segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha - O Peregrino de Leon Uris

Capa:


A capa, de estilo já um tanto ultrapassado, mostra o nome do autor maior que o do livro e ainda se refere a outras obras dele.

SINOPSEA bela aldeia de Tabah ficava na Palestina. sobre um outeiro no vale onde Josué suplicara ao Senhor para que o Sol parasse... de uma geração árabe para outra, pouco mudara. Então vieram os judeus, reclamando um pântano próximo e criando uma atmosfera hostil... depois disso, tudo mudaria para sempre..


DADOS TÉCNICOS: 1984, 546 páginas, Editora Record, Leon Uris

RESENHA: O Peregrino é um livro que investe num estilo bastante em voga ultimamente: a ficção histórica.
Nele, somos levados à aldeia de Tabah, a mais de cem anos atrás, no local onde hoje fica a Palestina.
A história se segue pelo primeira metade do século passado, mostrando como a aldeia e seus moradores são influenciados por grandes eventos como as duas grandes guerras mundiais, mas principalmente, pela criação do estado de Israel.

UMA AULA DE HISTÓRIA: O autor utilizou de forma perfeita a história para nos mostrar como era a vida de uma família islâmica naquele tempo e local. As tradições locais, reguladas pelo Corão, podem ser chocantes para um ocidental, principalmente na forma como as mulheres eram, e infelizmente ainda são, tratadas.
O livro também busca explicar historicamente o ódio existente entre árabes e Judeus, mas o faz de forma nada enciclopédica, mas utilizando a história e os excelentes personagens.

PERSONAGENS: O ponto alto de O Peregrino são os personagens ricos e envolventes que nos conduzem pela história. Desde o pai e chefe (Muktar) da tribo Ibrahim, sua esposa Hagar e seus vários filhos, com ênfase especial em Ismael, o caçula e Nada, a menina que passa por maus bocados durante a história.

DURO E FORTE: Por ser uma história calcada numa realidade difícil, O Peregrino não poupa o leitor de momentos difíceis durante a história. Assassinatos, estupros, absurdos familiares, crimes de guerra e outras situações difíceis são mostradas de forma bastante crua pelo autor.
A intenção não é chocar pela fantasia nem romantizar essas situações, apenas usar a ficção para mostrar a dura realidade pela qual aquelas pessoas enfrentam.

AUTOR JUDEU FALANDO DE ISLÂMICOS?: O autor se esforçou bastante para ser idôneo e não usa o livro como propaganda anti islâmica, como se poderia pensar. Apesar disso, é preciso realizar a leitura com os filtros ligados ao máximo, já que sabemos que não existe opinião totalmente idônea, todos somos influenciados por algo e isso ficará exposto naquilo que escrevemos.
O fato de o autor ser judeu apenas mostra o quanto foi habilidoso em escrever essa história, sem parecer uma propaganda religiosa ou uma mensagem de ódio.

AVALIAÇÃOO Peregrino é um daqueles livros que nos fazem repensar nossos valores, olhar para as nossas vidas e agradecer pelo que temos. Também é uma obra que nos ajuda a entender um pouco melhor o conflito entre os povos que vivem no oriente médio, tentando não fazer julgamentos levianos ou precipitados.
Ganhou nota 4,5 no Skoob apenas pela parte final, onde pareceu que o autor correu com algumas resoluções, ao contrário do ritmo mais cadenciado do resto do livro.

E vocês leitores. já conheciam o Peregrino ou o autor, Leon Uris? Convido-os então a procurar pelas obras dele, pois este não é o único ótimo livro que nos deixou. Outras resenhas virão.

Abraço

Dan Folter!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Conheça Dicotomia e nos ajude a publicá-lo

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje quero compartilhar com vocês a obra que estou escrevendo para um concurso promovido em conjunto pela plataforma de leitura online Luvbook e pela Ler Editorial.

A ideia gira em torno de histórias que falem sobre amizade. Deve englobar o público young adult (18 a 25 anos, mais ou menos), ter de 50 a 90 mil caracteres sem espaço e ser publicada entre 1 de junho e 20 de setembro de 2017.

Com essa premissa, criei a história que se chama "Dicotomia" e cuja capa coloco abaixo


Sinopse: Letícia e Karina eram melhores amigas até o dia em que Matheus surgiu entre elas...

A história é narrada em primeira pessoa por Letícia, uma mulher dividida entre a amizade e o amor, mas, pera! Se você está esperando um triângulo amoroso clichê, se prepare para grandes surpresas nessa obra onde nem tudo é o que parece...

As quatro melhores histórias serão reunidas numa coletânea e lançadas pela Ler Editorial.

Além disso, os livros de maior sucesso entre o público também serão premiados pela plataforma.


