINHA? Treze à mesa é realmente um livro interessantíssimo, cuja solução, quando revelada e explicada é plenamente satisfatória, mas achei que teve uma pequena barriga. 
Não estou querendo procurar problema, mas achei que a dama do crime acabou colocando pistas e suspeitos um pouco além da conta e, como sempre, deixando alguns fatos imprescindíveis para a solução apenas para o final.

Pode parecer mágoa de quem não solucionou o mistério, mas ainda acho que Assassinato no expresso do oriente é o livro perfeito de Agatha e estou procurando ansiosamente em todos os outros, um que o supere. Esse aqui passou perto...

E olha que a minha edição, emprestada e já velhinha, de 1996 estava com a página 84 trocada. Isso mesmo, uma página inteira de algum outro livro da autora que não pude identificar.
 
TRAMA E PERSONAGENS: A fórmula consagrada se repete. A trama começa com um crime e já parte para a investigação, seguida por muitos interrogatórios onde conhecemos melhor cada personagem. É simples e eficiente.

CONCLUSÃO: Treze à mesa agrada em cheio aos fãs de literatura policial e também aos fãs da autora. Tem tudo o que se espera de uma obra desse tipo, mas poderia ser um pouco menos enrolado nos detalhes.

Leva nota 4,5 apenas porque o 5 ficou reservado para o Assassinato no expresso do oriente.

Leia se gosta de literatura policial e da autora

Não leia se você acha que pode descobrir o/a assassino/a. Você não pode com a dama do crime...

E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?

E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.

Abraços

Dan Folter

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Resenha - Pepita de Mar' Junior

Olá pessoal que acompanha o blog, tudo bem por aí?

Agosto tem sido um mês de bastante postagens, pois consegui finalizar várias leituras e, por isso, tem mais uma resenha para vocês, e de um livro brasileiro.
Pepita, Passei a minha infância e adolescência sendo perseguida, sofrendo bullying de Mar' Junior

 
Capa:


Capa que passa bem a mensagem do bullying, além de mostrar a cor favorita da protagonista, o pink.

SINOPSEA história de PEPITA acontece no último dia de aula do ensino médio, no dia de sua formatura. Ela, deitada num sofá na biblioteca, onde sempre gostou de estar, relembra o seu passado, como chegou naquela escola aos 2, 3 anos de idade e que foi perseguida esses anos todos, sofrendo bullying. PEPITA nasceu num lar tão rico, que as suas próximas dez gerações não precisarão trabalhar. Menina bonita, magra, com dentes perfeitos, inteligente - lê muito -, desportista - ganhou tudo pela escola -, participativa nas atividades diárias normalmente, como Grêmio estudantil e aluna de notas excelentes. PEPITA tinha tudo para não sofrer bullying, mas o inverso aconteceu e ela não sabe até hoje porque Canina e sua turma a tratam tão mal e aprontaram com ela nesses últimos 15 anos, que ela espera nunca mais revê-las. PEPITA teve algumas perdas importantes na sua vida neste período, mas também teve encontros extraordinários. Sua relação com seus pais é a melhor, dentro do planejado com eles, só se comunicando por intermédio de bilhetes que são colocados num quadro no segundo andar da sua casa, onde ficam os quartos. PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter, basta ter uma família desestruturada para que isso venha à tona.

DADOS TÉCNICOS: 2017, 256 páginas, Amazon, Mar' Junior

RESENHA:  O livro sobre o qual falaremos hoje é sobre um problema bastante antigo, mas que só começou a receber atenção adequada nos últimos anos, que é o bullying.

Mas antes eu gostaria de citar a sinopse do livro. Ela é enorme, o  nome da protagonista está escrito várias vezes em letras maiúsculas, mas o que me chamou mais atenção foi esse pedaço:

 "PEPITA mostra que não precisa ser negro, pobre ou favelado para ser mau-caráter"

Confesso não ter entendido a intenção do autor. Ele acha que todo mundo acha isso?

IMPROVÁVEL: Essa foi a minha primeira reação ao ler os primeiros capítulos desse livro. Pepita é rica, bonita, inteligente, esportista e tem mais uma série de qualidades que dificilmente a colocariam como alguém vítima de bullying.  A única justificativa para as outras meninas a escolherem seria a inveja, embora isso não fique claro na trama. Se voltarmos à sinopse, o próprio autor alega todas essas qualidades, mas diz que simplesmente aconteceu, por isso a minha reação de estranhamento.

