sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Resenha - Sandman Vol.1 de Neil Gaiman

Hoje é dia de quadrinhos aqui no blog. Vamos resenhar a obra que tornou conhecido Neil Gaiman, esse grande autor que faz de tudo um pouco: romances, contos, HQs, roteiros...

Este encadernado contém as primeiras histórias de Sandman, publicadas no final da década de 80.

Capa:




A coisa já começa bem com a capa de extremo bom gosto com imagens sobrepostas e cores interessantes

SINOPSEFoi essa frase de T.S. Eliot que serviu para embalar o lançamento dessa série e também dar asas a imaginação de Neil Gaiman, um britânico destinado a criar uma das séries mais revolucionárias e inovadoras dos quadrinhos contemporâneos.Poucas HQs na história do mundo ocidental transcenderam o gênero e romperam barreiras como Sandman conseguiu. Mesclando mitologias modernas e fantasias sombrias, além de acrescentar elementos modernos, míticos e históricos, Sandman foi considerada uma das séries mais artisticamente ambiciosas dos quadrinhos. Quando foi concluída, em 1996, já tinha mudado a nona arte para sempre e se tornado um fenômeno de cultura popular, bem como um marco das HQs, tornando difusa a fronteira imaginária entre os quadrinhos de massa e o que consideramos como arte. A série conta a história de Morfeus, um dos perpétuos, criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores, responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono. Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sandman, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série nos revela como ele se libertou e como foi capaz de se adaptar no mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos perpétuos.


DADOS TÉCNICOS: 2010 (1989), 616 páginas, Editora Panini, Neil Gaiman

LINKS PARA COMPRA: Sandman Vol1

RESENHA: Sandman é a obra conhecida por revelar Neil Gaiman definitivamente ao mundo. Por ser uma história em quadrinhos, pode haver um preconceito, algo como "isso é coisa de criança" mas garanto que o conteúdo aqui encontrado passa bem longe de ser infantil e janta muita literatura tradicional por aí.
Este encadernado contém 616 páginas, sendo um belo de um tijolo, o que, apesar de lindo, dificulta um pouco a leitura e impede completamente a portabilidade.
Mas foi feito para enfeitar estantes e isso ele faz com louvor.



O COMEÇO: Começamos com uma história maravilhosa onde Sandman, perpétuo responsável por gerir o sonhar é aprisionado por um humano ficando nesse estado por décadas. Sem alguém para controlá-lo, o mundo dos sonhos saí do controle desencadeando uma série de eventos que serão mostrados mais para frente.

ITENS MÁGICOS: O Homem que captura Sandman também lhe rouba seus itens mágicos: um rubi, um elmo e uma algibeira e esses itens acabam se perdendo pelo mundo, gerando uma busca por eles nas histórias subsequentes.

TUDO SE ENCAIXA: É muito interessante observar a capacidade de Gaiman em criar ramificações à partir de uma história aparentemente simples. A primeira história, aparentemente simples, desencadeia uma série de eventos que atingirá até os tempos atuais do personagem (o final da década de 80) e afetará outros personagens da DC bem como uma série de pessoas "normais"

CONTOS: Gaiman é conhecido por escrever ótimos contos. Muitos o consideram melhor contista que romancista, mas eu prefiro achar que ele manda bem em ambos. Do meio para o fim do encadernado, encontramos histórias que não estão conectadas à linha principal, mas onde o autor desfila toda a sua qualidade e criatividade nos deixando boquiabertos como no história "um conto de 1000 gatos", uma lição de vida.

CONCLUSÃO: Sandman de Neil Gaiman é leitura obrigatória para quem gosta do gênero fantasia. Também é uma excelente porta de entrada para quem tem algum preconceito com quadrinhos, pois há obras para todos os gostos e que merecem uma chance.



Essa edição ainda conta com extras como um prefácio escrito pelo próprio autor, rascunhos de páginas, esboços e conceitos dos personagens e um roteiro escrito por Gaiman para os desenhistas.
Vale cada centavo e nos deixa com vontade de ter a coleção completa.

Nota 5 porque não tem como dar 6!

E não esqueça de comentar a sua opinião sobre essa edição, os personagens, o autor ou esta resenha.