As Mais Irresistíveis – Histórias mais visualizadas; 

Escolhidas pelo Público – Histórias com mais votos; 
As Mais Populares – Histórias mais comentadas; 
As Mais Mais – Histórias mais adicionadas às bibliotecas dos Luvbookers;


Por isso, peço a quem usa a plataforma que adicione o livro à biblioteca, leia, comente e deixe o seu voto.

E claro, nos diga se gostou da história, o que mudaria, se achou um erro de revisão, etc!

Abraços

Dan Folter!

domingo, 2 de julho de 2017

Blog Leitura descontrolada faz aniversário e quem ganha é você

O blog parceiro do desinformados Leitura Descontrolada está fazendo aniversário. Parece mais, mas é só um aninho desde a sua estreia.
E esse evento merece uma comemoração de respeito, por isso serão sorteados não 1, mas 6 kits contendo livros e marcadores diversos.

E nós também estamos participando no kit 03.


Para concorrer, basta entrar no leitura descontrolada, escolher os kits que mais lhe interessam e cumprir as regrinhas que estarão descritas junto aos kits.

Entre lá e participe você também: http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/2017/07/sorteio-aniversario-de-01-ano-leitura-descontrolada.html

E aproveite para seguir o blog e colocá-lo nos seus favoritos, assim você acompanha sempre o que há de mais legal na literatura.

Boa sorte!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Resenha - Wayne de Gotham - Tracy Hickman

Capa:

A capa foi feita para ser chamativa e apela para um símbolo bem conhecido. É um livro para fãs de Batman

SINOPSEPor trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane.


DADOS TÉCNICOS: 2013, 270 páginas, Editora LeYa, Tracy Hickman

RESENHA: Wayne de Gotham é, como o próprio nome deixa claro, uma história do Batman, mas qual versão do homem morcego encontramos aqui?
Encontramos um Batman um pouco mais velho, bastante ranzinza, solitário e soturno, indo de encontro às versões mais modernas do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos.

HISTÓRIA: O autor utilizou uma trama acontecida no passado para motivar a história atual. Acontecimentos que envolve o falecido pai de Batman, Thomas Wayne, por esse motivo, somos apresentados a vários detalhes sobre tomas, desde sua mais tenra infância até o período em que ele é um médico recém formado e começa a administrar o conglomerado herdado da família.

BAT-ARMADURA: A  bat-roupa, como o autor nomina é praticamente uma armadura, como nos filmes de Tim Burton, algo que não me agrada muito, já que prefiro o morcego como uma figura ágil e silenciosa e não uma versão da DC do homem de ferro. O autor passa algum tempo descrevendo as tecnologias de blindagem, as facilidades do capuz e o grande perigo para o maior detetive do mundo é acabar a bateria...

DISTRAÇÕES: A história no presente apresenta elementos que parecem ter sido inseridos na trama apenas para distrair o morcego e o próprio leitor. Parece um recurso narrativo, mas alguns desses itens acabam ficando sem explicação. Inimigos tradicionais do morcego (não citarei quem para não dar spoiler) aparecem do nada e nem todos eles acabam sendo bem explicados.
Você chega ao final da história e se pergunta por que raios tal personagem apareceu? Uma tentativa de fã service? Sinceramente não funcionou muito bem.


TRAIÇÕES, REVIRAVOLTAS E FINAL: O autor se arriscou bastante ao envolver Thomas Wayne, Martha Wayne e até mesmo Alfred numa trama que mostra como esse pessoal não é tão santinho quando se pensava. É o tipo de coisa que vai empolgar alguns leitores e enfurecer outros.
Mas para o final, temos algumas reviravoltas e surpresas que elevam a percepção do leitor em um final que podia ser mais empolgante.

AVALIAÇÃO: Wayne de Gotham peca pela falta de ritmo e por mostrar um Batman dependente demais da tecnologia. O lado detetive também podia ser melhor explorado.
Os flash backs tomam metade do livro e se demoram bastante até trazerem algo realmente relevante.
É uma obra destinada para quem já tem conhecimento da mitologia do personagem, já que o tempo todo aparecem personagens e vilões que um leitor de primeira viagem não vai conhecer e terá sérios problemas de entendimento.
A nota é 3,5. Um livro interessante, mas com problemas de ritmo e uma versão do Batman que pode não agradar a todo mundo.


E você leitor? Já leu Wayne de Gotham ou algum outro livro com personagens oriundos de quadrinhos?
Então deixe seu comentário abaixo.

Abraço

Dan Folter

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Crônica - Positivismo é irritante

Ser positivo é uma coisa boa, certo?

Diz uma certa teoria que os pensamentos tem a capacidade de atrair energias semelhantes, sendo assim, ao vibrar em boas energias, podemos trazer a nós as benesses desse mundo.

Apesar do meu ceticismo quanto à essas teorias, acredito que não há problema em vibrar positivamente, a questão é quando isso é feito de forma exagerada, não-natural.

