terça-feira, 20 de junho de 2017

Projeto Pegaí leva cultura grátis para a população.


Muitas vezes reclamamos das dificuldades culturais em um país como o Brasil. O número baixo de leitores, os downloads ilegais, a preferência pelos autores de fora em detrimento dos nacionais...

Mas o que estamos fazendo para mudar isso? Reclamar da incompetência dos nossos governantes sentados no conforto dos nossos sofás não mudará muita coisa.

Esse foi o sentimento que tive ao conhecer o professor Idomar Cerutti. Ele me apresentou ao projeto Pegaí, que leva literatura para as pessoas de forma gratuita.


O projeto criado em 2013 na cidade de Ponta Grossa, Paraná tem como objetivo difundir o hábito da leitura oferecendo livros em locais públicos para a população. Funciona como uma biblioteca pública, mas sem a burocracia e a elitização que esse modelo carrega.

Em pontos espalhados pela cidade, os leitores podem pegar e levar para casa os mais diversos livros. Depois basta devolvê-los nos mesmos pontos de forma simples e rápida.

Os livros utilizados são obtidos através de doações, uma vez que o projeto é inteiramente sem fins lucrativos e gerenciado por voluntários.

Enviei para o projeto dois exemplares de "O Mistério de Boa Esperança" que espero sejam bem aproveitados pela população da cidade e das cidades vizinhas, já que o projeto está crescendo.


Se você quer saber mais sobre o projeto, acesse a página oficial http://www.pegai.info/ e se você tem livros e deseja doá-los para o Pegaí, entre em contato através do e-mail contato@pegai.info

Vamos divulgar essa iniciativa e torcer para que surjam outras pelo Brasil. Todo mundo sai ganhando!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha - O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira

Olá povo.

Vamos conferir mais uma resenha? É livro nacional e aposto que poucos de vocês o conheciam.

O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira

Capa:

A ideia da capa me parece muito boa, embora a execução não tenha saído tão interessante. Falta contraste aos elementos, pois tudo ficou muito cinza e branco. Apesar disso, representa bem a história.

SINOPSEHá incontáveis gerações, uma maldição caiu sobre o mundo. Ela foi contida por uma brava guerreira, mas não erradicada, de modo que, ao final de cada era ressurge para assolar a humanidade.
Para enfrentá-la, a salvadora original criou uma ordem sagrada que, chegada a hora, se incumbiria de enviar uma nova salvadora para conter o mal.
Dessa vez, a escolhida é Sivrinn. Na companhia de sua guardiã, ela deverá trilhar um caminho repleto de perigos e provações, que a conduzirão até a origem da maldição, onde deverá tomar uma decisão para a qual treino algum a preparou.
O trajeto, porém, apresentará desafios e verdades que ela sequer imaginava possíveis. O mal e a loucura se manifestarão em locais inesperados, revelando suas facetas mais grotescas. No fim, Sivrinn perceberá que nem sempre as escolhas podem levar a uma consequência benigna.


DADOS TÉCNICOS: 2016, 125 páginas, Independente, Leandro Zerbinatti de Oliveira

RESENHA: O pálido véu do pecado conta a história de uma mulher destinada a salvar o mundo quando uma maldição tomar conta de tudo. Para isso ela vive em uma ordem religiosa onde aprenderá tudo o que precisa saber para deter a maldição e onde se manterá pura (virgem) para a missão.

Sivrinn, também chamada na história de peregrina é ajudada por outra personagem bastante importante: sua guardiã Kraithia. Ela é especialmente treinada em luta e sua missão é defender a peregrina.

HISTÓRIA BEM CONTADA: O autor se saiu muito bem ao não revelar os detalhes da história muito rapidamente. Sabemos apenas que há uma maldição e que a peregrina precisa acabar com ela, mas não recebemos muita informação, o que funciona muito bem para despertar a curiosidade do leitor.

CHECK POINTS: A peregrina conta com uma ajuda bastante interessante em sua jornada. Sempre que encontra um tipo específico de estátua pelo caminho, ela pode executar um ritual que a permitirá renascer a partir daquele ponto em caso de morte. Um conceito que lembra muito o utilizado nos video games, mas que o autor soube usar muito bem na história.

REVIRAVOLTAS E FINAL: A história acaba por nos trazer explicações de como a maldição surgiu e porque a peregrina é a única que pode desfazê-la. Também nos mostra que existem outras como ela tentando realizar a mesma missão e termina de uma forma bastante surpreendente.

AVALIAÇÃO: O pálido véu do pecado é uma boa história, que prende a atenção do leitor, anda no tempo certo e tem um final bastante interessante.
Peca pelos problemas comuns a obras independentes como pequenos erros de revisão, mas que de forma nenhuma prejudicam a leitura.
Leva uma nota 4 no Skoob e fica a curiosidade para mais obras do autor.


E vocês, já leram esta ou outras obras do Leandro? O que acharam?
Deixem seus comentários aqui:

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resenha - Lenço Vermelho de Nuccia de Cicco

Olá meus caros leitores.

Hoje tem uma resenha diferente de todas já postadas aqui. Isso porque o conto resenhado é erótico.

Muitos que nos acompanham talvez não saibam, mas estórias eróticas não costumam fazer o meu gosto pessoal. Apesar disso, acabei lendo esse por se tratar de uma autora parceira e amiga, a Núccia de Cicco.

Vamos para a resenha?