Abraços

Dan Folter!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vem ai a antologia "Amor sem limites"

É com grande alegria que comunico a minha presença em mais um projeto literário. Estarei fazendo parte, juntamente com vários outros autores de muito talento, da antologia chamada "Amor sem limites"


Prepare-se para ler contos onde personagens com alguma limitação mostram como o amor pode nos levar à superação.

Emocione-se com histórias de gente que não se conformou, não baixou a cabeça e mostrou de onde vem a verdadeira força do ser humano: do coração!


"O melhor ouvinte" de Dan Folter

Ele perdeu o dom de proferir palavras. Incapaz de magoar aos outros com a ferocidade da língua, tornou-se uma criatura de grande sentimento e empatia. Inapto a falar, ele virou o melhor ouvinte.


Em breve o livro completo estará disponível para compra em formato físico e vocês poderão ler essa e muitas outras histórias emocionantes.

Para o que me conhecem, já adianto que meu conto está recheado de referências pessoais e é bastante autobiográfico.

Ficou com vontade de conhecer? Então conheça a fan page do livro em https://www.facebook.com/antologia.amorsemlimites/

Um abraço a todos e até a próxima!

Dan Folter

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vem aí a antologia "Aconteceu no Natal"

Natal é tempo de festa, confraternização em família e abertura de presentes?

Não para esse time de autores reunidos pela revista Livros Nacionais. Para eles (e para este que vos escreve) o Natal pode ser dramático, soturno, catastrófico....

É com essa pegada que anunciamos a empreitada a se chamar "Aconteceu no Natal". Serão 13 contos (será que esse número foi coincidência) retratando o que pode existir de mais assustados nas categorias Hot, Drama, Suspense, Dark, Policial, Terror e fantasia.


Estamos trabalhando forte para entregar a vocês um trabalho de qualidade e para o Natal desse ano.
E a prova desse esmero é que a editora a publicar a obra será a Hope, então esperem por algo bem bacana chegando!

Assim você pode presentear aquele seu amigo que não gosta muito do Natal.
Quem sabe ele muda de ideia...  ou será que não?

Abraços e fiquem antenados para mais novidades!

Dan Folter

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Revista Geração Bookaholic #7

Olá meus caros desinformados!

Vocês já conhecem a revista Geração Bookaholic, da qual este que vos fala colabora desde a edição número 6?

NÂO???

Sem problemas.

Entre agora mesmo e confira. É de graça! Revista Geração Bookaholic

Mas este post é para falar da edição número 7 com ninguém mais, ninguém menos do que Thalita Rebouças na capa e na reportagem principal.


Convido vocês a conhecer toda a revista, mas vou puxar uma sardinha para as seções por mim escritas como a entrevista com o autor Lucas Ramos, a seção "livros de cabeceira" com a autora Núccia de Cicco, capítulo bônus onde falo sobre o livro "O peregrino" de Leon Uris e ainda a seção "loucos por quotes" com a simpaticíssima Judie Castilho.

Para acessar diretamente a edição 7, vá em : Edição #7

Um abraço e até +

Dan Folter!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Resenha - Drácula de Bram Stocker

Olá Desinformados.


Hoje é dia de clássico absoluto aqui no blog. Vamos resenhar simplesmente o livro que difundiu o mito do vampiro, Drácula de Bram Stocker.
Capa:



Apenas uma de tantas variantes desse grande clássico. Minimalista, mas com o essencial: Os nomes do livro e do autor, acompanhados por um castelo bastante sugestivo...

SINOPSEDrácula é o mais famoso vampiro da literatura moderna e contemporânea, citado no Guiness Book como o monstro fictício com maior número de aparições na mídia -- diretas ou indiretas... Publicado originalmente em 1897, com inspiração em relatos do folclore romeno (coletados por Stoker) sobre a ocorrência de nosferatus, ou mortos-vivos, e na infame saga do Príncipe Vlad III Drakulya, o filho do Dragão (ou Serpente[Drac]): Voivoda (warlord) da Valáquia e Transilvânia que lutou contra os Turcos no Século XV. |...| O romance "Drácula" definiu o arquétipo do vampiro moderno como o ser diabólico que se alimenta do sangue de suas vítimas e tem poderes extraordinários... [Wikipedia] 'Dracula is an 1897 Gothic horror novel by Irish author Bram Stoker. Famous for introducing the character of the vampire Count Dracula'.' Além da significativa influência das fontes literárias em Drácula (Lord Ruthwen, o vampiro de John Polidori; Sir Francis Varney, o vampiro de James Malcom Rymer e a Condessa Karnstein de J. Sheridan Le Fanu são os ascendentes mais prováveis). 