Tomemos o caso de uma certa empresa e seu departamento comercial: Alguém achou uma boa ideia que o "bom dia" aquele cumprimento cordial de nossas manhãs precisasse ser dado aos gritos.

Isso mesmo. A pessoa que acaba de chegar ao recinto berra com todas as suas forças, assustando todos os seres vivos no raio de um quilômetro.

Me imagino trabalhando nesse departamento e chegando naquele dia meio ruim, aquele pequeno mal humor que passa rápido e sendo recepcionado com uma histeria coletiva de "bom dias"

É esse mesmo positivismo que vejo em algumas pessoas ditas "espiritualizadas". São aquelas pessoas meio "bicho-grilo", que não fazem mal a ninguém, é verdade, mas que enxergam qualquer coincidência como uma obra divina que, necessariamente, irá nos levar a um lugar melhor.

É algo como: Veja! estamos ambos de verde e, como verde é a cor da esperança, o nosso dia será uma maravilha!

Me imagino entrando naquele ônibus lotado as sete da manhã e abordando todas as pessoas que estão com a mesma cor de roupa, apenas para comunicar-lhes que vibramos na mesma energia e todos teremos um dia espetacular.

Talvez os deputados deveriam ir ao plenário todos com a mesma cor, acenderem um incenso de citronela e ler um livro de auto-ajuda no palanque. Isso sim resolveria os problemas do Brasil.

Acredito que a felicidade é um estado temporário, assim como a tristeza. Se você vive em constante positivismo, deixa de comemorar quando algo bom realmente lhe acontece e acaba por não perceber a diferença, vivendo num constante estado de torpor auto-induzido.

Para compreender melhor sobre o assunto, sugiro que assistam à excelente animação "Divertidamente" (Inside out) lançada em 2015.

Desejo um bom dia (falado em tom baixo, porém sincero) para todos vocês que leram até o final.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Antologia Amor sem limites - Mande seu conto

Olá Desinformado!



Se você também gosta de escrever, tem uma boa chance na antologia Amor sem limites organizada pela escritora Cris Magalhães e onde estarão participando outros escritores como eu.



Quer saber mais? Então confira o post original



Antologia Amor sem limites: crys e fantasia



Abraço



Dan Folter!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Projeto Pegaí leva cultura grátis para a população.


Muitas vezes reclamamos das dificuldades culturais em um país como o Brasil. O número baixo de leitores, os downloads ilegais, a preferência pelos autores de fora em detrimento dos nacionais...

Mas o que estamos fazendo para mudar isso? Reclamar da incompetência dos nossos governantes sentados no conforto dos nossos sofás não mudará muita coisa.

Esse foi o sentimento que tive ao conhecer o professor Idomar Cerutti. Ele me apresentou ao projeto Pegaí, que leva literatura para as pessoas de forma gratuita.


O projeto criado em 2013 na cidade de Ponta Grossa, Paraná tem como objetivo difundir o hábito da leitura oferecendo livros em locais públicos para a população. Funciona como uma biblioteca pública, mas sem a burocracia e a elitização que esse modelo carrega.

Em pontos espalhados pela cidade, os leitores podem pegar e levar para casa os mais diversos livros. Depois basta devolvê-los nos mesmos pontos de forma simples e rápida.

Os livros utilizados são obtidos através de doações, uma vez que o projeto é inteiramente sem fins lucrativos e gerenciado por voluntários.

Enviei para o projeto dois exemplares de "O Mistério de Boa Esperança" que espero sejam bem aproveitados pela população da cidade e das cidades vizinhas, já que o projeto está crescendo.


Se você quer saber mais sobre o projeto, acesse a página oficial http://www.pegai.info/ e se você tem livros e deseja doá-los para o Pegaí, entre em contato através do e-mail contato@pegai.info

Vamos divulgar essa iniciativa e torcer para que surjam outras pelo Brasil. Todo mundo sai ganhando!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha - O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira

Olá povo.

Vamos conferir mais uma resenha? É livro nacional e aposto que poucos de vocês o conheciam.

O pálido véu do pecado de Leandro Zerbinatti de Oliveira

Capa:

A ideia da capa me parece muito boa, embora a execução não tenha saído tão interessante. Falta contraste aos elementos, pois tudo ficou muito cinza e branco. Apesar disso, representa bem a história.