CAPA: 

Ao contrário de muitas capas do estilo, que apelam para a nudez parcial ou total como chamariz de venda, Lenço Vermelho ganha pontos por passar uma boa ideia da história, entregar o estilo e não ser apelativa. Ponto para a obra!

SINOPSEEm meio ao caos de uma guerra, eles se encontraram. Porém, ela nunca soube como era sua fisionomia, pois em todos os seus encontros devia usar uma venda. Cada encontro é intenso e cheio de prazer e essas sensações poderiam se estender por anos se ela já não estivesse cansada desse mistério todo. Uma decisão que pode mudar tudo.


DADOS TÉCNICOS: 2017, 19 páginas, Independente, Nuccia de Cicco

RESENHA: Uma mulher ruiva caminha pelas ruas de uma cidade em guerra. Ela tenta passar despercebida, mas seu biotipo a destaca na multidão. Apesar de não estar claro qual país ou guerra, o cenário criado em minha imaginação foi o da segunda guerra mundial e o país, França.

Levada pelas nuances da vida, ela acaba por conhecer um homem misterioso com quem vive aventuras amorosas rotineiras, desde que use uma venda para que não saiba a identidade de seu amante.

Sem dar muitos spoilers, posso dizer que o livro me trouxe uma boa leitura, pois a autora soube descrever as cenas com elegância, mesmo as mais quentes. O bom gosto na escrita fez com que o erotismo não fosse a razão única da história, mas uma parte importante dela.

Ao final, a tão esperada revelação de porque a moça precisava utilizar o lenço é bastante convincente, apesar de que alguns leitores podem preferir não ter feito essa descoberta.

Um conto competente, com uma história envolvente e um final bem planejado. Leva nota 4 no skoob e a recomendação para a leitura por qualquer fã de literatura e não apenas aos do gênero erótico.

domingo, 4 de junho de 2017

Resenha - Neo Nefelins (segredos revelados) de E.F. Costa

Olá Pessoal.
Estamos em férias do trabalho, mas o blog não para. E como avião é um convite para a leitura, vamos ter algumas resenhas chegando rapidinho. A de hoje é sobre o livro digital Neo Nefelins (segredos revelados) do autor brasileiro E.F. Costa.

CAPA: 

A capa, apesar de bonita e de contar com elementos que remetem à história acabou por me passar uma ideia errada. Mas aviso que o problema foi de entendimento da minha parte.
Os olhos grandes e o nome do personagem principal me lembraram lobos, então achei que a mitologia retratada tivesse algo a ver com lobisomens...


SINOPSESeria legal ter outra vida? Obter poderes sobrenaturais para fazer coisas incríveis? Willem Fenrir vivia sua vida de estudante e sonhador sem maiores preocupações do que as de sempre. Amor não correspondido, falta de dinheiro para fazer o que quer, entre outros dilemas... Tudo começa a mudar quando ele descobre ser filho de um ser espiritual com grande influência no mundo. 

Willem descobrirá nesta jornada quem são os Nefelins, a oculta Guerra Espiritual, seus Dons e Poderes sobrenaturais, bem como seu destino. Qual escolha ele irá tomar? Reinar secretamente sobre os humanos ou defende-los? Descubra acompanhando essa aventura! 

DADOS TÉCNICOS: 2016, 388 páginas, Independente, E.F. Costa

RESENHA: Willem Fenrir (ainda acho esse sobrenome meio de lobisomens) é um menino normal de primeiro ano do segundo grau na pacata cidade de São Estevão.
Ele faz o típico modelo de adolescente que não se encaixa na sociedade, até que, num lindo dia descobre que tem poderes sobrenaturais.

Essa descoberta é feita na forma de uma carta que ele e alguns colegas de colégio (inclusive a namorada) acabam recebendo.

Descobrimos então que eles são Nefelins. filhos de anjos e humanos, destinados a trazer o balanço de volta ao nosso mundo. Para fazer isso eles precisarão lutar contra humanos possuídos por anjos caídos (demônios) assim como os próprios anjos do mal.

PASSAGEM DO TEMPO: O Autor encontrou uma forma de acelerar o treinamento do grupo. Eles vão para um lugar onde o tempo passa bem mais devagar do que em seu mundo natal e passam cerca de dois anos lá dentro.
Quando retornam estão mais velhos, algo que seria facilmente notado pelos colegas e professores, apenar disso, todos parecem não perceber a diferença.

MITOLOGIA ANGÉLICA: Se você já leu a batalha do apocalipse ou outra obra do "Spohrverso" sabe do cuidado que ele teve ao descrever como cada classe de anjo funciona, chegando até a ser repetitivo. Em neo nefelins, acontece o contrário. O autor explica muito pouco e fica difícil entender como as coisas realmente funcionam.
Sabemos que os nefelins foram projetados para servirem ao lado escuro da força, mas não se sabe como eles podem ser mais fortes que os anjos, se tem apenas uma parte dele.
O autor traz um conceito energético chamado "sephiroth" para explicar, mas, para mim, ficou bastante confuso.

MEIO MANGÁ: As lutas são bem descritas, mas as transformações sofridas pelos personagens principais, assim como as armaduras que eles usam a partir de certo ponto, me fizeram lembrar bastante de alguns animes e mangás, principalmente cavaleiros do zodíaco. A diferença é o uso de espadas e até armas de fogo.
Eles também ficam com cabelos e unhas maiores ao se transformarem, outra influência bastante japonesa, ao que parece.

EVOLUÇÃO DE VIDEO GAME: Tomando cuidado para não dar spoilers, o livro acaba tendo uma sequência que lembra um jogo de video game, com o nível de dificuldade das missões e dos "chefes de fase" sendo elevado de forma gradual até o embate final.

