terça-feira, 11 de outubro de 2016

Resenha - Revival de Stephen King

Hoje é dia de resenha no desinformados. Publicado pela editora Suma de letras, falaremos de Revival do autor norte americano Stephen King.
Há muito que tinha a curiosidade de ler algo do escritor conhecido como mestre do terror e do suspense. Este é o primeiro (de muitos, espero) livro de King que leio e por isso minhas impressões sobre o autor estão restritas à ele. Fato que espero melhorar no futuro.

Sinopse:  Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.


Capa:

Quando vejo a capa desse livro, um fato me salta à mente. O nome do autor toma boa parte dela, mostrando o quanto o homem é um best seller e seu nome é mais importante que os outros itens. A princípio a capa me pareceu sem graça, embora com a leitura ela tenha passado a fazer sentido.

Resenha: Aconselho a todos aqueles que pretendem escrever que façam uma leitura desse livro. A narrativa em primeira pessoa estabelece logo nas primeiras páginas um conflito e você já está curioso para saber o que ocorre em seguida. Apesar da forma narrativa, todo o ambiente é perfeitamente descrito de forma simples e objetiva, como se o autor soubesse exatamente onde colocar cada item. É uma aula de prosa de ficção.


Mary Sheley e H.P. Lovecraft: Se você conhece esses nomes, saiba que foram influências diretas sobre King na feitura desta obra. As criaturas usadas por esses autores clássicos fazem parte da narrativa e são perceptíveis as referências a elas.

A história: Jamie Morton é que nos conta a história. E ele logo deixa claro como a presença de um homem, Charles Jacobs, mudou a sua vida (para pior, muito pior) desde que o conhecera na infância. Somos convidados a rever todos os encontros entre esses personagens e King faz questão de retomar fatos acontecidos no passado o tempo todo.
A capacidade de amarração do autor é extraordinária. É praticamente impossível encontrar uma ponta solta.
Lá pelo meio do livro o leitor começa a imaginar o que vai acontecer, mas só acaba descobrindo mesmo nas últimas páginas. King faz jus à sua fama de usar os conflitos psicológicos e ideológicos das personagens muito mais do que apresentar um grande problema, mas, quando o apresenta, é convincente.

Musical: Jamie é um guitarrista e o autor aproveitou (ou fez de propósito) essa característica da personagem para falar muito sobre a música das décadas de 50, 60 e 70. Se para o autor foi divertido, para mim, houve vezes em que incomodava um pouco. Eu queria saber para onde a história iria e ele lá, insistindo em me falar sobre a carreira de artistas de quem nunca ouvi falar.

Poderia ser mais assustador: As notas da contra capa apontavam o livro com o mais assustador escrito por King. Isso coloca nossas expectativas nas alturas e o final, apesar de bastante conturbado, não foi capaz de me deixar tão horrorizado quanto estava esperando.
O toque sobrenatural é leve e o autor deixa aquela brecha para interpretações sobre o que realmente aconteceu. Eu chutaria mais o balde, dizendo em termos leigos.

Avaliação: É uma obra muito acima da média e valeu muito te-la lido. A narrativa é fluída sem deixar de ser detalhada ou de descrever o ambiente. Ficou com 4 estrelas de 5 possíveis porque a história não é tão boa quando a propaganda feita. Provavelmente as obras mais antigas e tão aclamadas do autor sejam melhores do que essa e mereçam a estrelinha que ficou faltando aqui.
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