SINOPSEHá incontáveis gerações, uma maldição caiu sobre o mundo. Ela foi contida por uma brava guerreira, mas não erradicada, de modo que, ao final de cada era ressurge para assolar a humanidade.
Para enfrentá-la, a salvadora original criou uma ordem sagrada que, chegada a hora, se incumbiria de enviar uma nova salvadora para conter o mal.
Dessa vez, a escolhida é Sivrinn. Na companhia de sua guardiã, ela deverá trilhar um caminho repleto de perigos e provações, que a conduzirão até a origem da maldição, onde deverá tomar uma decisão para a qual treino algum a preparou.
O trajeto, porém, apresentará desafios e verdades que ela sequer imaginava possíveis. O mal e a loucura se manifestarão em locais inesperados, revelando suas facetas mais grotescas. No fim, Sivrinn perceberá que nem sempre as escolhas podem levar a uma consequência benigna.


DADOS TÉCNICOS: 2016, 125 páginas, Independente, Leandro Zerbinatti de Oliveira

RESENHA: O pálido véu do pecado conta a história de uma mulher destinada a salvar o mundo quando uma maldição tomar conta de tudo. Para isso ela vive em uma ordem religiosa onde aprenderá tudo o que precisa saber para deter a maldição e onde se manterá pura (virgem) para a missão.

Sivrinn, também chamada na história de peregrina é ajudada por outra personagem bastante importante: sua guardiã Kraithia. Ela é especialmente treinada em luta e sua missão é defender a peregrina.

HISTÓRIA BEM CONTADA: O autor se saiu muito bem ao não revelar os detalhes da história muito rapidamente. Sabemos apenas que há uma maldição e que a peregrina precisa acabar com ela, mas não recebemos muita informação, o que funciona muito bem para despertar a curiosidade do leitor.

CHECK POINTS: A peregrina conta com uma ajuda bastante interessante em sua jornada. Sempre que encontra um tipo específico de estátua pelo caminho, ela pode executar um ritual que a permitirá renascer a partir daquele ponto em caso de morte. Um conceito que lembra muito o utilizado nos video games, mas que o autor soube usar muito bem na história.

REVIRAVOLTAS E FINAL: A história acaba por nos trazer explicações de como a maldição surgiu e porque a peregrina é a única que pode desfazê-la. Também nos mostra que existem outras como ela tentando realizar a mesma missão e termina de uma forma bastante surpreendente.

AVALIAÇÃO: O pálido véu do pecado é uma boa história, que prende a atenção do leitor, anda no tempo certo e tem um final bastante interessante.
Peca pelos problemas comuns a obras independentes como pequenos erros de revisão, mas que de forma nenhuma prejudicam a leitura.
Leva uma nota 4 no Skoob e fica a curiosidade para mais obras do autor.


E vocês, já leram esta ou outras obras do Leandro? O que acharam?
Deixem seus comentários aqui:

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resenha - Lenço Vermelho de Nuccia de Cicco

Olá meus caros leitores.

Hoje tem uma resenha diferente de todas já postadas aqui. Isso porque o conto resenhado é erótico.

Muitos que nos acompanham talvez não saibam, mas estórias eróticas não costumam fazer o meu gosto pessoal. Apesar disso, acabei lendo esse por se tratar de uma autora parceira e amiga, a Núccia de Cicco.

Vamos para a resenha?

CAPA: 

Ao contrário de muitas capas do estilo, que apelam para a nudez parcial ou total como chamariz de venda, Lenço Vermelho ganha pontos por passar uma boa ideia da história, entregar o estilo e não ser apelativa. Ponto para a obra!

SINOPSEEm meio ao caos de uma guerra, eles se encontraram. Porém, ela nunca soube como era sua fisionomia, pois em todos os seus encontros devia usar uma venda. Cada encontro é intenso e cheio de prazer e essas sensações poderiam se estender por anos se ela já não estivesse cansada desse mistério todo. Uma decisão que pode mudar tudo.


DADOS TÉCNICOS: 2017, 19 páginas, Independente, Nuccia de Cicco

RESENHA: Uma mulher ruiva caminha pelas ruas de uma cidade em guerra. Ela tenta passar despercebida, mas seu biotipo a destaca na multidão. Apesar de não estar claro qual país ou guerra, o cenário criado em minha imaginação foi o da segunda guerra mundial e o país, França.

Levada pelas nuances da vida, ela acaba por conhecer um homem misterioso com quem vive aventuras amorosas rotineiras, desde que use uma venda para que não saiba a identidade de seu amante.

Sem dar muitos spoilers, posso dizer que o livro me trouxe uma boa leitura, pois a autora soube descrever as cenas com elegância, mesmo as mais quentes. O bom gosto na escrita fez com que o erotismo não fosse a razão única da história, mas uma parte importante dela.

Ao final, a tão esperada revelação de porque a moça precisava utilizar o lenço é bastante convincente, apesar de que alguns leitores podem preferir não ter feito essa descoberta.