DUALIDADE QUE NÃO FUNCIONA: O autor promete durante toda a história, a existência de um embate entre o bem e o mal dentro do protagonista. Mas essa promessa acaba passando longe de ser cumprida e sentimos que toda a ameaça acabou sendo para nada.

CANSATIVO: 388 páginas acabou sendo muito para um livro de fantasia sem muita novidade. Dá para perceber que o autor sabe escrever e tem uma boa história em mãos, mas ela precisa de uma edição qualificada para cortar esses excessos e de uma revisão cuidadosa para se transformar em livro impresso.

MEDIANO:  Fica com 3 estrelas de 5 possíveis. Leia somente se você gosta bastante de fantasia Young Adult.

domingo, 28 de maio de 2017

Resenha do desinformadoss é premiada

Olá caros leitores.

Já se vão dois anos desde que começamos a fazer resenhas aqui no blog, sempre primando pela qualidade e pela imparcialidade. Não importa se o livro foi comprado, baixado de graça nas promoções da Amazon ou recebido em parceria com algum autor ou editora.

Sempre procuramos dar a nossa opinião mais honesta, mesmo quando não gostamos de algo, mas sempre deixando claro ao leitor que, resenha é pessoal. Não é porque nós não gostamos de alguma coisa que outros leitores também não irão gostar.

Mas esse post é para comemorar que uma de nossas resenhas foi premiada por ter sido considerada a melhor sobre uma obra.

A obra em questão é a "Estranha Bahia" uma antologia nacional com a premissa em comum de misturar o estado da Bahia com acontecimentos fantásticos.

Para ler a nossa resenha, clique: Resenha Estranha Bahia

Foi com grande surpresa que descobrimos que havia um concurso para eleger a melhor resenha e que haviam prêmios envolvidos.

Vejam o resultado da promoção: Aqui

Após isso, fomos contatados pelo Ricardo Santos, um dos autores e organizadores da antologia para a entrega dos prêmios.
Cabia a nós escolher uma obra para ser recebida e escolhemos "Terra Sonâmbula" do autor moçambicano Mia Couto (resenha dele em breve aqui) além da versão impressa (muito bonita, inclusive) de "Estranha Bahia" e marcadores do livro.

Veja os prêmios:


A equipe do desinformados agradece a todos os envolvidos e segue incentivando a literatura nacional para que mais projetos como este se tornem possíveis.

Grande abraço a todos!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Revista Geração Bookaholic #8 já está disponível

Gosta de literatura e sente falta de um lugar que reúna resenhas, reportagens, entrevistas e muitos mais sobre o assunto?

Então você precisa conhecer a revista online Geração Bookaholic.

Capitaneada pela escritora Débora Falcão e contando com a ajuda de vários colaboradores como este que vos escreve, a revista é online, totalmente gratuita e tem periodicidade trimestral.

Na foto, a capa da edição 8 que destaca a presença feminina na literatura e o livro "O livro delas" escrito em conjunto por várias autoras nacionais.


A revista  também tem entrevistas com autores, resenhas, notícias sobre lançamentos e muito mais.

Chamo a atenção para a minha participação na seção "loucos por quotes" onde um autor cita trechos de suas obras favoritas. Na edição 8, temos a participação da Judie Castilho, autora de "O beijo da morte"

Na seção "capítulo bônus" falamos de livros mais antigos, e que não fizeram o sucesso que mereciam. Nesta edição trouxe o escritor galês Ken Follet com seu primeiro Thriller "O buraco da agulha"

Para acessar a revista, basta clicar no link: Revista Geração Bookaholic

Até mais e tenham uma boa leitura!

Dan Folter (Daniel Martins)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Resenha - As espiãs do dia D - Ken Follett

Olá meus caros.
Hoje é dia de resenha no canal e o livro escolhido foi "As espiãs do dia D" de um dos meus autores favoritos, o galês Ken Follett

CAPA: 

Uma capa bonita, com degradê em azul e um clima esfumaçado, perfeito para o tema de espionagem da obra.
Reparem como o nome do autor é maior que o do título do livro, uma demonstração do calibre do escritor.

SINOPSESegunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.

Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett. 

DADOS TÉCNICOS: 2015, 448 páginas, Editora Arqueiro, Ken Follett

SINOPSE: A junção de Ken Follett, renomado autor galês com o tema espionagem é garantia de um bom livro certo? 

Certo!

As espiãs do dia D, uma tradução não muito feliz para o original "The Jackdaws" traz o esperado para os fãs do autor e do gênero. Um livro com muito suspense e ação, do início ao fim.

PONTOS DE VISTA ALTERNADOS: Acompanhamos o andamento da trama pela perspectiva dos dois personagens principais, a oficial inglesa Flick e o oficial alemão Dieter. Ela tentando explodir uma central telefônica vital para os nazistas na França e ele fazendo de tudo para proteger a central, além de tentar pegar Flick e os outros espiões.
O autor sabe interromper e alternar de forma a deixar curioso, mas sem perder o leitor. 

VILÃO: Quem já leu outras obras de Follett sabe do talento do autor para desenvolver vilões envolventes, cheios de sentimentos, do tipo que quase torcemos por eles.
Não é diferente com Dieter. O homem que sente enxaquecas quando precisa torturar alguém, algo que abomina, é o melhor torturador entre seus pares e consegue as informações de formas bastante inusitadas.
Também acompanhamos suas paixões, relacionamento familiar e com outros membros do regime nazista. Um personagem memorável.