AZAR: A narrativa de 80% das mais de 200 páginas do livro mostra Pepita, já que o livro é escrito em primeira pessoa, mostrando todos os planos infalíveis orquestrador por Canina e sua turma contra ela.

Não consegui deixar de ver Canina como Cebolinha fazendo "planos infalíveis" para roubar o coelhinho da Mônica...

O que chama a atenção aqui é o azar de Pepita, já que ninguém nunca percebe que ela é inocente e a situação se repete durante todo o ensino fundamental e todo o ensino médio.
É realmente incrível a incompetência de todos os profissionais desse colégio (um dos melhores da cidade) em identificar um simples (e óbvio) caso de bullying.
Pepita sofre todo o tipo de humilhação, inclusive a violência física e as únicas pessoas capazes de perceberem a verdade são as duas faxineiras da escola.

PAIS OMISSOS? Outro fato que chama bastante a atenção no livro é a forma de comunicação entre Pepita e os seus pais. Aparentemente ausentes em virtude dos trabalhos, se comunicam com a filha através de um quadro de recados. Pepita deixa bilhetes e pega a resposta depois.
Isso explicaria porque os pais não percebem o sofrimento da filha, já que provém a menina com todos os confortos financeiros, mas não ligam muito para a parte afetiva.
No decorrer do livro, essa situação parece mudar um pouco em virtude de alguns acontecimentos.
 
TRAGÉDIAS: A vida de Pepita é como a do personagem Joseph Climber do grupo de comédia Melhores do Mundo. Já está bastante ruim, mas piora.
Não bastasse todos os episódios de bullying, o destino também não é camarada com a personagem e me peguei pensando como que ela não tomou uma atitude mais drástica contra quem a feria ou contra si, algo normal entre adolescentes.

CONFORMISTA ?: Se você estuda num colégio que só te traz problemas, o que você faz? Tenta sair, se revolta, faz greve de fome, mas em nenhum momento Pepita reage ao que acontece com ela. Em todo o livro ela toma apenas uma ação contra aqueles que a atacam, mas não estou defendendo que fosse violenta, mas sim que falasse com os pais e mudasse de escola.
Por que alguém, em sã consciência, aguentaria tantos anos de tortura, calada?

FALTOU EMPATIA: A tarefa de ir à escola sabendo que não se tem amigos é complicada, mas é bem mais fácil sofrer numa mansão, com motorista particular e o tão repetido "Iphone 6 rosa" da personagem. Em alguns momentos as reclamações dela se tornam um pouco vazias, afinal é rica, linda, inteligente, etc, etc etc... 
Por esses motivos, mesmo conhecendo bem o que é o bullying, já que passei por isso na infância, não consegui comprar a personagem e nem torcer por ela.

Cheguei até a pensar que era tudo imaginação da garota e que ela descobriria isso durante o livro, mas essa reviravolta não veio.

IDEOLOGIA RELIGIOSA: Pepita tem dois objetivos bem claros como obra:
1 - Alertar contras os malefícios do bullying;
2 - Pregar ideologia religiosa.

Sobre o número 1, já falamos bastante, mas sobre o número 2, talvez explique um pouco o comportamento omisso da personagem.
Apaixonada por uma única canção gospel que utiliza como escape para os momentos difíceis, a personagem "oferece a outra face" o tempo todo.

Me parece que o autor tentou justificar a omissão da personagem como bondade, adquirida, é claro, graças à inclinação religiosa que possui.
Em várias partes é frisado que Pepita tem "qualidades" como não beber, fumar ou fazer questão de se manter virgem enquanto as vilãs do livro fazem o contrário.

Explica, mas não justifica.
 
CONCLUSÃO: Pepita é uma história bastante bem intencionada, que busca alertar pais, professores e jovens sobre o problema do bullying, mas faz isso com uma personagem que não convence.
As situações propostas são muito improváveis, assim como a omissão generalizada.
Faltaram tons de cinza. Os personagens são estereotipados demais. 

Pepita foi publicada de forma independente e está muito bem escrita, diagramada e revisada. Coisa rara hoje em dia no mercado nacional independente.
Leva nota 3 no Skoob, bom, mas não conseguiu me conquistar.

E você leitor? Já leu esta obra? qual sua opinião sobre ela?

E sobre essa resenha? concorda? discorda? quer acrescentar algo?
Então deixe o seu comentário.

Abraços

Dan Folter