Um conto competente, com uma história envolvente e um final bem planejado. Leva nota 4 no skoob e a recomendação para a leitura por qualquer fã de literatura e não apenas aos do gênero erótico.

domingo, 4 de junho de 2017

Resenha - Neo Nefelins (segredos revelados) de E.F. Costa

Olá Pessoal.
Estamos em férias do trabalho, mas o blog não para. E como avião é um convite para a leitura, vamos ter algumas resenhas chegando rapidinho. A de hoje é sobre o livro digital Neo Nefelins (segredos revelados) do autor brasileiro E.F. Costa.

CAPA: 

A capa, apesar de bonita e de contar com elementos que remetem à história acabou por me passar uma ideia errada. Mas aviso que o problema foi de entendimento da minha parte.
Os olhos grandes e o nome do personagem principal me lembraram lobos, então achei que a mitologia retratada tivesse algo a ver com lobisomens...


SINOPSESeria legal ter outra vida? Obter poderes sobrenaturais para fazer coisas incríveis? Willem Fenrir vivia sua vida de estudante e sonhador sem maiores preocupações do que as de sempre. Amor não correspondido, falta de dinheiro para fazer o que quer, entre outros dilemas... Tudo começa a mudar quando ele descobre ser filho de um ser espiritual com grande influência no mundo. 

Willem descobrirá nesta jornada quem são os Nefelins, a oculta Guerra Espiritual, seus Dons e Poderes sobrenaturais, bem como seu destino. Qual escolha ele irá tomar? Reinar secretamente sobre os humanos ou defende-los? Descubra acompanhando essa aventura! 

DADOS TÉCNICOS: 2016, 388 páginas, Independente, E.F. Costa

RESENHA: Willem Fenrir (ainda acho esse sobrenome meio de lobisomens) é um menino normal de primeiro ano do segundo grau na pacata cidade de São Estevão.
Ele faz o típico modelo de adolescente que não se encaixa na sociedade, até que, num lindo dia descobre que tem poderes sobrenaturais.

Essa descoberta é feita na forma de uma carta que ele e alguns colegas de colégio (inclusive a namorada) acabam recebendo.

Descobrimos então que eles são Nefelins. filhos de anjos e humanos, destinados a trazer o balanço de volta ao nosso mundo. Para fazer isso eles precisarão lutar contra humanos possuídos por anjos caídos (demônios) assim como os próprios anjos do mal.

PASSAGEM DO TEMPO: O Autor encontrou uma forma de acelerar o treinamento do grupo. Eles vão para um lugar onde o tempo passa bem mais devagar do que em seu mundo natal e passam cerca de dois anos lá dentro.
Quando retornam estão mais velhos, algo que seria facilmente notado pelos colegas e professores, apenar disso, todos parecem não perceber a diferença.

MITOLOGIA ANGÉLICA: Se você já leu a batalha do apocalipse ou outra obra do "Spohrverso" sabe do cuidado que ele teve ao descrever como cada classe de anjo funciona, chegando até a ser repetitivo. Em neo nefelins, acontece o contrário. O autor explica muito pouco e fica difícil entender como as coisas realmente funcionam.
Sabemos que os nefelins foram projetados para servirem ao lado escuro da força, mas não se sabe como eles podem ser mais fortes que os anjos, se tem apenas uma parte dele.
O autor traz um conceito energético chamado "sephiroth" para explicar, mas, para mim, ficou bastante confuso.

MEIO MANGÁ: As lutas são bem descritas, mas as transformações sofridas pelos personagens principais, assim como as armaduras que eles usam a partir de certo ponto, me fizeram lembrar bastante de alguns animes e mangás, principalmente cavaleiros do zodíaco. A diferença é o uso de espadas e até armas de fogo.
Eles também ficam com cabelos e unhas maiores ao se transformarem, outra influência bastante japonesa, ao que parece.

EVOLUÇÃO DE VIDEO GAME: Tomando cuidado para não dar spoilers, o livro acaba tendo uma sequência que lembra um jogo de video game, com o nível de dificuldade das missões e dos "chefes de fase" sendo elevado de forma gradual até o embate final.

DUALIDADE QUE NÃO FUNCIONA: O autor promete durante toda a história, a existência de um embate entre o bem e o mal dentro do protagonista. Mas essa promessa acaba passando longe de ser cumprida e sentimos que toda a ameaça acabou sendo para nada.

CANSATIVO: 388 páginas acabou sendo muito para um livro de fantasia sem muita novidade. Dá para perceber que o autor sabe escrever e tem uma boa história em mãos, mas ela precisa de uma edição qualificada para cortar esses excessos e de uma revisão cuidadosa para se transformar em livro impresso.

MEDIANO:  Fica com 3 estrelas de 5 possíveis. Leia somente se você gosta bastante de fantasia Young Adult.

domingo, 28 de maio de 2017

Resenha do desinformadoss é premiada

Olá caros leitores.