MEIO HOLLYWOOD: Ao ler a obra, muitas vezes parece que estamos vendo um filme. Algumas das soluções acontecem de forma um pouquinho forçosa, sempre por um triz, o que deixa tudo muito emocionante, mas tira um pouco da verossimilhança.

RELACIONAMENTOS DEMAIS: As espiãs do dia D é uma obra sobre guerra e espionagem. Ou, pelos menos deveria ser. Pode ter sido por influência de terceiros ou decisão do próprio autor, mas a história é preenchida de relacionamentos bastante desnecessários para a obra, alguns parecem pura forçação de barra para agradar à públicos mais específicos.
Essa "enrolação" acabou cobrando o seu preço no final da obra onde tudo se resolve um pouco às pressas.

CUMPRE O QUE PROMETE: Você não irá se decepcionar ao final dessa obra. Pelo contrário, ficará com aquela gostosa sensação de ter aproveitado bem o tempo passado com ela.
O que pesa contra é que, comparado com outras obras primas do mesmo autor, esse aqui fica um pouquinho abaixo, merecendo "apenas" 4 estrelas no Skoob.

E você leitor, já leu esta obra? O que achou?
E outros livros do mesmo autor?

Deixe seus comentários abaixo e vamos discutir literatura

Abraços

Dan Folter

domingo, 14 de maio de 2017

Palavras Perdidas é o novo parceiro do Desinformadoss

Nós avisamos que 2017 vinha com tudo, não é mesmo?
Então chega a hora de apresentar mais um blog parceiro. Dessa vez é o blog Palavras Perdidas.


E para começar essa parceria, nada melhor que uma resenha de O mistério de Boa Esperança, não é mesmo?

Resenha de O mistério de Boa Esperança

Eles disseram:

"O quão envolvido esse grupo está? Já que estão na cidade apenas por lazer, porque tudo isso está acontecendo? Serão os vampiros os culpados? Então porque a menina encontrada não se lembra de absolutamente nada que lhe aconteceu? Mistérios demais para uma cidade tão pequena quanto Boa Esperança."

Acompanhe a nossa barra lateral para mais novidades do Palavras Perdidas.

Grande Abraço

Dan Folter! 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O clube da meia noite resenha O mistério de Boa Esperança

E saiu mais uma resenha de O mistério de Boa Esperança.

O blog da vez é : O clube da meia noite



Eles disseram:

"o autor ele divide a narração por personagens isso eu achei o máximo, você se sente praticamente dentro do livro participando das aventuras de cada um do grupo"

"O Mistério de Boa Esperança é um livro que eu gostei bastante, não é uma historia arrastada de vai e vem, ela flui tranquilamente é cheia de segredos, aventura, suspense"

Quer ler a resenha completa?

Então confira lá o blog: Resenha O Mistério de Boa Esperança

E se quiser comprar o livro, ainda temos alguns para enviar autografado. Entre em contato:

danielregis@hotmail.com

Abraço a todos

Dan Folter!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Resenha - A Fundação de Isaac Asimov

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje é dia de resenha de clássico. Um livro conhecido como um dos pilares da ficção científica moderna. Bora conferir o que achamos dele?

Capa: 

A editora Aleph acabou criando uma série de capas parecidas para os livros relativos à Fundação (não são poucos). Funciona no sentido mercadológico, já que são fáceis de identificar, embora em termos estéticos deixem um pouco a desejar.

Sinopse: O Império Galático possui 12 mil anos. E possui pujança, grandeza e estabilidade. Ao menos em sua fachada. Mas ele está em pleno declínio, lento e gradual. E, no final, culminará com uma regressão violenta da sociedade e a conseqüente destruição do conhecimento. Preocupados com isso, um grupo de cientistas traça um plano pela preservação do conhecimento adquirido. Vencedor do prêmio Hugo, como a melhor série de FC de todos os tempos, este é o livro inicial da Trilogia da Fundação.


Dados Técnicos: 2009*, 239 páginas, Editora Aleph, Isaac Asimov.
* Lançado originalmente em 1951.

Resenha: É uma grande responsabilidade resenhar um grande clássico como a Fundação, considerado hoje um dos grandes pilares da ficção científica e colocando o autor como um dos três grandes do estilo.
Claro que toda essa "carteirada" não garante que o leitor irá gostar do que está lendo, afinal isso é bastante pessoal e ninguém tem obrigação de gostar de algo só porque alguém (mesmo que muita gente) tenha dito que é um clássico.

Conquista rápido: Logo nas primeiras páginas somos apresentados ao grande império galáctico e ficamos sabendo que esse império está com os dias contados. Pelo menos assim acredita Hari Seldon, especialista em Psico-história.

Psico-História: Se você esperava uma obra sobre tecnologia e achava que o estilo necessita algum conhecimento científico para ser entendido, esqueça. Boas ficções científicas são justamente aquelas que utilizam o elemento humano como maior argumento.
A psico-história é uma ciência onde seria possível se prever o futuro analisando o comportamento das populações humanas, Um conceito interessantíssimo que irá determinar a sequência da história.

Um único grande personagem: Por se tratar de uma história que cobre períodos distintos do tempo, personagens vem e vão, assim podemos conhecer mais sobre a fundação em si, um grupo de cientistas isolados num planeta no final da galáxia para construir a enciclopédia galática.
Sendo assim, pode-se até considerar-se que o livro não é uma história apenas, mas vários contos referenciado esse ponto em comum que é a Fundação.