DADOS TÉCNICOS: 2002 (1897), 368 páginas, Editora Nova Cultural, Bram Stocker e Eugênio Colonnese

LINKS PARA COMPRA: Drácula

RESENHA: A leitura de grandes clássicos da literatura é função quase obrigatória para pessoas como eu que, escrevem livros e estudam letras. Ainda assim, isso está muito longe de ser um fardo ou uma leitura puramente técnica. Vamos entender o porquê.

Drácula é contado em primeira pessoa, aproveitando-se de cartas, diários e até gravações feitas em fonógrafo, um dos primeiros dispositivos para a gravação de áudio.

A história se passa em Londres e na Transilvânia, local que fica na Romênia e que seria onde Drácula construiu seu imponente castelo.

SPOILERS: Não há como ler essa obra sem sofrer com os tão temidos spoilers. Afinal o tema vampiro já foi tão explorado que todos sabemos identificar essas criaturas (Salvo quando dão chilique e brilham ao sol)
Por esta razão, muito do mistério desejado com a obra original perde-se na leitura, pois sabemos que todas aquelas pistas e o próprio nome "Drácula" são uma indicação clara do que está acontecendo.

CONTEXTO HISTÓRICO: Ao ler uma obra escrita a mais de 100 anos, é importante respeitar as características da época em que a obra foi escrita. Caso não se tenha esse cuidado, é possível julgar a obra como "machista" por exemplo, já que as mulheres são tratadas da forma como o eram naquela época. Por essas e outras, o livro pode assustar leitores desavisados.

ESQUEÇA A AÇÃO: Outra característica que denuncia a idade da obra é o andamento da mesma. O autor abusa das descrições de lugares e, principalmente, de como as pessoas se sentiam frente à determinada situação (afinal cartas e diários contém opiniões pessoais) e por isso o livro tem um andamento bem lento, chegando mesmo a dar sono, apesar da grande qualidade literária.

ALHO, ESTACAS E CRUCIFIXOS: Esqueça vampiros brilhantes e deprimidos. Em Drácula eles são aquilo que devem ser: monstros aterrorizantes que devoram sangue.
Outra característica da época em que o livro foi escrito é a religiosidade. Itens cristãos como crucifixos, água benta e até hóstias são utilizados como armas ou repelentes para essas criaturas e a religiosidade é tema forte e recorrente, sendo o vampiro considerado como um demônio ou a obra de um.

CONCLUSÃO: Drácula de Bram Stocker é o livro que definiu o rumo que os vampiros seguiriam por quase um século e é uma história belíssima e muito bem escrita.
Leia se você gosta de clássicos, de vampiros monstruosos ou quer aperfeiçoar-se nas artes das letras.
Não leia se não gosta de histórias com pouca ação, se fica incomodado por já saber o final da história ou se acha que vampiros são feitos de purpurina.

Nota 5, é claro!

E não esqueça de comentar a sua opinião sobre o livro, a resenha ou qualquer outro detalhe.

Abraços

Dan Folter!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Resenha - Laranja Mecânica de Anthony Burguess

Olá Desinformados.

Após um longo inverno, voltamos para uma resenha bastante especial. O livro resenhado é o clássico Laranja Mecânica de Anthony Burguess.

Capa:



A capa, uma de muitas disponíveis em várias edições é bem minimalista e chama bastante a atenção, tanto pela cor laranja quanto pelo título grande e estiloso .

SINOPSEClássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.
A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.
A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Individuo.