Já se vão dois anos desde que começamos a fazer resenhas aqui no blog, sempre primando pela qualidade e pela imparcialidade. Não importa se o livro foi comprado, baixado de graça nas promoções da Amazon ou recebido em parceria com algum autor ou editora.

Sempre procuramos dar a nossa opinião mais honesta, mesmo quando não gostamos de algo, mas sempre deixando claro ao leitor que, resenha é pessoal. Não é porque nós não gostamos de alguma coisa que outros leitores também não irão gostar.

Mas esse post é para comemorar que uma de nossas resenhas foi premiada por ter sido considerada a melhor sobre uma obra.

A obra em questão é a "Estranha Bahia" uma antologia nacional com a premissa em comum de misturar o estado da Bahia com acontecimentos fantásticos.

Para ler a nossa resenha, clique: Resenha Estranha Bahia

Foi com grande surpresa que descobrimos que havia um concurso para eleger a melhor resenha e que haviam prêmios envolvidos.

Vejam o resultado da promoção: Aqui

Após isso, fomos contatados pelo Ricardo Santos, um dos autores e organizadores da antologia para a entrega dos prêmios.
Cabia a nós escolher uma obra para ser recebida e escolhemos "Terra Sonâmbula" do autor moçambicano Mia Couto (resenha dele em breve aqui) além da versão impressa (muito bonita, inclusive) de "Estranha Bahia" e marcadores do livro.

Veja os prêmios:


A equipe do desinformados agradece a todos os envolvidos e segue incentivando a literatura nacional para que mais projetos como este se tornem possíveis.

Grande abraço a todos!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Revista Geração Bookaholic #8 já está disponível

Gosta de literatura e sente falta de um lugar que reúna resenhas, reportagens, entrevistas e muitos mais sobre o assunto?

Então você precisa conhecer a revista online Geração Bookaholic.

Capitaneada pela escritora Débora Falcão e contando com a ajuda de vários colaboradores como este que vos escreve, a revista é online, totalmente gratuita e tem periodicidade trimestral.

Na foto, a capa da edição 8 que destaca a presença feminina na literatura e o livro "O livro delas" escrito em conjunto por várias autoras nacionais.


A revista  também tem entrevistas com autores, resenhas, notícias sobre lançamentos e muito mais.

Chamo a atenção para a minha participação na seção "loucos por quotes" onde um autor cita trechos de suas obras favoritas. Na edição 8, temos a participação da Judie Castilho, autora de "O beijo da morte"

Na seção "capítulo bônus" falamos de livros mais antigos, e que não fizeram o sucesso que mereciam. Nesta edição trouxe o escritor galês Ken Follet com seu primeiro Thriller "O buraco da agulha"

Para acessar a revista, basta clicar no link: Revista Geração Bookaholic

Até mais e tenham uma boa leitura!

Dan Folter (Daniel Martins)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Resenha - As espiãs do dia D - Ken Follett

Olá meus caros.
Hoje é dia de resenha no canal e o livro escolhido foi "As espiãs do dia D" de um dos meus autores favoritos, o galês Ken Follett

CAPA: 

Uma capa bonita, com degradê em azul e um clima esfumaçado, perfeito para o tema de espionagem da obra.
Reparem como o nome do autor é maior que o do título do livro, uma demonstração do calibre do escritor.

SINOPSESegunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.

Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett. 

DADOS TÉCNICOS: 2015, 448 páginas, Editora Arqueiro, Ken Follett

SINOPSE: A junção de Ken Follett, renomado autor galês com o tema espionagem é garantia de um bom livro certo? 

Certo!

As espiãs do dia D, uma tradução não muito feliz para o original "The Jackdaws" traz o esperado para os fãs do autor e do gênero. Um livro com muito suspense e ação, do início ao fim.

PONTOS DE VISTA ALTERNADOS: Acompanhamos o andamento da trama pela perspectiva dos dois personagens principais, a oficial inglesa Flick e o oficial alemão Dieter. Ela tentando explodir uma central telefônica vital para os nazistas na França e ele fazendo de tudo para proteger a central, além de tentar pegar Flick e os outros espiões.
O autor sabe interromper e alternar de forma a deixar curioso, mas sem perder o leitor. 

VILÃO: Quem já leu outras obras de Follett sabe do talento do autor para desenvolver vilões envolventes, cheios de sentimentos, do tipo que quase torcemos por eles.
Não é diferente com Dieter. O homem que sente enxaquecas quando precisa torturar alguém, algo que abomina, é o melhor torturador entre seus pares e consegue as informações de formas bastante inusitadas.
Também acompanhamos suas paixões, relacionamento familiar e com outros membros do regime nazista. Um personagem memorável.

MEIO HOLLYWOOD: Ao ler a obra, muitas vezes parece que estamos vendo um filme. Algumas das soluções acontecem de forma um pouquinho forçosa, sempre por um triz, o que deixa tudo muito emocionante, mas tira um pouco da verossimilhança.