Uma aula de política e comportamento: A fundação é aquele tipo de livro que nos deixa mais e mais empolgados, nos fazendo ler mais depressa do que pretendíamos. Tem uma linguagem fácil e dinâmica e dá uma aula sobre relações humanas em geral.

Nota 5 com louvor: Não tem como dar uma nota mais baixa. É sim um grande clássico e entra na seleta lista dos livros que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida.

E você, caro desinformado. Já leu algum dos livros da Fundação? O que achou?
Deixe seu comentário abaixo, interaja conosco.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alguém viu um livro por aí é o novo parceiro do Desinformados

E 2017 será um grande ano para nós. Acabamos de firmar novas parcerias com alguns blogs literários e, em breve, teremos muitas novidades por aqui.

Para começar, quero apresentar o blog: Alguém viu um livro por aí? http://alguemviuumlivroporai.blogspot.com.br administrado com muito carinho pela Kerolayne Silveira.

E para celebrar essa parceria já tem até resenha no blog.

O primeiro dos meus livros a ter essa honra foi o Natureza Humana, aquele mistério que se passa na Amazônia e envolve fantasia e folclore brasileiro.

Curiosos para saber o que eles acharam?





Então confira: Resenha Natureza Humana.

E depois compre o livro: Natureza Humana na Amazon







E vocês,  já leram o livro? Já conhecem o blog? Deixem seus comentários abaixo.

Grande Abraço!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha - Os elefantes não esquecem - Agatha Christie

Olá leitores! como estão vocês?

Hoje é dia de resenha. E não é qualquer autorzinho não... É só a autora mais vendida de todos os tempos: Agatha Christie.

O livro é : Os elefantes não esquecem.

Bora conferir?

Capa: 

Sinopse: Perguntada a respeito da intrigante morte dos pais de sua afilhada, ocorrida há catorze anos, a escritora Ariadne Oliver não vê outra alternativa senão pedir ajuda a seu velho amigo, o detetive Hercule Poirot. 

Afinal, o que exatamente aconteceu no penhasco onde o casal foi encontrado? Será que um atirou no outro e, em seguida, tirou a própria vida? Ou teria sido um pacto suicida?

É chegado o momento de desenterrar velhas lembranças e tentar dar algum sentido a essa surpreendente história.

Dados Técnicos: 2014*, 168 páginas, Editora Nova Fronteira, Agatha Christie.
* Originalmente lançado em 1972

Resenha: Quando se pensa em Agatha Christie, logo se imagina um crime a ser solucionado. Um crime recente, ainda em tempo de prender os culpados.
Não é isso que encontramos em os elefantes não esquecem. O livro é sobre a resolução de um caso que ninguém conseguiu provar se era um crime, um acidente ou um suicídio.

Investigativo: Ao contrário do que se espera da autora, essa obra não é um Thriller. Isso não quer dizer que seja um livro ruim, longe disso, apenas que não há praticamente nenhuma ação na história. Assistimos a uma grande investigação conduzida por 
Hercule Poirot, mas, principalmente por outra personagem, uma escritora de romances policiais inglesa chamada Ariadne
.

Alter Ego?: É bem possível que a autora tenha brincado se colocando na história como a simpática Ariadne. Ela se mostra bastante esperta em filtrar as informações obtidas em entrevistas com as mais diversas pessoas envolvidas com as vítimas do suposto crime. No final quem acaba juntando as peças é mesmo o famoso detetive.

Dá para resolver: Com um pouco de perspicácia e a experiência de ter lido toda a obra sobre Sherlock Holmes, consegui desvendar o caso antes do final do livro. Ao contrário do que alguns dizem, de que a autora costuma ocultar fatos do leitor, tornando impossível a resolução dos casos em seus livros, não é o que acontece nessa obra. Todos os dados estão disponíveis para um leitor observador.

Bom, como sempre: A escrita fluida, as descrições ricas sem serem chatas e os diálogos consistentes fazem dessa uma obra gostosa de ler. Não é aquele livro que mudará a sua vida, mas dará boas horas de divertimento.

"- Estou me despedindo de você, pois vai partir numa viagem de descobertas - disse Poirot. - A la recherche des éléphants

Nota e conclusão: Um livro bem feito, sem falhas e bom de se ler. Não muda a vida de ninguém, mas merece uma chance. Nota 3.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Resenha - O livro do Destino de Raphael Miguel

O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor?

É com essa pergunta que iniciamos essa resenha do livro do destino escrito pelo autor brasileiro Raphael Miguel

Capa: 

Sabe aquela capa que você entende melhor após efetuar a leitura?
Esse é o caso, então se eu falar muito, será um spoiler. Confesso que não me chamou muito a atenção à primeira vista, mas após ler o livro, fez bastante sentido.

Sinopse: O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor, interferir no futuro e destruir realidades? O que faria se um instrumento de tamanho poder caísse em suas mãos? Praticaria o bem ou o mal? Utilizaria para sanar as desgraças do Mundo ou para alcançar objetivos egoístas? Tentaria salvar àqueles ao seu lado, ou salvaria apenas a si próprio? Eric Dias é um rapaz de recém feitos dezessete anos. Pacato, vive uma vida tranquila, sem grandes preocupações. No entanto, um presente inusitado pode alterar para sempre seu destino e de todos ao seu redor. O que o rapaz fará com tal responsabilidade sobre seus jovens ombros? 