DADOS TÉCNICOS: 2014 (1962), 200 páginas, Editora Aleph, Anthony Burgess

LINKS PARA COMPRA: Laranja Mecânica

RESENHA: É com certa vergonha que me lembro das primeiras menções ao nome Laranja Mecânica em minha infância. Primeiro me lembrava do incrível time de futebol holandês da copa de 74 e depois da excelente adaptação deste livro para o cinema, ó irmãos, como diria nosso narrador Alex.

A curiosidade com essa obra diminuiu um pouco ao descobrir que o livro tem uma linguagem própria criada pelo autor chamada nadsat. As sugestões diziam para não procurar pelo significado das palavras e tentar ler assim mesmo. Consegui em partes.

NADSAT: Essa talvez seja a grande sacada do livro. Narrado em primeira pessoa por Alex, um adolescente, é utilizada uma linguagem criada pelo autor para simular as gírias que grupos desse tipo costumam usar para se comunicar entre si.
Mas a ideia do autor foi provocar no leitor uma sensação única de estranhamento, dificultando propositalmente a compreensão das palavras. 

NÃO DESISTA: Mesmo que as primeiras páginas se mostrem desafiadoras devido à linguagem, o livro vai ficando cada vez mais interessante e parte da diversão acontece quando começamos a tentar decifrar o que é cada palavra.
Superada essa fase a diversão começa.

ULTRAVIOLÊNCIA: Esteja preparado para algumas passagens um tanto fortes. Há brigas entre gangues, espancamentos e até estupro e assassinato. A violência do livro, porém, se justifica para que entendamos como funcionam o mundo e a cabeça de Alex.
E o nosso herói, ó meus irmãos, não passa impune por essa história. Ele passará por momentos bastante difíceis o que deixa alguns leitores felizes com sua juta punição e outros um pouco chateados já que começaram a sentir empatia por ele.

LIVRE ARBÍTRIO: A discussão proposta pelo autor após Alex passar por um procedimento é sobre se o estado tem ou não o direito de retirar das pessoas o seu livre arbítrio, mesmo quando a pessoa é responsável por uma série de crimes hediondos como é o caso de Alex.
É o tipo de assunto difícil de ficar omisso, portanto leia e tire suas próprias conclusões.


CONCLUSÃO: Laranja Mecânica é um grande clássico da ficção científica e merece uma leitura. Merece também uma conferida na excelente adaptação para o cinema.
Leia se você gosta de um desafio, uma história crua em primeira pessoa
Não leia se fica ofendido com histórias violentas ou se não consegue resistir à vontade de procurar todas as palavras no glossário.
Nota 5, é claro!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Personagens de "O Mistério de Boa Esperança" - Padre Alexandre

Você ainda não leu O mistério de Boa Esperança? Não acredito...  mas se você ainda não leu, junte-se aos que já o fizeram e vamos falar um pouco sobre um personagem interessante dessa história: O padre Alexandre

Boa Esperança da Serra é aquela cidadezinha do interior que vive um momento entre o tradicional e o desenvolvimento.

Exatamente por isso, a cidade vive um contraste entre os jovens que a tomaram para morar devido à proximidade com uma universidade em outra cidade e a população nativa, tradicional e católica.

A igreja tem um papel importante na cidade, pois é onde a informação é passada entre os moradores mais antigos.
Localizada em local privilegiado, é nela que Daniel e Fernando se encontram pela primeira vez na história.

Ultimamente os padres tem sido retratados na ficção quase sempre como vilões. São homens gananciosos, quase sempre utilizando a fé como ferramenta para propósitos muito maiores, normalmente relacionados ao poder e ao dinheiro.

Talvez por isso, criei um padre que foge a esses clichês. Alexandre é um homem ainda jovem, antenado com o mundo moderno e com os jovens, uma pessoa que realmente acredita em sua religião como uma forma de ajudar a comunidade.

Apesar de ser um personagem coadjuvante, ele acaba tendo papel decisivo no desenrolar da história, já que ajuda os protagonistas de diferentes formas, pois é um dos poucos na cidade que acredita realmente neles.

Padre Alexandre também rende passagens engraçadas quando insiste em interromper os garotos a contar a sua história ou quando precisa dar um jeito de mentir apenas dizendo a verdade, uma vez que não pode fugir aos seus princípios.