RELACIONAMENTOS DEMAIS: As espiãs do dia D é uma obra sobre guerra e espionagem. Ou, pelos menos deveria ser. Pode ter sido por influência de terceiros ou decisão do próprio autor, mas a história é preenchida de relacionamentos bastante desnecessários para a obra, alguns parecem pura forçação de barra para agradar à públicos mais específicos.
Essa "enrolação" acabou cobrando o seu preço no final da obra onde tudo se resolve um pouco às pressas.

CUMPRE O QUE PROMETE: Você não irá se decepcionar ao final dessa obra. Pelo contrário, ficará com aquela gostosa sensação de ter aproveitado bem o tempo passado com ela.
O que pesa contra é que, comparado com outras obras primas do mesmo autor, esse aqui fica um pouquinho abaixo, merecendo "apenas" 4 estrelas no Skoob.

E você leitor, já leu esta obra? O que achou?
E outros livros do mesmo autor?

Deixe seus comentários abaixo e vamos discutir literatura

Abraços

Dan Folter

domingo, 14 de maio de 2017

Palavras Perdidas é o novo parceiro do Desinformadoss

Nós avisamos que 2017 vinha com tudo, não é mesmo?
Então chega a hora de apresentar mais um blog parceiro. Dessa vez é o blog Palavras Perdidas.


E para começar essa parceria, nada melhor que uma resenha de O mistério de Boa Esperança, não é mesmo?

Resenha de O mistério de Boa Esperança

Eles disseram:

"O quão envolvido esse grupo está? Já que estão na cidade apenas por lazer, porque tudo isso está acontecendo? Serão os vampiros os culpados? Então porque a menina encontrada não se lembra de absolutamente nada que lhe aconteceu? Mistérios demais para uma cidade tão pequena quanto Boa Esperança."

Acompanhe a nossa barra lateral para mais novidades do Palavras Perdidas.

Grande Abraço

Dan Folter! 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O clube da meia noite resenha O mistério de Boa Esperança

E saiu mais uma resenha de O mistério de Boa Esperança.

O blog da vez é : O clube da meia noite



Eles disseram:

"o autor ele divide a narração por personagens isso eu achei o máximo, você se sente praticamente dentro do livro participando das aventuras de cada um do grupo"

"O Mistério de Boa Esperança é um livro que eu gostei bastante, não é uma historia arrastada de vai e vem, ela flui tranquilamente é cheia de segredos, aventura, suspense"

Quer ler a resenha completa?

Então confira lá o blog: Resenha O Mistério de Boa Esperança

E se quiser comprar o livro, ainda temos alguns para enviar autografado. Entre em contato:

danielregis@hotmail.com

Abraço a todos

Dan Folter!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Resenha - A Fundação de Isaac Asimov

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje é dia de resenha de clássico. Um livro conhecido como um dos pilares da ficção científica moderna. Bora conferir o que achamos dele?

Capa: 

A editora Aleph acabou criando uma série de capas parecidas para os livros relativos à Fundação (não são poucos). Funciona no sentido mercadológico, já que são fáceis de identificar, embora em termos estéticos deixem um pouco a desejar.

Sinopse: O Império Galático possui 12 mil anos. E possui pujança, grandeza e estabilidade. Ao menos em sua fachada. Mas ele está em pleno declínio, lento e gradual. E, no final, culminará com uma regressão violenta da sociedade e a conseqüente destruição do conhecimento. Preocupados com isso, um grupo de cientistas traça um plano pela preservação do conhecimento adquirido. Vencedor do prêmio Hugo, como a melhor série de FC de todos os tempos, este é o livro inicial da Trilogia da Fundação.


Dados Técnicos: 2009*, 239 páginas, Editora Aleph, Isaac Asimov.
* Lançado originalmente em 1951.

Resenha: É uma grande responsabilidade resenhar um grande clássico como a Fundação, considerado hoje um dos grandes pilares da ficção científica e colocando o autor como um dos três grandes do estilo.
Claro que toda essa "carteirada" não garante que o leitor irá gostar do que está lendo, afinal isso é bastante pessoal e ninguém tem obrigação de gostar de algo só porque alguém (mesmo que muita gente) tenha dito que é um clássico.

Conquista rápido: Logo nas primeiras páginas somos apresentados ao grande império galáctico e ficamos sabendo que esse império está com os dias contados. Pelo menos assim acredita Hari Seldon, especialista em Psico-história.

Psico-História: Se você esperava uma obra sobre tecnologia e achava que o estilo necessita algum conhecimento científico para ser entendido, esqueça. Boas ficções científicas são justamente aquelas que utilizam o elemento humano como maior argumento.
A psico-história é uma ciência onde seria possível se prever o futuro analisando o comportamento das populações humanas, Um conceito interessantíssimo que irá determinar a sequência da história.

