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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Um pouco de história - dia 10 - Um poema de guerra

 E se uma guerra acontecesse no Brasil? Uma guerra capaz de rachar o país em 2?

Não, eu não estou falando da polarização idiota que tomou conta do nosso país, mas sim de uma guerra que chegou às vias de fato, uma guerra civil.

Gostou da premissa?

Pois foi exatamente isso que fiz em Um porma de guerra, 


Essa é mais uma daquelas ideias que surgiram lá na adolescência, mas não apenas da minha cabeça, foi uma ideia que tive em conjunto com o meu grande amigo Fernando.
Imaginamos uma São Paulo destruída por tanques e um casal impossível formado por um soldado e uma rebelde.

Nós nunca imaginamos que esse sonho poderia se tornar realidade um dia, mas ele se tornou. Em 2018 o livro chegou às prateleiras e até hoje eu o considero como o meu melhor trabalho.


Além de ter essa capa linda de cair o c* da bunda, né!!!

Um poema de guerra é um livro difícil de classificar. Ele tem um quê de distopia misturado com romance, umas pitadas de crítica social e uma cobertura bem dramática.

Ah, ele é um romance, não um livro de poesias, OK???  Ele até tem umas poesias marcando o final de cada uma das 12 partes que compõem a obra, mas é só isso.


Quer conhecer mais sobre essa obra? Assista ao vídeo onde dou mais detalhes sobre ela https://youtu.be/5CbcjIpXJ-4.

Quer pegar uma cópia digital? Tem na Amazon https://www.amazon.com.br/dp/B07L456V9Y

Prefere um físico autografado, com marcador e lápis personalizado?
Então entre em contato comingo.

Grande abraço a todos

Dan Folter

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha - O Peregrino de Leon Uris

Capa:


A capa, de estilo já um tanto ultrapassado, mostra o nome do autor maior que o do livro e ainda se refere a outras obras dele.

SINOPSEA bela aldeia de Tabah ficava na Palestina. sobre um outeiro no vale onde Josué suplicara ao Senhor para que o Sol parasse... de uma geração árabe para outra, pouco mudara. Então vieram os judeus, reclamando um pântano próximo e criando uma atmosfera hostil... depois disso, tudo mudaria para sempre..


DADOS TÉCNICOS: 1984, 546 páginas, Editora Record, Leon Uris

RESENHA: O Peregrino é um livro que investe num estilo bastante em voga ultimamente: a ficção histórica.
Nele, somos levados à aldeia de Tabah, a mais de cem anos atrás, no local onde hoje fica a Palestina.
A história se segue pelo primeira metade do século passado, mostrando como a aldeia e seus moradores são influenciados por grandes eventos como as duas grandes guerras mundiais, mas principalmente, pela criação do estado de Israel.

UMA AULA DE HISTÓRIA: O autor utilizou de forma perfeita a história para nos mostrar como era a vida de uma família islâmica naquele tempo e local. As tradições locais, reguladas pelo Corão, podem ser chocantes para um ocidental, principalmente na forma como as mulheres eram, e infelizmente ainda são, tratadas.
O livro também busca explicar historicamente o ódio existente entre árabes e Judeus, mas o faz de forma nada enciclopédica, mas utilizando a história e os excelentes personagens.

PERSONAGENS: O ponto alto de O Peregrino são os personagens ricos e envolventes que nos conduzem pela história. Desde o pai e chefe (Muktar) da tribo Ibrahim, sua esposa Hagar e seus vários filhos, com ênfase especial em Ismael, o caçula e Nada, a menina que passa por maus bocados durante a história.

DURO E FORTE: Por ser uma história calcada numa realidade difícil, O Peregrino não poupa o leitor de momentos difíceis durante a história. Assassinatos, estupros, absurdos familiares, crimes de guerra e outras situações difíceis são mostradas de forma bastante crua pelo autor.
A intenção não é chocar pela fantasia nem romantizar essas situações, apenas usar a ficção para mostrar a dura realidade pela qual aquelas pessoas enfrentam.