Se você quer conhecer melhor esse padre "gente boa" basta ler o livro O Mistério de Boa Esperança, uma obra cheia de mistério e aventura.

Mas já vou avisando: Quem começa a leitura não consegue parar até descobrir a solução deste enigma, então prepare a xícara de café porque a noite vai ser longa (e divertida)

Para comprar em versão física autografada:

www.facebook.com/danfolter

Para comprar pela internet:

Livraria Martins Fontes

Para comprar a versão digital:

Amazon





Você já leu?
Então deixe a sua opinião para que outros leitores saibam que você gostou.

skoob

Um abraço a todos e boa leitura

Dan Folter

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Dan Folter na Bienal do Rio 2017 - Veja como foi

Estivemos no último domingo na nossa primeira bienal em terras cariocas promovendo O mistério de Boa Esperança.


Foi a oportunidade para rever alguns amigos e fazer outros novos, tietar alguns autores e passar muita vontade de comprar um caminhão de livros.

Aproveitamos os estandes para algumas fotos temáticas:




E claro, recebemos os leitores no stand da Editora Chiado para alguns autógrafos






E, infelizmente, não foi dessa vez que conheci o Neil Gaiman em pessoa...  fica para a próxima!


Gostaria de agradecer imensamente a todos que por ali passaram, prestigiaram ou simplesmente divulgaram, à Editora Chiado por prover toda a estrutura e apoio para o evento e à minha querida esposa Fernanda, que aguentou a dura viagem Limeira-Rio praticamente num bate-volta.

Continuem acompanhando o blog para mais novidades!

Dan Folter

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resenha - Pseudônimo Mr. Queen de Loraine Pivatto

Capa:



A capa não ajuda a criar interesse na história. É demasiadamente simples e não atrai o leitor.

SINOPSEO ano é 2012,
Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.

Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.

Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.

Agora serão 2 vidas: 
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.

A nova sociedade começa a surgir:
Sem desigualdade,
Sem dinheiro,
Sem doenças,
Sem possibilidade de mortes prematuras,
Exceto por uma maneira.

Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.


DADOS TÉCNICOS: 2015, 404 páginas, Edição do autor para divulgação, Loraine Pivatto

LINKS PARA COMPRA: Amazon

RESENHA: Pseudônimo Mr. Queen chegou às minhas mãos de maneira inusitada e, devo dizer, extremamente criativa. A autora me contatou pelo Skoob e disse que me mandaria o livro sem nenhum custo desde que eu me comprometesse a fazer uma resenha e enviar o livro para outro leitor segundo instruções dela.
Devo parabenizar a Loraine pela ideia. Enquanto meu livro, comercializado pelos meios convencionais, chegou a apenas 40 leitores na rede, o dela já passou de 800. Claro que não há lucro monetário para a autora, mas ela apostou em construir um nome com esta obra e depois, tentar voos mais altos.

BOAS IDEIAS: Além do marketing eficiente, a sinopse do livro é extremamente interessante. Uma distopia onde o fim do mundo aconteceu em 2012 e sobraram poucas pessoas para reconstruir tudo.
Ao mesmo tempo uma utopia, já que a nova sociedade, ao contrário do que se imaginaria, está perfeitamente organizada e definida por alguém.

MÁ EXECUÇÃO: A própria autora classifica o livro como "ficção especulativa", o famoso "e se...?" mas esse tipo de ficção exige que uma série de explicações sejam dadas ao leitor para funcionar.
Logo no começo, nos deparamos com a personagem Regina, uma das sobreviventes e é através dela que entendemos como esse mundo novo funciona.
As pessoas não podem mais morrer, não existe dinheiro entre outros detalhes, porém não há uma explicação sobre o que aconteceu com o mundo...

Quem ou o que foi responsável pelo final da sociedade?

Quem inventou as novas regras e com que objetivo?

Você vai até o final do livro e não encontra resposta para essas perguntas.