Um único grande personagem: Por se tratar de uma história que cobre períodos distintos do tempo, personagens vem e vão, assim podemos conhecer mais sobre a fundação em si, um grupo de cientistas isolados num planeta no final da galáxia para construir a enciclopédia galática.
Sendo assim, pode-se até considerar-se que o livro não é uma história apenas, mas vários contos referenciado esse ponto em comum que é a Fundação.

Uma aula de política e comportamento: A fundação é aquele tipo de livro que nos deixa mais e mais empolgados, nos fazendo ler mais depressa do que pretendíamos. Tem uma linguagem fácil e dinâmica e dá uma aula sobre relações humanas em geral.

Nota 5 com louvor: Não tem como dar uma nota mais baixa. É sim um grande clássico e entra na seleta lista dos livros que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida.

E você, caro desinformado. Já leu algum dos livros da Fundação? O que achou?
Deixe seu comentário abaixo, interaja conosco.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alguém viu um livro por aí é o novo parceiro do Desinformados

E 2017 será um grande ano para nós. Acabamos de firmar novas parcerias com alguns blogs literários e, em breve, teremos muitas novidades por aqui.

Para começar, quero apresentar o blog: Alguém viu um livro por aí? http://alguemviuumlivroporai.blogspot.com.br administrado com muito carinho pela Kerolayne Silveira.

E para celebrar essa parceria já tem até resenha no blog.

O primeiro dos meus livros a ter essa honra foi o Natureza Humana, aquele mistério que se passa na Amazônia e envolve fantasia e folclore brasileiro.

Curiosos para saber o que eles acharam?





Então confira: Resenha Natureza Humana.

E depois compre o livro: Natureza Humana na Amazon







E vocês,  já leram o livro? Já conhecem o blog? Deixem seus comentários abaixo.

Grande Abraço!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha - Os elefantes não esquecem - Agatha Christie

Olá leitores! como estão vocês?

Hoje é dia de resenha. E não é qualquer autorzinho não... É só a autora mais vendida de todos os tempos: Agatha Christie.

O livro é : Os elefantes não esquecem.

Bora conferir?

Capa: 

Sinopse: Perguntada a respeito da intrigante morte dos pais de sua afilhada, ocorrida há catorze anos, a escritora Ariadne Oliver não vê outra alternativa senão pedir ajuda a seu velho amigo, o detetive Hercule Poirot. 

Afinal, o que exatamente aconteceu no penhasco onde o casal foi encontrado? Será que um atirou no outro e, em seguida, tirou a própria vida? Ou teria sido um pacto suicida?

É chegado o momento de desenterrar velhas lembranças e tentar dar algum sentido a essa surpreendente história.

Dados Técnicos: 2014*, 168 páginas, Editora Nova Fronteira, Agatha Christie.
* Originalmente lançado em 1972

Resenha: Quando se pensa em Agatha Christie, logo se imagina um crime a ser solucionado. Um crime recente, ainda em tempo de prender os culpados.
Não é isso que encontramos em os elefantes não esquecem. O livro é sobre a resolução de um caso que ninguém conseguiu provar se era um crime, um acidente ou um suicídio.

Investigativo: Ao contrário do que se espera da autora, essa obra não é um Thriller. Isso não quer dizer que seja um livro ruim, longe disso, apenas que não há praticamente nenhuma ação na história. Assistimos a uma grande investigação conduzida por 
Hercule Poirot, mas, principalmente por outra personagem, uma escritora de romances policiais inglesa chamada Ariadne
.

Alter Ego?: É bem possível que a autora tenha brincado se colocando na história como a simpática Ariadne. Ela se mostra bastante esperta em filtrar as informações obtidas em entrevistas com as mais diversas pessoas envolvidas com as vítimas do suposto crime. No final quem acaba juntando as peças é mesmo o famoso detetive.

Dá para resolver: Com um pouco de perspicácia e a experiência de ter lido toda a obra sobre Sherlock Holmes, consegui desvendar o caso antes do final do livro. Ao contrário do que alguns dizem, de que a autora costuma ocultar fatos do leitor, tornando impossível a resolução dos casos em seus livros, não é o que acontece nessa obra. Todos os dados estão disponíveis para um leitor observador.

Bom, como sempre: A escrita fluida, as descrições ricas sem serem chatas e os diálogos consistentes fazem dessa uma obra gostosa de ler. Não é aquele livro que mudará a sua vida, mas dará boas horas de divertimento.

"- Estou me despedindo de você, pois vai partir numa viagem de descobertas - disse Poirot. - A la recherche des éléphants

Nota e conclusão: Um livro bem feito, sem falhas e bom de se ler. Não muda a vida de ninguém, mas merece uma chance. Nota 3.