quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Resenha - Esmeralda de Josiane Veiga

Livros são realmente encantadores. Alguns deles têm a capacidade de nos surpreender, seja para o bem, seja para o mal. A resenha de hoje é sobre uma obra que eu provavelmente nunca teria escolhido para ler, mas estava de graça por um dia na Amazon e resolvi arriscar...



Capa: Como é possível ver pela capa, Esmeralda é um livro focado totalmente no público feminino.
Colocar um homem musculoso e sem camisa é quase apelativo ao gosto das mulheres e praticamente um repelente para leitores homens...

Mas... eu sou teimoso!

Salvo esses detalhes a capa condiz com a obra. Elementos como o castelo e uma mulher ruiva remetem com a história que está no livro. Até que não é uma capa ruim, ela vende a história como ela é.


Sinopse:Três reinos. Três povos. Uma mulher, unindo todos eles...

Esmeralda de Cashel era uma imunda. Filha de um estupro, uma branca em terra de negros. Tudo que buscava em sua vida era encontrar o maldito homem que havia destruído sua mãe... Mesmo que para isso ela precisasse avassalar o coração solitário de um Rei amargurado.

Cedric de Bran via seus dias cruzarem diante de seus olhos por trás de uma máscara que escondia seu rosto deformado. Não acreditava no amor, mas, quando chegou ao seu reino uma mulher de cabelos vermelhos e olhos cor de esmeralda, ele não pôde escapar da magia que parecia dela emanar.

Resenha: Ao cadastrar o livro no Skoob, me chamou a atenção que apenas 2% dos leitores do livro eram homens. Mais um motivo para representar os cuecas. Graças à minha nobre participação, agora somos 3%....

Logo que comecei a leitura comecei a perceber que era possível julgar a história sob dois pontos de vista bastante distintos: O pessimista e o otimista...

O otimista diria que Esmeralda tem muito de Crônicas de gelo e fogo. São três reinos cheios de problemas como guerras, violência entre familiares, estupro, traições, conspirações, mentiras e todo o tipo de conflito que encontramos de forma primorosa na obra de Geoge R.R. Martin.

Já o pessimista diria que Esmeralda se parece com uma novela mexicana. Começando pelo nome, o livro é um festival de clichês e até a metade, é fácil perceber para onde a autora está levando a história. É tudo bastante simples e óbvio.

Melhora muito do meio para o fim: Apesar de a conclusão da história ser previsível como uma comédia romântica, ela apresenta alguns fatos novos, algumas reviravoltas que não ficaram tão óbvias como parecia até a metade do livro. A trama, apesar de seguir três gerações é bem amarrada e a autora não se perde. Destaque para a parte que envolve a trindade de deuses que protegem as três terras. Pareciam apenas alegóricos até certo ponto, mas se revelam cruciais, uma grata surpresa na trama.

Divertido demais: Pode até ser que a história seja previsível, seja de menininha ou sei-lá-o-quê. Fato é que a autora escreve de uma forma bastante envolvente e dinâmica. Você pensa em parar e acaba lendo mais um pouquinho. As picuinhas acabam fazendo com que o leitor se divirta bastante com a história.

Revisão, revisão...: Esmeralda foi lançado de forma independente pela Amazon e repete o problema visto em tantos livros nacionais contemporâneos: Revisão ruim ou falta dela. Apesar disso, fica claro que a autora sabe escrever muito bem já que a maioria dos erros são de digitação ou de coisas que foram alteradas e acabaram ficando sem adequação. Dá para passar por isso sem problemas.

Grata surpresa: No começo da leitura, estava inclinado a dar duas estrelas para o livro, mas, com o tempo, ele foi se mostrando melhor do que a encomenda. Ao final se mostrou uma boa obra que vai agradar pessoas que gostam de uma história de amor, independente de gênero. Já passou da hora de não termos mais literatura para meninas e para meninos, mas apenas literatura.
Nota 3,5


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