INVEROSSÍMIL: São Paulo é uma cidade de milhões de pessoas e, assim como no resto do mundo, sobraram apenas alguns gatos pingados. Era de se esperar uma batalha pelos recursos mais simples, como comida, mas, estranhamente, as pessoas desse novo mundo possuem carros, celulares, roupas e comida em abundância.
Se sobraram apenas algumas pessoas, quem fabrica esses bens de consumo? Como o shopping center pode estar cheio?
Infelizmente, a autora não responde nenhuma dessas perguntas e assim não há suspensão de descrença que sobreviva...

MUITOS PERSONAGENS: A autora usou quatro gerações de personagens para contar sua história. O resultado disso é que, quando começamos a nos interessar por Regina, ela é substituída pela neta e os conflitos que pareciam ter importância, são deixados para depois ou esquecidos. São tantos personagens que o cachorro da família apresentado no início é deixado de lado e só sabemos o que aconteceu com ele no final do livro.
É também no final que entendemos porque ela colocou tanta gente na história, já que cada um contribuiu com um pouquinho, mas isso inchou demais e história e inviabilizou ao leitor criar uma conexão com as personagens.

MISTÉRIOS INTERESSANTES: A parte boa do livro vai para a trama envolvendo o personagem que lhe dá nome. Apesar de ele demorar muito para aparecer, nos fazendo questionar a escolha de nome para a obra, quando o faz, acaba nos colocando numa trama interessante, muito bem amarrada e com revelações surpreendentes.
Graças à essa parte, você esquece um pouco dos problemas com a estrutura do mundo e começa a virar mais páginas.

Já o mistério sobre a única forma de morrer, não me convenceu, principalmente porque não nos é explicado porque os organizadores dessa nova sociedade a fizeram desse jeito. Foram aliens?, deuses ou tudo não passou de um sonho? 

CRÍTICA SOCIAL FERRENHA: A outra parte positiva vai para como a autora mostra um ser humano que, mesmo com tudo na mão, começa a criar problemas, burla as regras, compete por prestígio e arruína relações.
Isso exigiu da autora uma série de explicações e o desenvolvimento de um sistema complexo de classificações, porém imprescindível para a trama.
O livro também conta com um vilão de respeito, com motivações inteligentes e planos maquiavélicos.

FALTOU EDIÇÃO: A obra que chegou às minhas mãos mostra que a Loraine é como tantos outros autores nacionais. Tem ótimas ideias nas mãos, mas precisa da ajuda de outros profissionais para transformar essas boas em ideias em produtos adequados para o mercado.
Um editor profissional ou um leitor crítico teriam percebido essas falhas e ajudado a autora a corrigi-las antes de colocar o produto no mercado.
Eles provavelmente cortariam cerca de 100 páginas da obra, deixando apenas as partes realmente boas, já que a autora escreve bem e quase não há problemas de português no livro.
Até mesmo as escolhas de capa e nome poderiam ser revistas caso este trabalho fosse publicado de forma mais profissional.

CONCLUSÃO: Pseudônimo Mr. Queen é um aglomerado de ótimas ideias com uma execução aquém do merecido. Apesar disso, ele colocou o nome da autora nas cabeças de muitos leitores e pode ser uma porta de entrada digna para uma carreira literária consistente.
Nota 3 no skoob porque o resultado é bom, mas podia ter sido tão melhor...

E você leitor, já sabia alguma coisa sobre esse livro, autora ou sobre esse modelo de publicação?
Deixe sua opinião abaixo e vamos discutir literatura!

Abraços
Dan Folter

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Resenha - Minha lista de coisas para viver de Ana Luiza Medeiros

Capa:



A capa, com uma carinha de chick lit, é bonita, bem organizada e passa razoavelmente bem a ideia do que será encontrado na história.

SINOPSEAlba é uma escritora iniciante que quer mais do que tudo no mundo ser reconhecida como tal, mas o mundo editorial não é nada fácil, e mesmo trabalhando sobre as asas de uma das melhores editoras do país, seu desafio é tornar sua escrita interessante o bastante para ser publicada. Mas como? 

Com a ajuda de um novo amigo muito experiente no assunto, (cheio de segredos e com olhos verdes de arrasar o quarteirão...) e seus amigos malucos o bastante para encarar qualquer aventura, ela aceita o desafio lançado que promete revolucionar a qualidade de sua escrita. Cumprir uma lista de experiências de vida para quebrar a rotina com grande estilo! 