Dados Técnicos: 2016, 206 páginas, Editora Chiado, Raphael Miguel.
Link para compra: O livro do destino

Resenha: Quando se ouve falar dessa obra pela primeira vez, logo vem à mente a obra japonesa "Death Note" na qual um rapaz encontra um caderno onde pode escrever o nome de pessoas que deseja a morte.
Nessa obra também há um livro superpoderoso e uma criatura que serve de guia para ele.
As semelhanças acabam por aqui, pois o livro do destino é ainda mais poderoso e, enquanto a obra japonesa foca na fantasia e na investigação, essa aqui foca na parte moral e ética de como se lidar com tamanho poder.

Presente ou maldição?: Essa é a dúvida que paina na mente do jovem Eric. Ao receber o livro, ele primeiro imagina estar com um grande presente nas mãos, uma grande oportunidade, mas, com o tempo, isso se torna um problema tão grande que chega a colocar sua vida em risco.
O livro enfatiza bem as relações familiares do garoto, principalmente com o falecido avô, aquele que lhe deixou o livro de herança.

Começa bem: O livro é um daqueles "page turners" pois você é logo fisgado pela história e quer saber no que vai dar. O autor "pega" o leitor de forma bem rápida.

Enrola no meio: Entre a descoberta do livro e o final, eu senti uma "barriga" na história. Você espera por grandes acontecimentos, mas eles não vêm. Acho que faltou mostrar o livro sendo usado mais vezes nessa parte.

Final para pensar: Confesso que fiquei bastante surpreso com o final da obra. Mais até do que contar uma história, o livro do destino é um livro que provoca o leitor a pensar. A se colocar no lugar daquele garoto e pensar: "O que será que eu faria"

"Nós escolhemos o nosso próprio destino

Nota e conclusão: O primeiro livro "full size" do autor mostra que ele não veio para brincadeira e pode se tornar um expoente no mercado nacional. O livro do destino tem uma ideia muito interessante e um final de virar a cabeça, mas ficou devendo um pouco mais de ação.
Também não gostei muito dos vilões da história. O tamanho proposto do vilão e o que ele acaba por fazer durante a história me soou meio incompatível.
Leia! É um livro que passa bem rapidinho e diverte! nota 3,5 no Skoob!


E você leitor, já leu o livro do destino? o que achou?
Deixe seus comentários:

domingo, 9 de abril de 2017

Amazon divulga mais vendidos de março - panorama do mercado

Olá para todos que acompanham esse blog e se interessam por literatura.

Recebi hoje uma atualização da Amazon sobre as vendas do mês de março/2017. E por ela podemos fazer uma pequena análise de como anda o mercado no Brasil.

É importante lembrar que essa lista não representa todo o mercado, mas apenas uma parte dele, entretanto, é uma amostragem de bastante relevância.

De cara chama atenção a disparidade entre nacionais e estrangeiros: Só uma das Obras é de um autor nacional. Nove são traduções.

A cena entre ficção e não-ficção se mostra equilibrada: 6x4 para a ficção.

A briga entre clássicos e contemporâneos também se mostra acirrada: 5x5

Entre autores e autores, vantagem para eles: 7x3

A diversidade da lista chama bastante a atenção porque encontramos 2 livros voltados para a educação, 2 de auto-ajuda, 2 focados em terror, além de romance, fantasia e até quadrinhos.

Porém, o que mais se mostra díspar, é a baixíssima representatividade dos autores nacionais. Para quem se interessar em ver a lista com mais detalhes, com os 10 mais vendidos por editora, pode ver os dados aqui: https://www.amazon.com.br/gp/b/ref=pe_2431100_233541150_pe_ecg/?ie=UTF8&node=16271670011

Fica a pergunta: Por que o brasileiro valoriza tão pouco a literatura feita no próprio país?

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Resenha - O beijo da morte (Sob a luz das galáxias) de Judie Castilho

Olá meus caros, como vocês estão?
Hoje é dia de resenha. E de livro nacional dos bons. Se você ainda tem preconceito com os autores brasileiros, aqui vai mais uma prova do seu engano...

Capa:

Sinopse: Uma romântica e perigosa história, vivida sob a luz das galáxias. 

Uma jovem audaciosa, disposta a tudo por seu amor... 
Um homem poderoso, capaz de matá-la só por amar-lhe... 
Um povo cruel, que não tem limites em sua luta pelo poder... 
A paz entre os planetas ameaçada, como nunca antes... 
E o amor pode se tornar a arma perfeita para uma guerra intergaláctica. 


Resenha: O beijo da morte é uma obra que mistura romance e ficção científica.
A parte romântica conta a história de Haysla, uma adolescente envolvida em um complicado triângulo amoroso. A parte científica mostra uma galáxia repleta de planetas habitados por diferentes tipos de pessoas. Esses planetas estão unidos sob uma espécie de ONU interplanetária, a União Universal ou apenas Uni-Uni.

Haysla: A personagem principal do livro é o grande motor dessa história. Ela é a heroína e, de certa forma, a vilã também. Haysla tem um temperamento muito forte, que algumas horas nos deixa irritado e em outras nos faz torcer por ela.
Ela tem apenas 16 anos e completa 17 durante a história. Por isso, é esperado que seja imatura e inconsequente. Tudo gira em torno dela e a personagem adora que seja exatamente assim.
É através dela que experimentamos toda a trama romântica do livro e entendemos como ela acaba dividida entre dois homens bastante diferentes: o todo poderoso Benjamin e o fortão, porém dedicado, Keynel.