AUTOR JUDEU FALANDO DE ISLÂMICOS?: O autor se esforçou bastante para ser idôneo e não usa o livro como propaganda anti islâmica, como se poderia pensar. Apesar disso, é preciso realizar a leitura com os filtros ligados ao máximo, já que sabemos que não existe opinião totalmente idônea, todos somos influenciados por algo e isso ficará exposto naquilo que escrevemos.
O fato de o autor ser judeu apenas mostra o quanto foi habilidoso em escrever essa história, sem parecer uma propaganda religiosa ou uma mensagem de ódio.

AVALIAÇÃOO Peregrino é um daqueles livros que nos fazem repensar nossos valores, olhar para as nossas vidas e agradecer pelo que temos. Também é uma obra que nos ajuda a entender um pouco melhor o conflito entre os povos que vivem no oriente médio, tentando não fazer julgamentos levianos ou precipitados.
Ganhou nota 4,5 no Skoob apenas pela parte final, onde pareceu que o autor correu com algumas resoluções, ao contrário do ritmo mais cadenciado do resto do livro.

E vocês leitores. já conheciam o Peregrino ou o autor, Leon Uris? Convido-os então a procurar pelas obras dele, pois este não é o único ótimo livro que nos deixou. Outras resenhas virão.

Abraço

Dan Folter!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Resenha - As espiãs do dia D - Ken Follett

Olá meus caros.
Hoje é dia de resenha no canal e o livro escolhido foi "As espiãs do dia D" de um dos meus autores favoritos, o galês Ken Follett

CAPA: 

Uma capa bonita, com degradê em azul e um clima esfumaçado, perfeito para o tema de espionagem da obra.
Reparem como o nome do autor é maior que o do título do livro, uma demonstração do calibre do escritor.

SINOPSESegunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.

Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett. 

DADOS TÉCNICOS: 2015, 448 páginas, Editora Arqueiro, Ken Follett

SINOPSE: A junção de Ken Follett, renomado autor galês com o tema espionagem é garantia de um bom livro certo? 

Certo!

As espiãs do dia D, uma tradução não muito feliz para o original "The Jackdaws" traz o esperado para os fãs do autor e do gênero. Um livro com muito suspense e ação, do início ao fim.

PONTOS DE VISTA ALTERNADOS: Acompanhamos o andamento da trama pela perspectiva dos dois personagens principais, a oficial inglesa Flick e o oficial alemão Dieter. Ela tentando explodir uma central telefônica vital para os nazistas na França e ele fazendo de tudo para proteger a central, além de tentar pegar Flick e os outros espiões.
O autor sabe interromper e alternar de forma a deixar curioso, mas sem perder o leitor. 

VILÃO: Quem já leu outras obras de Follett sabe do talento do autor para desenvolver vilões envolventes, cheios de sentimentos, do tipo que quase torcemos por eles.
Não é diferente com Dieter. O homem que sente enxaquecas quando precisa torturar alguém, algo que abomina, é o melhor torturador entre seus pares e consegue as informações de formas bastante inusitadas.
Também acompanhamos suas paixões, relacionamento familiar e com outros membros do regime nazista. Um personagem memorável.

MEIO HOLLYWOOD: Ao ler a obra, muitas vezes parece que estamos vendo um filme. Algumas das soluções acontecem de forma um pouquinho forçosa, sempre por um triz, o que deixa tudo muito emocionante, mas tira um pouco da verossimilhança.

RELACIONAMENTOS DEMAIS: As espiãs do dia D é uma obra sobre guerra e espionagem. Ou, pelos menos deveria ser. Pode ter sido por influência de terceiros ou decisão do próprio autor, mas a história é preenchida de relacionamentos bastante desnecessários para a obra, alguns parecem pura forçação de barra para agradar à públicos mais específicos.
Essa "enrolação" acabou cobrando o seu preço no final da obra onde tudo se resolve um pouco às pressas.

CUMPRE O QUE PROMETE: Você não irá se decepcionar ao final dessa obra. Pelo contrário, ficará com aquela gostosa sensação de ter aproveitado bem o tempo passado com ela.
O que pesa contra é que, comparado com outras obras primas do mesmo autor, esse aqui fica um pouquinho abaixo, merecendo "apenas" 4 estrelas no Skoob.

E você leitor, já leu esta obra? O que achou?
E outros livros do mesmo autor?

Deixe seus comentários abaixo e vamos discutir literatura

Abraços

Dan Folter