domingo, 18 de fevereiro de 2018

Resenha - Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire

Olá para todos por aqui

E a resenha de hoje é um pouco diferente das habituais. Vocês estão acostumados a ver apenas livros de ficção por aqui, mas hoje falaremos de um livro mais técnico: Psicologia da Autonomia de Paulo Freire

Capa:


Capa simples, destacando  o nome do autor e o título, afinal trata-se de um livro que busca o estudante e não o leitor casual.

SINOPSEEm 'Pedagogia da Autonomia' de 1996, Paulo Freire nos apresenta uma reflexão sobre a relação entre educadores e educandos, elaborando propostas de práticas pedagógicas, orientadas por uma ética universal, que desenvolvem a autonomia, a capacidade crítica e a valorização da cultura e conhecimentos empíricos de uns e outros. Criando os fundamentos para a implementação e consolidação desse diálogo político-pedagógico e sintetizando questões fundamentais para a formação dos educadores e para uma prática educativo-progressiva, Paulo Freire estabelece neste livro novas relações e condições para a tarefa da educação.

DADOS TÉCNICOS: 2013, 166 páginas, Editora Paz e terra, Paulo Freire

RESENHA: Paulo freire foi um professor e pedagogo brasileiro conhecido por trazer novas ideias para a educação. Com uma visão mais humana e menos robótica da educação, suas ideias são conhecidas por todo o mundo e ele sempre foi mais valorizado lá fora do que em seu país de origem.
Como sou estudante do curso de Licenciatura em Letras, é o tipo de leitura recomendada para a profissão.
O livro tem então a intenção de prover conhecimentos para o exercício da futura profissão.

Mas é justamente aí que a leitura começa a não corresponder ao que se esperava do livro. Ao invés de discutir técnicas, procedimentos e dar direções, o autor apenas faz reflexões sobre a pedagogia.

AUTOAJUDA PROFISSIONAL: O livro acaba ficando focado apenas na parte de reflexão e análise sobre o trabalho do professor. Ele nos convida a repensar diariamente os nossos métodos e exercitar a autocrítica, algo importante para o profissional não estagnar.

O problema é que não passa disso. Muitos conceitos são sugeridos, mas na hora de explorá-los, o autor se perde em voltas e mais voltas dizendo a mesma coisa. Não há ação, apenas reflexão.

POLITICAMENTE CORRETO: Parece haver um receio em se dizer aquilo que pensa nos dias de hoje, porque qualquer coisinha ofende alguém e vira uma gigantesca bola de neve.
Aparentemente a escrita desse livro sofreu de um imenso medo de se dizer algo, então o autor se limita a insinuar, não colocando o dedo nas feridas por medo de desagradar.

IDEOLOGIA: Outro problema encontrado no livro é que ele acaba sendo usado para vender uma ideologia nas entrelinhas. Conhecido defensor do socialismo, Paulo Freire tenta "vender" essa ideologia no livro, mas tenta fazê-lo de forma subliminar.
Era melhor se o autor tivesse logo assumido essa posição e não se disfarçasse numa neutralidade.

CONTRADITÓRIO: Freire tenta passar em suas linhas gerais uma pessoa simples, do povo, cuja pedagogia é voltada para os mais necessitados, mas não aplica esses conceitos na escrita deste livro. Ao contrário ele usa de palavras complicadas, tudo tem que ser "epistemológico", algo que, apesar de tecnicamente correto, não vai de encontro às ideias defendidas na obra.
Muitas vezes é difícil de entender onde o autor quer chegar porque as informações não são claras, ele dá muitas voltas para chegar ao ponto.

LEIA APENAS O SUMÁRIO: As ideias de cada capítulo já são suficientes para se absorver 90% do livro.
Quando o capítulo diz: "respeite o aluno" é exatamente isso. E lá se vão quatro páginas para elaborar essa ideia sem sair do lugar.

CONCLUSÃO: Pedagogia da autonomia traz boas reflexões para quem quer analisar a profissão de educador, mas para por aí. O livro nos convida a pensar sobre as nossas posturas em sala de aula ou fora dela, mas não nos dá nenhuma direção. Ao contrário deixa que cada um tenha uma ideia própria e acaba soando mais anárquico do que organizador.

Recebe um mediano 3 no Skoob porque não é ruim, só não parece fazer o efeito que deveria.

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Grande abraço a todos

Dan Folter!
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