Um universo a ser explorado: Haysla e sua meio-irmã/melhor amiga Vyolet chegam a Frantila para estudarem no melhor colégio das galáxias. A partir daí conhecemos um universo cheio de povos com características físicas e poderes distintos. Sim, as pessoas possuem dons que os terráqueos não tem, além de desconhecerem a existência de outros planetas habitados.

Apesar de o clima amoroso, principalmente o romance proibido entre Haysa e Benjamim ser o fio condutor da trama, faltou, para mim, equilíbrio entre esses dois lados. A obra vai agradar em cheio ao seu público alvo, mas eu queria mais da ficção científica e menos da parte amorosa da trama.
Isso talvez tenha acontecido porque deve ter sido muito difícil para a autora construir todo esse universo, nomear cada raça, cada planeta, definir escalas de poderes, órbitas e tantos outros detalhes que tornaram esse livro bastante rico em sua ambientação.

Eu gostaria muito de ver uma versão ilustrada com imagens das diferentes raças, dos planetas, das plantas, animais e paisagens descritos nesse livro. Um trabalho muito bem feito mesmo.

Roupas e mais roupas: E é justamente na capacidade de descrição que surge algo que me incomodou um pouquinho. A autora descreve com muitos detalhes as vestimentas dos personagens, principalmente até o meio do livro. Eu não via a hora de passar por essas partes para saber mais sobre o universo.

Superlativa: Num mundo com tantas obras iguais, chama a atenção o estilo da autora e o uso de superlativos para descrever pessoas e objetos. Um vestido chiquérrimo, um homem elegantíssimo e assim por diante. A escritora tem um estilo e acho que seria capaz de reconhecer em outro texto, mesmo sem saber que é dela.

Revisão, sempre ela: Este é um problema comum à maioria dos livros nacionais contemporâneos. Aqueles errinhos de digitação e gramática que ficaram para trás por falta de uma revisão profissional. Não culpo os autores, inclusive, é nítida a qualidade do texto, mas as editoras por deixarem isso acontecer. Em sua ânsia por maximizarem os lucros, elas deixam de fazer as tão importantes etapas da revisão e do copidesque ou contratam serviços mais baratos e de menor qualidade. Esse problema também acontece no meu livro e me deixa bastante indignado com a editora.

Recomendado: O beijo da morte é um livro capaz de agradar uma gama bastante variada de pessoas. Quem quer um romance dos bons vai encontrar uma ótima história e quem prefere a ficção científica também vai se divertir bastante. Lerei a continuação com certeza.

Nota 4. É uma obra que superou as minhas expectativas e revelou uma autora talentosa para o mercado. É diferente de tudo o que eu já tinha visto e tem um projeto gráfico lindíssimo.
Agora você escolhe leitor: Team Benjamin ou team Keynel?

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Resenha - Contos de Terror, de Mistério e de Morte de Edgar Allan Poe

Gosta de uma boa história de terror, caro leitor?
Então ajuste-se bem à cadeira e acompanhe a resenha de hoje sobre uma obra clássica.

Contos de Terror, de Mistério e de Morte



Sinopse: Edgar Allan Poe é um nome que figura em qualquer antologia de clássicos da literatura mundial. Com esta coletânea, o leitor entrará em contato com alguns dos melhores exemplos da obra do criador do conto policial, em que se associam medos reais a casos extraordinários.

Dados Técnicos: 1981, 249 páginas, Editora Nova Fronteira, Edgar Allan Poe.

Resenha: Por que resenhar um livro tão antigo, com quase 200 anos, perguntariam alguns. Pois eu digo: Porque as pessoas precisam, de tempos em tempos, serem relembradas sobre a existência de autores e obras como esta.

Edgar Allan Poe é reconhecido como um dos grandes mestres do terror e do suspense, principalmente pelo poema "O Corvo".
Mas este é um livro de contos e O corvo não está aqui incluso, o que não desmerece de forma nenhuma a obra, já que outras grandes obras do autor estão aqui contidas.

Linguagem difícil: Com quase 200 anos nas costas, é esperado que o livro tenha uma linguagem bastante complicada, por isso, se você é daqueles que só lê se for bem facilzinho e fluído, volte daqui a 10 anos quando estiver com maior maturidade.

Altos e baixos: Como na maioria das coletâneas de contos, há alguns que gostamos mais e outros que não gostamos muito. Todos os contos são muito bem escritos, sem exceção, mas, às vezes, não nos identificamos mesmo com alguns deles. Isso pode fazer a leitura se arrastar um pouquinho.

Não muito aterrorizante: Talvez pela passagem do tempo e contato com obras mais modernas, não consegui ficar assustado com a grande maioria das situações propostas. O autor abusa de descrições exageradas sobre o tanto de medo que as pessoas sentiam devido ao problema pelo qual passavam, mas não me cativou nesse sentido.
Algumas situações me pareceram até divertidas, mas isso pode ser apenas fruto da minha mente doentia...

Clássico e pronto: Vale a pena sim conhecer a obra, mesmo que seja num livro de 1981 como foi o meu caso, com páginas amareladas pelo tempo e lombada querendo ruir. 4 de 5 estrelas.


domingo, 2 de abril de 2017

Lançamento da Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea | Além da Terra Além do Céu

Olá meus caros amigos. Ávidos por novidades? então vamos lá:

Convido todos a conhecerem a nova obra da qual faço parte; A antologia de poesia brasileira contemporânea a se chamar:  Além da Terra Além do Céu


Serão três livros com 500 páginas cada, totalizando 1500 poemas de diversos autores brasileiros. Uma fotografia bastante acurada do cenário poético contemporâneo.

