domingo, 8 de maio de 2016

Crônica - Dia das mães, dia da família ou dia de ninguém

Você sabia que na maioria das escolas públicas brasileiras o dia das mães não é mais comemorado?
Em seu lugar foi instituído o dia da família. É isso mesmo, afinal, nem todas as crianças tem mãe, já que algumas são órfãs, outras são criadas por família um tanto modernas.

Essa atitude considerada humanizada por pedagogos e outros "entendidos" do assunto foi a forma encontrada para não entristecer aqueles que não tem mãe. Eles poderiam ficar complexados, sendo deixado de lado.

Seguindo esse raciocínio onde a minoria não pode ser prejudicada, eu venho aqui sugerir algumas mudanças no calendário de datas comemorativas.

O dia dos pais deve ser abolido, afinal, os homens já mandaram e desmandaram por tempo demais, oprimindo as mulheres. E eles podem aproveitar o dia da família.

O dia das crianças será rebatizado de o dia do ser humano e todo mundo ganha presente, assim ninguém fica triste.

O dia dos namorados será abolido porque quem não está em um relacionamento pode sofrer uma terrível depressão e resolver se matar.

Todos os feriados religiosos devem ser abolidos até o dia em que toda a raça humana siga a mesma religião ou nenhuma. Comemorações de qualquer tipo são uma forma de opressão contra as minorias.

As competições esportivas também são absurdas e devem ser imediatamente modificadas. Vinte times disputando um campeonato para apenas um campeão e dezenove derrotados é uma conta que não fecha. A copa do mundo também é uma grande injustiça com apenas trinta de dois participantes e só um campeão. A partir de agora os jogos serão simbólicos e todo mundo ganha medalha, assim ninguém fica triste.

Vamos eliminar também todos os exames admissionais para as faculdades, assim nem serão necessárias as cotas. O novo processo consistirá de uma entrevista com cada candidato que deve apenas escrever (se souber) o nome da profissão escolhida e esperar alguns minutos pelo certificado.

Teremos uma sociedade formada apenas por médicos, engenheiros e advogados, só não sabemos quem vai servir o café...  
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