DADOS TÉCNICOS: 2016, 266 páginas, Editora Casa do escritor, Ana Luiza Medeiros

LINKS PARA COMPRA: Para adquirir sua cópia, digital ou física, acesse o site oficial da autora: https://analuizamedeiros.com/

RESENHA: Minha lista de coisas para viver conta a história de Alba, uma revisora e analista de originais em uma grande editora que sonha em publicar o próprio livro.
O problema é que a sua chefe, uma profissional altamente gabaritada, lhe disse que o livro não é bom o suficiente para ser publicado, deixando-a numa mistura entre a revolta e o desânimo.
O livro, narrado em primeira pessoa, irá mostrar as aventuras de Alba, numa tentativa de ter uma vida mais interessante para que isso reflita em suas histórias.

LISTAS. MUITAS LISTAS: Alba possui uma mania de organização e a faz utilizando-se de listas. No celular, no computador ou coladas na geladeira, as listas são uma forma de se manter em dia com as obrigações e, ao mesmo tempo, coletar pequenas recompensas ao riscar os itens. Elas serão o fio condutor da trama.

UM ROMANCE: A vida de Alba mudará quando ela conhecer Padú, alguém muito diferente dela e se apaixonar por ele.
Não há muito a se comentar aqui além do óbvio, exceto por um segredo que o homem segura durante toda a história e, pasmem, não é explicado direito no final. A autora cria um problema de confiança entre o casal, mas não fecha bem a situação.

AUTO-AJUDA? A "lição de moral" por trás da obra é algo do tipo: "viva mais experiências", "não trabalhe tanto", "esteja com seus amigos e família" e coisas desse tipo, sendo o motivador para Alba fazer uma lista de coisas que precisa viver para depois correr atrás de realizar esses itens. Acaba parecendo um livro de auto-ajuda em alguns momentos.

SEM SAL: Apesar de contar com passagens interessantes e até divertidas em alguns momentos, o livro prima por uma narrativa que não conseguiu me causar muito interesse.
Desde o começo da obra, ficamos sabendo que o final será o de uma comédia romântica, apesar de autora ter conseguido fugir de uma pequena parte do óbvio, embora insuficiente para causar uma grande surpresa.

GIRO DE 360 GRAUS? A literatura brasileira carece de revisores. Mas o serviço caro leva a maioria dos autores independentes ou semi-independentes a realizarem revisões próprias ou com pessoas despreparadas para a função. Apesar de a obra não apresentar problemas de revisão em geral, chamou demais a atenção a descrição em que tal personagem deu um giro de 360 graus e mudou completamente a sua vida.
Apesar de não ser algo que estrague a experiência ou desmereça a obra, mostra como o nosso mercado precisa amadurecer.

AVALIAÇÃO: Minha lista de coisas para viver é um livro bem estruturado e bem escrito, mas que não encanta. Falta aquela pimentinha para dar um pouco de sabor.
Também está longe de ser um livro ruim, por isso fica na média e ganha 3 estrelinhas no Skoob.
Leia se gosta de cotidiano, romances chick lit e primeira pessoa.
Não leia se procura por algo mais intenso ou profundo.

E você leitor, já leu Minha lista de coisas para viver ou outras obras da autora? Qual sua opinião sobre elas? Deixe seu comentário abaixo:

Dan Folter

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dan Folter na Bienal do Rio de Janeiro 2017

Olá desinformados!

Esta notícia já está confirmada a algum tempo, mas agora é oficial: Estaremos na bienal do Rio de Janeiro em 2017.


Se você visitará a bienal da cidade maravilhosa, dê uma passada por lá para pegar o seu livro autografado, tirar fotos, bater um papo ou apenas dizer alô.

Estaremos no estande da Chiado Editora - Pavilhão Verde - estande M05 no domingo, dia 3 de setembro ao meio dia.

Se você pretende ir ao evento, marque sua presença através do Facebook: Dan Folter na Bienal RJ 2017

Se não puder ir, então compartilhe com seus amigos leitores e ajude a literatura nacional a crescer.

Nos vemos lá!

Dan Folter