Em um deles estará o meu poema batizado: "Insanidade"

É uma singela participação, embora marque a minha estréia como poeta, agora que já publiquei outras obras em formato de prosa.

O evento de lançamento acontecerá no teatro Gazeta que fica na Avenida Paulista, 900 em São Paulo.
Será no dia 7 de maio de 2017 das 11:00 às 14:00 horas.

A entrada é franca, porém o evento é limitado ao tamanho do teatro que comporta 700 pessoas.

Nos vemos lá!

Dan Folter!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Resenha - Lágrimas de Rhanor de Daniel S. Lima

Olá desinformadoss.
Hoje é dia de resenha no canal. E resenha de livro nacional e independente. 

Bora conferir?

Capa:



Uma capa muito bonita e profissional. Chama a atenção e é 100% condizente com a história.

Sinopse: Um antigo mal renasceu...

No mundo de Enora, um exército maligno ressurgiu, formado por tudo que é mau e cruel.

Sedento por sangue, suas legiões semearam os campos com os corpos dos que ousaram enfrentá-los. No comando dessa horda, liderando suas lanças e espadas, estava o mago corrompido: Vorlak, o Profano.

Sua ira e sua cobiça fizeram espalhar um grande temor, e a simples menção de seu nome fez com que reis se curvassem diante de suas exigências. Diante de tal legião maligna, as forças da luz se mobilizaram em uma desesperada investida. O rei Arluz e seus heroicos companheiros partiram para deter as forças do mal; no entanto, não houve êxito em sua demanda. Porém, seu sacrifício não foi totalmente em vão, e eles conseguiram atrasar o avanço de Vorlak.

Vinte anos depois, o descendente de Arluz, o príncipe do reino de Etinas, acorda de um pesadelo sem saber que o simples abrir de seus olhos, naquela manhã, seria o primeiro ato para cumprir o destino que começava a se desenrolar perante ele.

Aquela era a demanda deixada por seu pai, sua Herança de Sangue.

Dados Técnicos: 2016, 232 páginas, Independente, Daniel S. Lima.

Resenha: Leitor, você conhece RPG?
Role Playing Game (jogo de interpretação em tradução livre) é um jogo que foi muito popular nas décadas de 80 e 90, principalmente em sua vertente medieval, popularizada pelo jogo chamado Dungeons & Dragons.
Por que estamos falando disso?
Porque se você gosta dos RPGs medievais, vai gostar bastante de Lágrimas de Rhanor. A obra do escritor brasileiro Daniel S. Lima bebe tremendamente dessa fonte em tudo o que há de bom e de ruim no estilo.

Aventura: Tudo o que se pode esperar de uma aventura de RPG medieval pode ser encontrado nessa obra. Um grupo de guerreiros enfrentando inimigos poderosos, um necromante que busca dominar o mundo, criaturas fantásticas, magia.
O livro segue, em geral, uma linha narrativa bastante frenética, colocando o leitor sempre dentro da aventura.
Há pouco espaço para descrições mirabolantes ou grandes tramas psicológicas. O negócio aqui é a ação.

Pouco profundo: O livro começa com um grande flash back mostrando um pouco da história dos antepassados do personagem principal, mas, de resto, segue na linha "jornada do herói".
Temos um príncipe que precisará aceitar o chamado do destino e repetir os feitos de seu pai e de seu avô, mesmo que isso signifique a morte.
O personagem principal, o príncipe Teron é essa figura honrada e determinada, que fará de tudo para defender o seu reino.

Tramas não explicadas: A mania por produzir séries se espalhou pelo mundo literário e aqui temos outro exemplo. O autor não se contentou em produzir uma história fechada e Lágrimas de Rhanor é, claramente, a primeira parte de uma obra cujo tamanho ainda desconhecemos.
Durante esse primeiro livro, ele abre vários assuntos, como os viajantes que aparecem na festa ou a rixa entre os mentores de Teron. Romances se desenham no horizonte e vários personagens, lugares e histórias são citados.
Espera-se que o autor tenha feito tudo isso de propósito e saiba como fechar todas essas pontas que ficaram abertas. Se foi de propósito, pode resultar em algo grandioso ou senão, se perder na quantidade de eventos. Só o tempo dirá.


Batalha: A história segue até seu ápice onde uma grande batalha acontece e, infelizmente, essa é a a parte do livro com mais problemas. Na ânsia de utilizar uma quantidade variada de criaturas, o autor simplesmente despejou-as na história, sem preparar o leitor para elas ou explicar direito de onde surgiram. Foi como num passe de mágica.
O resultado é que a confusão atrapalhou uma sequência de batalha bastante interessante, deixando-a confusa devido ao excesso de elementos.

Tem talento, mas precisa de direção: A escrita do Daniel é objetiva e fluída. O estilo do autor casa bem com a história proposta, mas fica claro que o livro precisa de uma boa revisão e de um editor para chegar ao mercado com mais seriedade.
O autor incorre em erros simples como usar parágrafos muito grandes, repetir palavras em demasia ou cometer erros de português.
É preciso lembrar que o livro é independente, o que explica esses deslizes.

Conclusão: Lágrimas de Rhanor é uma obra que valeu a leitura. A história é interessante, apesar das pontas soltas e os problemas de estrutura podem ser corrigidos facilmente. Leva três estrelas no skoob.
Leia se você jogou RPG alguma vez ou se gosta de fantasia medieval.